A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que a anomalia de temperatura da superfície do Pacífico equatorial pode chegar a 2,9°C no trimestre de agosto a outubro de 2026, com picos possíveis de até 4°C acima da média . A NOAA e o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA relatam 100% de probabilidade de o El Niño persistir durante todo o inverno do Hemisfério Norte . Este evento está sendo amplificado por temperaturas oceânicas globais recordes, que agem como "combustível" para um feedback mais forte entre o oceano e a atmosfera . O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo está entrando em "território desconhecido", com o El Niño pronto para amplificar ondas de calor, secas, incêndios florestais e chuvas fortes .
O Brasil está se preparando para uma tríplice ameaça de secas, enchentes e queimadas, com impactos variando muito de região para região . Uma nota técnica conjunta do INPE, INMET, Funceme e CENSIPAM confirma o risco elevado do El Niño para o país . A nota destaca uma tendência de chuvas abaixo da média no Norte e em partes do Nordeste, enquanto o Sul do país e áreas do Sudeste podem receber precipitação acima do normal .
A perda de vegetação nativa no Brasil — mais de duas vezes o tamanho da França em 40 anos — aumentou a vulnerabilidade do país a esses extremos climáticos . As regiões Norte e Nordeste, que historicamente já sofrem com períodos de estiagem, podem enfrentar secas mais severas, impactando a agricultura e o abastecimento de água. Já o Sul, que inclui estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, pode ter um aumento significativo no volume de chuvas, elevando o risco de enchentes e deslizamentos.
A combinação de picos no nível do mar impulsionados pelo El Niño, as "marés de rei" (king tides) e a elevação de longo prazo do nível do mar representa uma ameaça severa para a costa da Califórnia. Mark Merrifield, do Scripps Institution of Oceanography, afirma: "Estamos esperando provavelmente os níveis mais altos do mar já registrados na costa da Califórnia, associados a este evento" . Isso pode elevar as águas costeiras em até 30 centímetros acima do normal em algumas áreas .
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA já emitiu alertas de que as marés de rei podem causar inundações menores ao longo da costa do condado de Marin e das margens da Baía de São Francisco . Especialistas alertam para inundações costeiras generalizadas, erosão de praias e ondas poderosas ao longo de toda a costa californiana . A NOAA observa que a combinação do El Niño com as inundações de maré alta cria um "golpe duplo" para muitas localidades costeiras dos EUA .
Um El Niño forte desloca a corrente de jato do Pacífico para o sul, criando uma divisão acentuada entre norte e sul na queda de neve nos Estados Unidos . O norte dos EUA e o Canadá podem esperar condições mais secas e quentes, com menos neve, enquanto a faixa sul do país terá um clima mais úmido e tempestuoso .
As "zonas de sorte grande" da neve (snow jackpot) são esperadas no sudoeste dos EUA, nas planícies do sul e centro, no sudeste e nos Apalaches do sul. Nessas regiões, o choque do ar frio com a ativa trilha de tempestades do sul pode produzir nevascas pesadas . O Farmers' Almanac prevê rajadas rápidas de neve e frio intenso no norte, e uma mistura complicada de chuva, granizo, gelo e neve pesada e molhada no nordeste dos EUA . O Meio-Oeste Superior, por outro lado, pode esperar menos oportunidades de neve em comparação com um inverno médio . É importante notar que a NOAA afirma que os acúmulos sazonais de neve não podem ser previstos com mais de uma semana de antecedência .
Os impactos deste El Niño serão sentidos em todo o mundo, com riscos específicos para cada região.
Botswana e África Austral: A Rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome (FEWS NET) expressa alta preocupação com a região, observando que o El Niño tipicamente traz chuvas abaixo da média e condições de seca durante sua fase de pico . O relatório de Riscos Climáticos Globais da NOAA também sinaliza riscos de calor anormal e seca em partes da África central e Austral .
Fiji e Sudoeste do Pacífico: A região também está em risco, já que o El Niño geralmente traz condições mais secas e risco elevado de seca. O rastreador da FEWS NET destaca a seca e o calor extremo como principais preocupações para a região da Oceania durante eventos fortes de El Niño .
Cenário Global Mais Amplo: A OMM afirma que temperaturas acima do normal são esperadas em todo o mundo, com condições mais úmidas em algumas regiões e seca em outras . O Programa Mundial de Alimentos da ONU alerta que 49 milhões de pessoas a mais podem enfrentar fome aguda devido aos efeitos do El Niño a partir de setembro de 2026 . Além disso, 2026 tem grandes chances de estabelecer um novo recorde anual de temperatura global, com 2027 também sob risco .
