'Na manhã seguinte ao uso de uma bomba, todas as bases militares dos EUA ao redor do mundo serão ocupadas. Hoje, as coisas são diferentes da Segunda Guerra Mundial', disse Naqdi à PBS, de acordo com a transcrição da entrevista .
O aviso ecoa uma doutrina de longa data do IRGC: a de que os Estados Unidos têm vulnerabilidades globais que o Irã pode explorar por meios assimétricos, mesmo sem igualar a capacidade nuclear americana.
Naqdi argumentou que o Irã não precisa buscar a bomba atômica porque depende do apoio popular e da mobilização das massas como sua principal fonte de dissuasão . Na entrevista à PBS, ele declarou: 'Temos que alcançar a dissuasão para que o inimigo nunca ouse nos atacar, para que possamos viver com segurança' — mas ele enquadrou essa dissuasão como vindo da capacidade do Irã para uma guerra assimétrica prolongada e sua habilidade de impor custos, não de um arsenal nuclear .
Essa posição está alinhada com a política oficial de longa data do Irã de não buscar armas nucleares, embora as preocupações internacionais sobre o programa nuclear iraniano persistam há décadas.
Naqdi delineou explicitamente uma estratégia de prolongar deliberadamente a guerra com os Estados Unidos até que o presidente Donald Trump deixe o cargo em janeiro de 2029 . Os elementos-chave deste plano incluem:
'Um caminho é prolongar esta guerra até que cheguemos ao próximo mandato presidencial e causar desgaste, para que, se mais alguém quiser atacar o Irã, saiba que há um custo', disse Naqdi .
As declarações de Naqdi não são retórica isolada. Elas se alinham com uma série de movimentos iranianos coordenados em três frentes: o Estreito de Ormuz, pedidos de compensação por um vazamento de óleo e a diplomacia paralisada.
Controle do Estreito de Ormuz: O parlamento iraniano está revisando uma legislação para banir navios dos EUA e de Israel do Estreito de Ormuz e cobrar pedágio de outras nações até que Teerã seja compensada por danos de guerra . O Irã afirma ter finalizado um acordo com Omã definindo novas rotas de navegação que proibiriam embarcações americanas e israelenses, com multas de até 20% do valor da carga para infratores . O Irã condicionou qualquer reabertura da via às concessões dos EUA, incluindo compensação, suspensão de sanções e fim do bloqueio naval .
Compensação por vazamento de óleo: Em 13 de agosto de 2026, o Irã exigiu compensação das nações navegantes depois que uma mancha de óleo atingiu sua ilha sulista de Qeshm, citando degradação ambiental no Estreito de Ormuz . O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o vazamento 'degradou as águas do Golfo e do Mar de Omã' . O TankerTrackers, um serviço de monitoramento sediado nos EUA, relatou que o vazamento parecia derivar de um ataque iraniano ao graneleiro Minoan Pioneer em águas omanenses em 3 de agosto .
Diplomacia paralisada: O acordo interino EUA-Irã — um 'Memorando de Entendimento de Islamabad' de 14 pontos assinado em junho de 2026, que declarava o fim da guerra e estabelecia um cessar-fogo de 60 dias — entrou em colapso efetivamente . Uma fonte iraniana sênior relata que não houve 'absolutamente nenhum progresso' nas conversas para revivê-lo, e Teerã não está discutindo qualquer extensão do cessar-fogo . O Irã afirma que Washington deve primeiro retornar ao pacto interino de junho e estabelecer um cronograma para compromissos antes que quaisquer novas negociações possam acontecer . Ambos os lados estão trocando demandas por compensação um do outro, diminuindo ainda mais as perspectivas de reabertura do Estreito de Ormuz e fim do conflito .
A entrevista de Naqdi à PBS representa uma das articulações mais diretas da atual estratégia militar e diplomática do Irã. A combinação de um alerta nuclear, uma doutrina de dissuasão baseada na mobilização popular e um cronograma de guerra de desgaste que visa superar a administração Trump sugere que Teerã está se preparando para um confronto prolongado, em vez de buscar uma saída diplomática rápida. O colapso do acordo interino de junho, o bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz e as demandas mútuas de compensação entre Washington e Teerã reforçam essa trajetória.
