Quando analisado por tecnologia, o 3G está sendo aposentado muito mais rápido que o 2G:
A Europa é a líder global absoluta na aposentadoria das redes legadas, embora sua participação tenha diminuído um pouco à medida que outras regiões aceleram.
| Região | Participação na atividade global de desligamento |
|---|---|
| Europa | 43% |
| Ásia | 26% |
| Oriente Médio e África | ~15% combinados |
| América Latina e Caribe | 9% |
| América do Norte | 7% |
Países europeus como Alemanha, Bélgica e Holanda já eliminaram o 3G, mantendo cobertura 2G limitada para usos legados . No Reino Unido, todas as operadoras de rede móvel se comprometeram a desligar tanto o 2G quanto o 3G até 2033, e todas as redes 3G britânicas devem ser desligadas até o início de 2026
.
Na Ásia-Pacífico, a transição está avançada. A indiana Bharti Airtel desligou sua rede 3G em 2020, e a Vodafone Idea seguiu o mesmo caminho em 2025, realocando o espectro para upgrades de 4G e 5G . A Austrália concluiu os desligamentos do 3G em junho de 2024, depois de aposentar o 2G em 2017
. Cingapura aposentou o 2G em 2017 e o 3G em 2024
.
A América do Norte está perto de concluir todo o processo. Estados Unidos e Canadá já desligaram a maior parte do 3G e agora estão finalizando o 2G. A rede 2G GSM da T-Mobile, nos EUA, foi desligada em 3 de agosto de 2026 .
As operadoras não estão desligando 2G e 3G por acaso. Quatro fatores principais explicam a urgência:
Realocação de espectro para LTE e 5G. As operadoras estão transferindo faixas de espectro de baixa e média frequência (como 900 MHz, 1800 MHz e 2100 MHz) do 2G e 3G para o 4G e 5G, melhorando capacidade, cobertura e eficiência espectral .
Redução no consumo de energia. Aposentar estações rádio base e equipamentos antigos elimina despesas operacionais significativas com energia e refrigeração. Isso é um foco crescente à medida que as operadoras buscam metas de emissão zero (net-zero) e custos operacionais mais baixos .
Simplificação e segurança da rede. Menos camadas de rede paralelas significam custos de manutenção mais baixos, operações mais simples e a possibilidade de realocar equipe e recursos para a infraestrutura de próxima geração .
Migração de consumidores. A esmagadora maioria do tráfego de consumo já migrou para 4G e 5G, tornando a manutenção das redes legadas cada vez mais antieconômica .
Apesar do ritmo acelerado, muitas operadoras não cumpriram seus prazos iniciais de desligamento. O principal motivo é a base instalada de dispositivos IoT e M2M .
Algumas indústrias — como concessionárias de energia com medidores inteligentes, telemática automotiva, sensores industriais e sistemas de alarme de segurança — usam dispositivos com vida útil de 10 a 15 anos, originalmente construídos com módulos 2G ou 3G . Substituir ou modernizar essas frotas é caro, logisticamente complexo e leva anos
.
Outros obstáculos incluem garantir a continuidade da cobertura para comunicações de emergência (como o eCall em veículos), dependências de roaming e incertezas regulatórias em algumas regiões .
O relatório da GSA observa que 2025 foi o ano mais ativo para desligamentos de redes legadas, e o ritmo continua acelerando ao longo de 2026 .
A mensagem para quem opera dispositivos conectados em redes legadas é clara: o planejamento da migração não é mais opcional. À medida que as redes 2G e 3G desaparecem mercado por mercado, a janela para substituições com custo viável está se fechando rapidamente.