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que a anomalia de temperatura da superfície do Pacífico equatorial pode chegar a 2,9°C no trimestre de agosto a outubro de 2026, com picos possíveis de até 4°C acima da média . A NOAA e o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA relatam 100% de probabilidade de o El Niño persistir durante todo o inverno do Hemisfério Norte . Este evento está sendo amplificado por temperaturas oceânicas globais recordes, que agem como "combustível" para um feedback mais forte entre o oceano e a atmosfera . O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo está entrando em "território desconhecido", com o El Niño pronto para amplificar ondas de calor, secas, incêndios florestais e chuvas fortes .
O Brasil está se preparando para uma tríplice ameaça de secas, enchentes e queimadas, com impactos variando muito de região para região . Uma nota técnica conjunta do INPE, INMET, Funceme e CENSIPAM confirma o risco elevado do El Niño para o país . A nota destaca uma tendência de chuvas abaixo da média no Norte e em partes do Nordeste, enquanto o Sul do país e áreas do Sudeste podem receber precipitação acima do normal .
A perda de vegetação nativa no Brasil — mais de duas vezes o tamanho da França em 40 anos — aumentou a vulnerabilidade do país a esses extremos climáticos . As regiões Norte e Nordeste, que historicamente já sofrem com períodos de estiagem, podem enfrentar secas mais severas, impactando a agricultura e o abastecimento de água. Já o Sul, que inclui estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, pode ter um aumento significativo no volume de chuvas, elevando o risco de enchentes e deslizamentos.
A combinação de picos no nível do mar impulsionados pelo El Niño, as "marés de rei" (king tides) e a elevação de longo prazo do nível do mar representa uma ameaça severa para a costa da Califórnia. Mark Merrifield, do Scripps Institution of Oceanography, afirma: "Estamos esperando provavelmente os níveis mais altos do mar já registrados na costa da Califórnia, associados a este evento" . Isso pode elevar as águas costeiras em até 30 centímetros acima do normal em algumas áreas .
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA já emitiu alertas de que as marés de rei podem causar inundações menores ao longo da costa do condado de Marin e das margens da Baía de São Francisco . Especialistas alertam para inundações costeiras generalizadas, erosão de praias e ondas poderosas ao longo de toda a costa californiana . A NOAA observa que a combinação do El Niño com as inundações de maré alta cria um "golpe duplo" para muitas localidades costeiras dos EUA .
Um El Niño forte desloca a corrente de jato do Pacífico para o sul, criando uma divisão acentuada entre norte e sul na queda de neve nos Estados Unidos . O norte dos EUA e o Canadá podem esperar condições mais secas e quentes, com menos neve, enquanto a faixa sul do país terá um clima mais úmido e tempestuoso .
As "zonas de sorte grande" da neve (snow jackpot) são esperadas no sudoeste dos EUA, nas planícies do sul e centro, no sudeste e nos Apalaches do sul. Nessas regiões, o choque do ar frio com a ativa trilha de tempestades do sul pode produzir nevascas pesadas . O Farmers' Almanac prevê rajadas rápidas de neve e frio intenso no norte, e uma mistura complicada de chuva, granizo, gelo e neve pesada e molhada no nordeste dos EUA . O Meio-Oeste Superior, por outro lado, pode esperar menos oportunidades de neve em comparação com um inverno médio . É importante notar que a NOAA afirma que os acúmulos sazonais de neve não podem ser previstos com mais de uma semana de antecedência .
Os impactos deste El Niño serão sentidos em todo o mundo, com riscos específicos para cada região.
Botswana e África Austral: A Rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome (FEWS NET) expressa alta preocupação com a região, observando que o El Niño tipicamente traz chuvas abaixo da média e condições de seca durante sua fase de pico . O relatório de Riscos Climáticos Globais da NOAA também sinaliza riscos de calor anormal e seca em partes da África central e Austral .
Fiji e Sudoeste do Pacífico: A região também está em risco, já que o El Niño geralmente traz condições mais secas e risco elevado de seca. O rastreador da FEWS NET destaca a seca e o calor extremo como principais preocupações para a região da Oceania durante eventos fortes de El Niño .
Cenário Global Mais Amplo: A OMM afirma que temperaturas acima do normal são esperadas em todo o mundo, com condições mais úmidas em algumas regiões e seca em outras . O Programa Mundial de Alimentos da ONU alerta que 49 milhões de pessoas a mais podem enfrentar fome aguda devido aos efeitos do El Niño a partir de setembro de 2026 . Além disso, 2026 tem grandes chances de estabelecer um novo recorde anual de temperatura global, com 2027 também sob risco .