Um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) estimou que os próprios Estados Unidos enfrentam uma escassez crítica de interceptadores Patriot PAC-3, competindo pela mesma capacidade de produção industrial que a Ucrânia .
A Rússia intensificou drasticamente tanto o volume quanto a frequência de seus ataques com mísseis balísticos. Em julho de 2026, Moscou lançou 126 mísseis balísticos contra a Ucrânia — um novo recorde mensal desde o início da invasão em grande escala .
Ataques importantes demonstram a gravidade da pressão:
A Rússia está "disparando mais mísseis do que em qualquer mês em anos", mudando de algumas salvas massivas para uma linha de base mais alta de ataques balísticos sustentados . A dinâmica central é que a Rússia está produzindo em massa mísseis Iskander e outros balísticos, sobrecarregando as baterias Patriot esgotadas da Ucrânia. Quando uma bateria Patriot está ausente, fora de posição ou sem munição, a maioria das outras defesas ucranianas não pode substituí-la
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Em 8 de agosto de 2026, Zelensky confirmou que a Ucrânia chegou a um acordo com os EUA para entregas mensais de mísseis interceptadores Patriot. Falando em uma coletiva de imprensa em Belgrado, ele afirmou: "Eles vão nos alocar mísseis todos os meses? Sim, temos um acordo" .
No entanto, Zelensky foi explícito ao dizer que as quantidades são insuficientes para atender às necessidades de defesa aérea da Ucrânia e que o país receberá menos interceptadores no total em 2026 do que em 2025 . Ele se recusou a dar números específicos para não informar a Rússia
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Zelensky observou que a Ucrânia está buscando esforços paralelos para garantir interceptadores da Europa, Oriente Médio e outras regiões, já que os embarques dos EUA diminuíram este ano .
Em 28 de julho, Zelensky completou uma ofensiva industrial em Washington que garantiu negociações de produção conjunta com ambas as empresas americanas que fabricam interceptadores Patriot, e as licenças foram assinadas .
No entanto, os mesmos relatórios alertam que há uma "restrição de engenharia que nenhum acordo político pode comprimir" — a cadeia de suprimentos de componentes para um interceptador PAC-3 Missile Segment Enhancement (MSE) leva de 24 a 30 meses para ser percorrida, o que significa que qualquer licença assinada em 2026 não produzirá um único interceptador fabricado na Ucrânia antes do final de 2028, no mínimo .
Separadamente, a empresa de defesa ucraniana Fire Point está desenvolvendo o interceptador FP-7.x, um míssil doméstico mais barato, projetado para lidar com ameaças menos perigosas e preservar os escassos Patriot PAC-3 para os ataques balísticos russos mais perigosos . Este programa está ganhando importância, mas ainda está em estágio inicial
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Sobre negociações de paz e Trump: As relações entre Zelensky e Trump têm sido tensas. Em janeiro de 2026, Trump culpou publicamente Zelensky (e não Putin) por atrasar um acordo de paz . Em fevereiro, a Ucrânia disse que os EUA estavam "aumentando a pressão" por um acordo, e Zelensky expressou frustração por Washington estar pressionando Kiev mais do que Moscou por concessões
. No final de julho de 2026, Zelensky apelou a Trump para "ficar do nosso lado"
. As negociações de paz terminaram abruptamente em agosto, com ambos os lados paralisados por questões de garantias de segurança e território
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Sobre concessões territoriais: Zelensky sempre descartou concessões territoriais formais. Ele afirmou em dezembro de 2025 que não tem autoridade para ceder terras de acordo com a lei ucraniana e internacional, e que qualquer decisão desse tipo teria que passar por um referendo . Em março de 2026, ele revelou que o governo Trump estava condicionando garantias de segurança à Ucrânia abrir mão de parte do Donbas ainda controlado pelas forças ucranianas — uma demanda que ele resistiu
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Sobre o risco para a OTAN: Zelensky tem alertado repetidamente que a Rússia não vai parar na Ucrânia se tiver sucesso, e que as ambições de Putin se estendem aos estados-membros da OTAN. Ele enquadrou a escassez de interceptadores da Ucrânia como uma ameaça direta à segurança da OTAN, argumentando que a Ucrânia é o "escudo" que segura um exército russo que, de outra forma, confrontaria diretamente a aliança .