Greenpeace pintou 'No Gas + Oil' no casco do petroleiro abandonado Kairos na Baía de Burgas (agosto/2026) para protestar contra a frota fantasma russa. A organização apresentou imagens de satélite com dezenas de manchas de óleo entre abril e julho de 2026 e documentou um vazamento ativo com o navio Arctic Sunrise.
Resposta de pesquisa

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A situação do petroleiro Kairos, abandonado há mais de seis meses na Baía de Burgas, na Bulgária, se tornou o centro de um protesto ambiental de alto perfil do Greenpeace, que expõe os riscos da chamada 'frota-fantasma' da Rússia. O grupo ambientalista não apenas documentou evidências de poluição, como também realizou uma ação direta no casco do navio .
O Greenpeace montou uma campanha em várias fases contra o Kairos em águas búlgaras:
O Greenpeace apresentou duas camadas de evidências:
Relatos independentes também notaram o aparecimento de poluição por óleo combustível nas praias búlgaras do Mar Negro, entre Rezovo, Sinemorets, Lozenets, Arkutino e Kamchia, em junho de 2026. No entanto, as autoridades atribuíram o fato a depósitos mais antigos agitados por mares revoltos, e não ao Kairos .
A resposta búlgara foi mista e parcialmente contestada:
O Kairos era um petroleiro de bandeira gambiana identificado como parte da 'frota-fantasma' da Rússia — embarcações usadas para burlar o teto de preço do G7 e o embargo de petróleo da UE e do Reino Unido ao petróleo bruto russo . Foi sancionado pela UE e pelo Reino Unido, o que significa que estava proibido de entrar em portos da UE e de receber uma ampla gama de serviços marítimos
. Registros do OpenSanctions mostram que o petroleiro estava envolvido na exportação de petróleo russo para países terceiros desde novembro de 2023, em violação ao embargo
.
Em 28 de novembro de 2025, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) atingiu dois petroleiros da frota-fantasma russa — o Kairos e o Virat — usando drones navais Sea Baby no Mar Negro, a aproximadamente 28 milhas náuticas da costa turca . O Kairos estava vazio (em lastro) no momento do ataque, mas sofreu danos significativos. A Ucrânia descreveu a operação como parte de sua campanha para minar as receitas de petróleo da Rússia
.
O Kairos era relatado como sendo de propriedade chinesa, embora operado como parte da frota-fantasma russa . A Bulgária buscou reembolso de seus proprietários pelos custos de salvamento.
O incidente do Kairos faz parte de um padrão muito maior:
Em paralelo, a Rússia expandiu dramaticamente o uso da Rota do Mar do Norte (NSR) para contornar a interdição ocidental:
Em julho de 2026, a UE havia sancionado 671 embarcações da frota-fantasma (contra apenas 25 em julho de 2024). O Reino Unido e os EUA impuseram números semelhantes, colocando centenas de petroleiros na lista negra coletivamente . No entanto, a aplicação continua desigual — 135 petroleiros sancionados foram observados carregando em portos russos mesmo após serem designados
.
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Greenpeace pintou 'No Gas + Oil' no casco do petroleiro abandonado Kairos na Baía de Burgas (agosto/2026) para protestar contra a frota fantasma russa.
Greenpeace pintou 'No Gas + Oil' no casco do petroleiro abandonado Kairos na Baía de Burgas (agosto/2026) para protestar contra a frota fantasma russa. A organização apresentou imagens de satélite com dezenas de manchas de óleo entre abril e julho de 2026 e documentou um vazamento ativo com o navio Arctic Sunrise.
Autoridades búlgaras inicialmente negaram o vazamento, mas depois ordenaram inspeções e abriram uma investigação sobre possível poluição nas proximidades do navio.