Nature publica réplica que desmonta tese de que a ciência está perdendo o fôlego inovador
Pesquisadores da Vrije Universiteit Brussel e KU Leuven publicaram na Nature (agosto de 2026) uma réplica ao famoso estudo de 2023 que dizia que a ciência está perdendo inovação. O erro principal foi duplo: um bug no software de visualização de gráficos omitia artigos com pontuação máxima, e artigos antigos sem refe...
Pesquisadores da Vrije Universiteit Brussel e KU Leuven publicaram na Nature (agosto de 2026) uma réplica ao famoso estudo de 2023 que dizia que a ciência está perdendo inovação.
O erro principal foi duplo: um bug no software de visualização de gráficos omitia artigos com pontuação máxima, e artigos antigos sem referências no banco de dados Web of Science eram classificados como 'maximamente d...
Após corrigir esses artefatos de banco de dados, 93% do suposto declínio entre 1945 e 2010 desapareceu no maior conjunto de dados analisado.
A correção levou 32 meses para ser publicada — enquanto isso, o estudo original foi citado mais de mil vezes e usado em ao menos 16 documentos de políticas públicas.
What study by researchers from Vrije Universiteit Brussel and KU Leuven, published as a rebuttal in Nature in August 2025, found that a wideAI-generated editorial hero image for What study by researchers from Vrije Universiteit Brussel and KU Leuven, published as a rebuttal in Nature in August 2025, found that a wide.
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openai.com
O que aconteceu?
Em 2023, um estudo publicado na revista Nature causou burburinho mundial ao afirmar que a ciência e a tecnologia estavam se tornando menos "disruptivas" — ou seja, menos capazes de gerar descobertas que mudam o rumo de uma área inteira. A notícia foi parar em centenas de veículos e até influenciou documentos de políticas científicas .
Só que, três anos depois, os próprios dados contam outra história. Uma equipe de pesquisadores da Vrije Universiteit Brussel (VUB) e da KU Leuven, liderada por Vincent Ginis, conseguiu publicar na mesma Nature uma réplica contundente. O título do artigo é "Dataset artefacts can partially drive the measured decline in disruption" (DOI: 10.1038/s41586-026-10787-y) .
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Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
Pesquisadores da Vrije Universiteit Brussel e KU Leuven publicaram na Nature (agosto de 2026) uma réplica ao famoso estudo de 2023 que dizia que a ciência está perdendo inovação. O erro principal foi duplo: um bug no software de visualização de gráficos omitia artigos com pontuação máxima, e artigos antigos sem referências no banco de dados Web of Science eram classificados como 'maximamente d...
O que devo fazer a seguir na prática?
Após corrigir esses artefatos de banco de dados, 93% do suposto declínio entre 1945 e 2010 desapareceu no maior conjunto de dados analisado.
Nature publica réplica que desmonta tese de que a ciência está perdendo o fôlego inovador
Pesquisadores da Vrije Universiteit Brussel e KU Leuven publicaram na Nature (agosto de 2026) uma réplica ao famoso estudo de 2023 que dizia que a ciência está perdendo inovação. O erro principal foi duplo: um bug no software de visualização de gráficos omitia artigos com pontuação máxima, e artigos antigos sem refe...
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O erro principal foi duplo: um bug no software de visualização de gráficos omitia artigos com pontuação máxima, e artigos antigos sem referências no banco de dados Web of Science eram classificados como 'maximamente d...
Após corrigir esses artefatos de banco de dados, 93% do suposto declínio entre 1945 e 2010 desapareceu no maior conjunto de dados analisado.
A correção levou 32 meses para ser publicada — enquanto isso, o estudo original foi citado mais de mil vezes e usado em ao menos 16 documentos de políticas públicas.
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O que aconteceu?
Em 2023, um estudo publicado na revista Nature causou burburinho mundial ao afirmar que a ciência e a tecnologia estavam se tornando menos "disruptivas" — ou seja, menos capazes de gerar descobertas que mudam o rumo de uma área inteira. A notícia foi parar em centenas de veículos e até influenciou documentos de políticas científicas .
