O CEO da Apple, Tim Cook, descreveu a situação em termos duros durante uma entrevista em junho de 2026, chamando-a de "enchente de cem anos nos preços da memória" — uma linguagem que ele disse nunca ter usado em mais de 40 anos de indústria . Os aumentos de preço, segundo ele, são "inevitáveis" e a situação da memória, "insustentável" .
Isso forçou a Apple a mudar fundamentalmente seu planejamento de produção. Em vez de pedir que a TSMC construísse grandes volumes de processadores de forma especulativa, a Apple agora planeja a produção de processadores com base na quantidade de memória que espera ter disponível, tipicamente com três meses de antecedência . O analista Ming-Chi Kuo confirmou que a Apple reduziu suas previsões de embarque de hardware para 2026 como resultado direto da crise .
A crise de memória já desencadeou aumentos de preço em grande parte da linha da Apple, e mais estão por vir:
Embora a Apple não tenha confirmado oficialmente o valor exato, múltiplos veículos reportam que analistas e fontes da indústria antecipam um aumento de aproximadamente US$ 100 nos modelos iPhone 18 para compensar os custos crescentes de memória . Cook afirmou publicamente em junho que a Apple planeja aumentar os preços, embora não tenha especificado os valores exatos .
Com os custos de memória fora de seu controle, a Apple está pressionando agressivamente seus fornecedores de displays, onde ainda tem poder de barganha:
Exigência de corte de 20%. A Apple está pressionando a Samsung Display e a LG Display para reduzir os preços dos painéis OLED do iPhone 18 Pro Max em cerca de 20%. A Apple propôs pagar cerca de US$ 70 por painel, com estimativas da indústria sugerindo que o preço final pode se estabelecer perto de US$ 66,50 — bem abaixo dos cerca de US$ 80 pagos pela Apple pelos painéis do iPhone 17 Pro Max .
Estoque de segurança ampliado. Em uma mudança rara em sua famosa cadeia de suprimentos enxuta, a Apple expandiu seu buffer de displays OLED de quatro para seis semanas a partir do segundo trimestre de 2026. A medida visa congelar os preços atuais dos painéis antes de esperados aumentos nos custos de materiais, impulsionados pela crise de memória .
Enquanto Samsung, SK Hynix e Micron apertavam o cerco, a Apple explorou uma opção controversa: comprar DRAM dos fabricantes chineses CXMT e YMTC. A empreitada esbarrou em cinco grandes obstáculos.
1. Lista negra do Pentágono (Seção 1260H). Tanto a CXMT (DRAM) quanto a YMTC (NAND) estão na lista do Departamento de Defesa dos EUA de empresas militares chinesas, o que torna a aquisição politicamente e legalmente problemática .
2. Pressão bipartidária do Senado. Liderados pelo senador Chuck Schumer, um grupo bipartidário de senadores enviou uma carta exigindo que a Apple se comprometesse, até 21 de agosto de 2026, a não usar memória da CXMT ou YMTC em nenhum de seus produtos globais .
3. Restrições a ferramentas EUV. A CXMT está proibida de adquirir ferramentas de litografia EUV sob controles de exportação dos EUA, limitando sua capacidade de produzir a DRAM de ponta que a Apple precisa para seus dispositivos .
4. A aposta da Apple como alavanca saiu pela culatra. A Apple tentou usar a ameaça de recorrer à CXMT como alavanca contra a Samsung e a SK Hynix para obter melhores preços. Segundo relatos, a estratégia falhou: os fornecedores coreanos ganharam ainda mais poder de precificação .
5. Os apelos pessoais de Tim Cook não funcionaram. Cook fez lobby pessoalmente junto ao governo Trump para obter autorização para comprar chips da CXMT, que está na lista negra. Em 5 de agosto de 2026, a Apple não havia conseguido garantir um quarto fornecedor de DRAM para 2027, fechando sua última rota de fuga .
Alertas da indústria apontam para uma crise prolongada até pelo menos 2027 e provavelmente 2028:
Para os consumidores, as implicações são claras: o iPhone 18 custará mais caro e pode ser mais difícil de encontrar no lançamento, e isso dificilmente será um problema de curto prazo. O boom da IA reformulou fundamentalmente o mercado de memória, e os efeitos vão se propagar pela linha de produtos da Apple por anos.