'Na manhã seguinte ao uso de uma bomba, todas as bases militares dos EUA ao redor do mundo serão ocupadas. Hoje, as coisas são diferentes da Segunda Guerra Mundial', disse Naqdi à PBS, de acordo com a transcrição da entrevista .
O aviso ecoa uma doutrina de longa data do IRGC: a de que os Estados Unidos têm vulnerabilidades globais que o Irã pode explorar por meios assimétricos, mesmo sem igualar a capacidade nuclear americana.
Naqdi argumentou que o Irã não precisa buscar a bomba atômica porque depende do apoio popular e da mobilização das massas como sua principal fonte de dissuasão . Na entrevista à PBS, ele declarou: 'Temos que alcançar a dissuasão para que o inimigo nunca ouse nos atacar, para que possamos viver com segurança' — mas ele enquadrou essa dissuasão como vindo da capacidade do Irã para uma guerra assimétrica prolongada e sua habilidade de impor custos, não de um arsenal nuclear .
Essa posição está alinhada com a política oficial de longa data do Irã de não buscar armas nucleares, embora as preocupações internacionais sobre o programa nuclear iraniano persistam há décadas.
Naqdi delineou explicitamente uma estratégia de prolongar deliberadamente a guerra com os Estados Unidos até que o presidente Donald Trump deixe o cargo em janeiro de 2029 . Os elementos-chave deste plano incluem:
'Um caminho é prolongar esta guerra até que cheguemos ao próximo mandato presidencial e causar desgaste, para que, se mais alguém quiser atacar o Irã, saiba que há um custo', disse Naqdi .
As declarações de Naqdi não são retórica isolada. Elas se alinham com uma série de movimentos iranianos coordenados em três frentes: o Estreito de Ormuz, pedidos de compensação por um vazamento de óleo e a diplomacia paralisada.
Controle do Estreito de Ormuz: O parlamento iraniano está revisando uma legislação para banir navios dos EUA e de Israel do Estreito de Ormuz e cobrar pedágio de outras nações até que Teerã seja compensada por danos de guerra . O Irã afirma ter finalizado um acordo com Omã definindo novas rotas de navegação que proibiriam embarcações americanas e israelenses, com multas de até 20% do valor da carga para infratores . O Irã condicionou qualquer reabertura da via às concessões dos EUA, incluindo compensação, suspensão de sanções e fim do bloqueio naval .
Compensação por vazamento de óleo: Em 13 de agosto de 2026, o Irã exigiu compensação das nações navegantes depois que uma mancha de óleo atingiu sua ilha sulista de Qeshm, citando degradação ambiental no Estreito de Ormuz . O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o vazamento 'degradou as águas do Golfo e do Mar de Omã' . O TankerTrackers, um serviço de monitoramento sediado nos EUA, relatou que o vazamento parecia derivar de um ataque iraniano ao graneleiro Minoan Pioneer em águas omanenses em 3 de agosto .
Diplomacia paralisada: O acordo interino EUA-Irã — um 'Memorando de Entendimento de Islamabad' de 14 pontos assinado em junho de 2026, que declarava o fim da guerra e estabelecia um cessar-fogo de 60 dias — entrou em colapso efetivamente . Uma fonte iraniana sênior relata que não houve 'absolutamente nenhum progresso' nas conversas para revivê-lo, e Teerã não está discutindo qualquer extensão do cessar-fogo . O Irã afirma que Washington deve primeiro retornar ao pacto interino de junho e estabelecer um cronograma para compromissos antes que quaisquer novas negociações possam acontecer . Ambos os lados estão trocando demandas por compensação um do outro, diminuindo ainda mais as perspectivas de reabertura do Estreito de Ormuz e fim do conflito .
A entrevista de Naqdi à PBS representa uma das articulações mais diretas da atual estratégia militar e diplomática do Irã. A combinação de um alerta nuclear, uma doutrina de dissuasão baseada na mobilização popular e um cronograma de guerra de desgaste que visa superar a administração Trump sugere que Teerã está se preparando para um confronto prolongado, em vez de buscar uma saída diplomática rápida. O colapso do acordo interino de junho, o bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz e as demandas mútuas de compensação entre Washington e Teerã reforçam essa trajetória.