Só que, três anos depois, os próprios dados contam outra história. Uma equipe de pesquisadores da Vrije Universiteit Brussel (VUB) e da KU Leuven, liderada por Vincent Ginis, conseguiu publicar na mesma Nature uma réplica contundente. O título do artigo é "Dataset artefacts can partially drive the measured decline in disruption" (DOI: 10.1038/s41586-026-10787-y) .
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Qual é a resposta curta para "Nature publica réplica que desmonta tese de que a ciência está perdendo o fôlego inovador"?
Pesquisadores da Vrije Universiteit Brussel e KU Leuven publicaram na Nature (agosto de 2026) uma réplica ao famoso estudo de 2023 que dizia que a ciência está perdendo inovação.
Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
Pesquisadores da Vrije Universiteit Brussel e KU Leuven publicaram na Nature (agosto de 2026) uma réplica ao famoso estudo de 2023 que dizia que a ciência está perdendo inovação. O erro principal foi duplo: um bug no software de visualização de gráficos omitia artigos com pontuação máxima, e artigos antigos sem referências no banco de dados Web of Science eram classificados como 'maximamente d...
O que devo fazer a seguir na prática?
Após corrigir esses artefatos de banco de dados, 93% do suposto declínio entre 1945 e 2010 desapareceu no maior conjunto de dados analisado.
A conclusão original, segundo os pesquisadores belgas, foi vítima de dois problemas nos bastidores dos dados:
Bug no software de visualização: Um erro na biblioteca de gráficos usada pelos autores originais fez com que artigos com a maior pontuação possível de 'disruptividade' sumissem dos histogramas publicados. E ninguém percebeu .
Dados incompletos no banco de referências: O maior problema, no entanto, era bem mais básico. O banco de dados Web of Science, que reúne referências de artigos científicos, frequentemente trazia registros antigos com metadados incompletos — artigos que simplesmente não listavam nenhuma referência bibliográfica. O método de cálculo usado (chamado CD index) interpretava isso como inovação máxima: afinal, se um artigo não cita ninguém, ele parece não dever nada a trabalhos anteriores, o que é o auge da 'disruptividade'. Conforme a qualidade do banco de dados melhorou com o tempo, esses falsos máximos se tornaram raros, criando a ilusão de que a inovação estava em queda .
O tamanho do equívoco
Ao filtrar esses artigos sem referências, o declínio praticamente desmorona. No maior conjunto de dados analisado, "os artefatos respondem por 93% do declínio relatado entre 1945 e 2010". Quando os pesquisadores belgas restringiram a análise apenas a artigos com pelo menos 10 referências, encontraram até mesmo um ligeiro aumento na disruptividade .
A longa espera pela correção
Os pesquisadores belgas submeteram sua crítica à Nature em outubro de 2023. A resposta só veio à luz 32 meses depois — em agosto de 2026 . Durante todo esse período, a revista continuou publicando editoriais e reportagens baseados no estudo original, que foi citado mais de mil vezes e usado em pelo menos 16 documentos oficiais de políticas científicas .
"Enquanto o bug de software foi corrigido pela comunidade de código aberto em poucos meses, levou anos para a correção científica ser publicada. E, nesse meio-tempo, as políticas da revista nos proibiam de falar com a imprensa enquanto nossa crítica estava sob avaliação", disse o pesquisador Vincent Ginis .
E os autores originais, o que dizem?
No mesmo dia, a Nature publicou também uma resposta dos autores do estudo de 2023, Michael Park, Erin Leahey e Russell Funk. Eles afirmam que, mesmo usando os critérios de exclusão sugeridos pelos críticos — como ignorar artigos sem referências —, ainda se observa um declínio estatisticamente significativo e comparável à diferença entre um artigo comum e o de um laureado com Nobel . Ou seja, a briga científica ainda não acabou, mas o caso expõe uma fragilidade importante.