O CEO da Apple, Tim Cook, descreveu a situação em termos duros durante uma entrevista em junho de 2026, chamando-a de "enchente de cem anos nos preços da memória" — uma linguagem que ele disse nunca ter usado em mais de 40 anos de indústria . Os aumentos de preço, segundo ele, são "inevitáveis" e a situação da memória, "insustentável" .
Isso forçou a Apple a mudar fundamentalmente seu planejamento de produção. Em vez de pedir que a TSMC construísse grandes volumes de processadores de forma especulativa, a Apple agora planeja a produção de processadores com base na quantidade de memória que espera ter disponível, tipicamente com três meses de antecedência . O analista Ming-Chi Kuo confirmou que a Apple reduziu suas previsões de embarque de hardware para 2026 como resultado direto da crise .
A crise de memória já desencadeou aumentos de preço em grande parte da linha da Apple, e mais estão por vir:
Embora a Apple não tenha confirmado oficialmente o valor exato, múltiplos veículos reportam que analistas e fontes da indústria antecipam um aumento de aproximadamente US$ 100 nos modelos iPhone 18 para compensar os custos crescentes de memória . Cook afirmou publicamente em junho que a Apple planeja aumentar os preços, embora não tenha especificado os valores exatos .
Com os custos de memória fora de seu controle, a Apple está pressionando agressivamente seus fornecedores de displays, onde ainda tem poder de barganha:
Exigência de corte de 20%. A Apple está pressionando a Samsung Display e a LG Display para reduzir os preços dos painéis OLED do iPhone 18 Pro Max em cerca de 20%. A Apple propôs pagar cerca de US$ 70 por painel, com estimativas da indústria sugerindo que o preço final pode se estabelecer perto de US$ 66,50 — bem abaixo dos cerca de US$ 80 pagos pela Apple pelos painéis do iPhone 17 Pro Max .
Estoque de segurança ampliado. Em uma mudança rara em sua famosa cadeia de suprimentos enxuta, a Apple expandiu seu buffer de displays OLED de quatro para seis semanas a partir do segundo trimestre de 2026. A medida visa congelar os preços atuais dos painéis antes de esperados aumentos nos custos de materiais, impulsionados pela crise de memória .
Enquanto Samsung, SK Hynix e Micron apertavam o cerco, a Apple explorou uma opção controversa: comprar DRAM dos fabricantes chineses CXMT e YMTC. A empreitada esbarrou em cinco grandes obstáculos.
1. Lista negra do Pentágono (Seção 1260H). Tanto a CXMT (DRAM) quanto a YMTC (NAND) estão na lista do Departamento de Defesa dos EUA de empresas militares chinesas, o que torna a aquisição politicamente e legalmente problemática .
2. Pressão bipartidária do Senado. Liderados pelo senador Chuck Schumer, um grupo bipartidário de senadores enviou uma carta exigindo que a Apple se comprometesse, até 21 de agosto de 2026, a não usar memória da CXMT ou YMTC em nenhum de seus produtos globais .
3. Restrições a ferramentas EUV. A CXMT está proibida de adquirir ferramentas de litografia EUV sob controles de exportação dos EUA, limitando sua capacidade de produzir a DRAM de ponta que a Apple precisa para seus dispositivos .
4. A aposta da Apple como alavanca saiu pela culatra. A Apple tentou usar a ameaça de recorrer à CXMT como alavanca contra a Samsung e a SK Hynix para obter melhores preços. Segundo relatos, a estratégia falhou: os fornecedores coreanos ganharam ainda mais poder de precificação .
5. Os apelos pessoais de Tim Cook não funcionaram. Cook fez lobby pessoalmente junto ao governo Trump para obter autorização para comprar chips da CXMT, que está na lista negra. Em 5 de agosto de 2026, a Apple não havia conseguido garantir um quarto fornecedor de DRAM para 2027, fechando sua última rota de fuga .
Alertas da indústria apontam para uma crise prolongada até pelo menos 2027 e provavelmente 2028:
Para os consumidores, as implicações são claras: o iPhone 18 custará mais caro e pode ser mais difícil de encontrar no lançamento, e isso dificilmente será um problema de curto prazo. O boom da IA reformulou fundamentalmente o mercado de memória, e os efeitos vão se propagar pela linha de produtos da Apple por anos.