O que isso significa para a políticas de ciência?
O episódio vai além de uma simples correção acadêmica. Os autores da réplica são diretos: "A metodologia e as conclusões de 2023 não fornecem uma base sólida para políticas de ciência". O caso acende um alerta sobre como indicadores bibliométricos — que medem citações e impacto — podem enganar se não passarem por verificações rigorosas de qualidade dos dados .
Também levanta questões sobre o sistema de autocorreção da ciência: um bug foi resolvido pela comunidade de software livre em meses, mas a correção formal levou quase três anos para aparecer. Enquanto isso, um resultado duvidoso continuou moldando o debate público e orientando decisões de financiamento .
A conclusão original, segundo os pesquisadores belgas, foi vítima de dois problemas nos bastidores dos dados:
Bug no software de visualização: Um erro na biblioteca de gráficos usada pelos autores originais fez com que artigos com a maior pontuação possível de 'disruptividade' sumissem dos histogramas publicados. E ninguém percebeu .
Dados incompletos no banco de referências: O maior problema, no entanto, era bem mais básico. O banco de dados Web of Science, que reúne referências de artigos científicos, frequentemente trazia registros antigos com metadados incompletos — artigos que simplesmente não listavam nenhuma referência bibliográfica. O método de cálculo usado (chamado CD index) interpretava isso como inovação máxima: afinal, se um artigo não cita ninguém, ele parece não dever nada a trabalhos anteriores, o que é o auge da 'disruptividade'. Conforme a qualidade do banco de dados melhorou com o tempo, esses falsos máximos se tornaram raros, criando a ilusão de que a inovação estava em queda .
O tamanho do equívoco
Ao filtrar esses artigos sem referências, o declínio praticamente desmorona. No maior conjunto de dados analisado, "os artefatos respondem por 93% do declínio relatado entre 1945 e 2010". Quando os pesquisadores belgas restringiram a análise apenas a artigos com pelo menos 10 referências, encontraram até mesmo um ligeiro aumento na disruptividade .
A longa espera pela correção
Os pesquisadores belgas submeteram sua crítica à Nature em outubro de 2023. A resposta só veio à luz 32 meses depois — em agosto de 2026 . Durante todo esse período, a revista continuou publicando editoriais e reportagens baseados no estudo original, que foi citado mais de mil vezes e usado em pelo menos 16 documentos oficiais de políticas científicas .
"Enquanto o bug de software foi corrigido pela comunidade de código aberto em poucos meses, levou anos para a correção científica ser publicada. E, nesse meio-tempo, as políticas da revista nos proibiam de falar com a imprensa enquanto nossa crítica estava sob avaliação", disse o pesquisador Vincent Ginis .
E os autores originais, o que dizem?
No mesmo dia, a Nature publicou também uma resposta dos autores do estudo de 2023, Michael Park, Erin Leahey e Russell Funk. Eles afirmam que, mesmo usando os critérios de exclusão sugeridos pelos críticos — como ignorar artigos sem referências —, ainda se observa um declínio estatisticamente significativo e comparável à diferença entre um artigo comum e o de um laureado com Nobel . Ou seja, a briga científica ainda não acabou, mas o caso expõe uma fragilidade importante.
O que isso significa para a políticas de ciência?
O episódio vai além de uma simples correção acadêmica. Os autores da réplica são diretos: "A metodologia e as conclusões de 2023 não fornecem uma base sólida para políticas de ciência". O caso acende um alerta sobre como indicadores bibliométricos — que medem citações e impacto — podem enganar se não passarem por verificações rigorosas de qualidade dos dados .
Também levanta questões sobre o sistema de autocorreção da ciência: um bug foi resolvido pela comunidade de software livre em meses, mas a correção formal levou quase três anos para aparecer. Enquanto isso, um resultado duvidoso continuou moldando o debate público e orientando decisões de financiamento .