Niño 1+2 (costa do Peru e Equador): +3,3°C. Esta região, a mais a leste e que banha a costa oeste da América do Sul, apresenta a anomalia mais quente de todas, um sinal claro de que este evento é fortemente ancorado no Pacífico Leste . Para efeito de comparação, a região Niño 3 está em +2,4°C e a Niño 4, mais a oeste, em apenas +0,3°C .
Calor abaixo da superfície: NOAA escala o mapa para 8°C. A quantidade de água quente acumulada nas profundezas do Pacífico equatorial é tão extraordinária que a NOAA precisou aumentar o limite máximo da escala de cores do seu mapa de anomalias de temperatura subsuperficial para 8°C. As ondas de Kelvin (ondas oceânicas que transportam água quente para o leste) estão gerando anomalias que excedem 9°C em algumas áreas, impulsionadas por rajadas de vento oeste recordes .
Escalada semanal: de +1,5°C para +1,8°C. O aumento consistente da temperatura semana após semana mostra que o acoplamento entre o oceano e a atmosfera está se acelerando, realimentando o sistema .
Índice de Oscilação Sul (SOI): o mais baixo em mais de 40 anos. O SOI, que mede a diferença de pressão entre o Taiti e Darwin (Austrália), despencou para -24,9 em junho e atingiu -30,0 (média de 30 dias) em meados de julho . O Escritório Australiano de Meteorologia confirma que é o menor valor em mais de quatro décadas, sinal de que a Circulação de Walker (o padrão normal de ventos no Pacífico) está severamente enfraquecida .
Rajadas de vento oeste recordes. Ventos oeste excepcionalmente fortes estão alimentando a Onda de Kelvin subsuperficial, que já ultrapassa os 9°C de anomalia .
NOAA: 97% de chance de o El Niño persistir até 2027. O boletim de diagnóstico do ENSO de 11 de agosto afirma que há 97% de probabilidade de o El Niño continuar até o início da primavera do Hemisfério Norte (fevereiro–abril) de 2027. O evento deve continuar se fortalecendo até o final de 2026 .
Pico de anomalia projetado: pode chegar a +4°C. Simulações de modelos de longo prazo de vários centros indicam que as anomalias na região Niño 3.4 podem ultrapassar +3°C entre outubro e dezembro, com algumas projeções se aproximando de +4°C. Se isso se confirmar, será o El Niño mais forte do registro por satélite (desde 1979) . A NOAA dá uma chance de 81% para condições 'muito fortes' (≥+2,0°C) nesse período .
Oscilação Madden-Julian (MJO) no caminho. Um pulso da MJO, uma grande perturbação atmosférica que viaja ao redor do globo, deve chegar em breve e intensificar ainda mais os ventos oeste, podendo empurrar o índice Niño 3.4 para além de +2,0°C em questão de dias .
Temporada de furacões no Atlântico será abaixo do normal. Em sua atualização de 6 de agosto de 2026, a NOAA afirma que há 75% de probabilidade de uma temporada de furacões no Atlântico abaixo da média, citando o fortalecimento do Super El Niño como o principal fator. A previsão é de 7 a 13 tempestades nomeadas, 2 a 6 furacões e até 2 furacões maiores (Categoria 3+) . A Universidade Estadual do Colorado, em sua atualização final de agosto, prevê apenas 9 tempestades e 4 furacões, com apenas um de grande porte . O El Niño aumenta o cisalhamento do vento sobre o Atlântico, dificultando a formação e organização de furacões.
Inverno 2026–2027 na América do Norte. El Niños fortes tendem a gerar uma corrente de jato do Pacífico mais intensa e alongada, que se estende pelo sul dos Estados Unidos. Isso cria uma rota de tempestades ativa, com precipitação acima da média da Califórnia até os estados do Golfo e Sudeste. Enquanto isso, o Canadá e o norte dos EUA tendem a experimentar temperaturas mais amenas. Os boletins sazonais da NOAA serão atualizados nas próximas semanas, mas o padrão clássico de um El Niño com base no Pacífico Leste já está bem estabelecido .
Incerteza: Embora todos os indicadores aponte para um evento histórico, a intensidade máxima ainda é incerta. O pico final dependerá da continuidade das rajadas de vento oeste e do acoplamento oceano-atmosfera nos próximos 2 a 3 meses. Se o evento vai superar o de 1997-98 (pico +2,4°C) ou o de 2015-16 (+2,6°C), ainda está por ser visto.
Niño 1+2 (costa do Peru e Equador): +3,3°C. Esta região, a mais a leste e que banha a costa oeste da América do Sul, apresenta a anomalia mais quente de todas, um sinal claro de que este evento é fortemente ancorado no Pacífico Leste . Para efeito de comparação, a região Niño 3 está em +2,4°C e a Niño 4, mais a oeste, em apenas +0,3°C .
Calor abaixo da superfície: NOAA escala o mapa para 8°C. A quantidade de água quente acumulada nas profundezas do Pacífico equatorial é tão extraordinária que a NOAA precisou aumentar o limite máximo da escala de cores do seu mapa de anomalias de temperatura subsuperficial para 8°C. As ondas de Kelvin (ondas oceânicas que transportam água quente para o leste) estão gerando anomalias que excedem 9°C em algumas áreas, impulsionadas por rajadas de vento oeste recordes .
Escalada semanal: de +1,5°C para +1,8°C. O aumento consistente da temperatura semana após semana mostra que o acoplamento entre o oceano e a atmosfera está se acelerando, realimentando o sistema .
Índice de Oscilação Sul (SOI): o mais baixo em mais de 40 anos. O SOI, que mede a diferença de pressão entre o Taiti e Darwin (Austrália), despencou para -24,9 em junho e atingiu -30,0 (média de 30 dias) em meados de julho . O Escritório Australiano de Meteorologia confirma que é o menor valor em mais de quatro décadas, sinal de que a Circulação de Walker (o padrão normal de ventos no Pacífico) está severamente enfraquecida .
Rajadas de vento oeste recordes. Ventos oeste excepcionalmente fortes estão alimentando a Onda de Kelvin subsuperficial, que já ultrapassa os 9°C de anomalia .
NOAA: 97% de chance de o El Niño persistir até 2027. O boletim de diagnóstico do ENSO de 11 de agosto afirma que há 97% de probabilidade de o El Niño continuar até o início da primavera do Hemisfério Norte (fevereiro–abril) de 2027. O evento deve continuar se fortalecendo até o final de 2026 .
Pico de anomalia projetado: pode chegar a +4°C. Simulações de modelos de longo prazo de vários centros indicam que as anomalias na região Niño 3.4 podem ultrapassar +3°C entre outubro e dezembro, com algumas projeções se aproximando de +4°C. Se isso se confirmar, será o El Niño mais forte do registro por satélite (desde 1979) . A NOAA dá uma chance de 81% para condições 'muito fortes' (≥+2,0°C) nesse período .
Oscilação Madden-Julian (MJO) no caminho. Um pulso da MJO, uma grande perturbação atmosférica que viaja ao redor do globo, deve chegar em breve e intensificar ainda mais os ventos oeste, podendo empurrar o índice Niño 3.4 para além de +2,0°C em questão de dias .
Temporada de furacões no Atlântico será abaixo do normal. Em sua atualização de 6 de agosto de 2026, a NOAA afirma que há 75% de probabilidade de uma temporada de furacões no Atlântico abaixo da média, citando o fortalecimento do Super El Niño como o principal fator. A previsão é de 7 a 13 tempestades nomeadas, 2 a 6 furacões e até 2 furacões maiores (Categoria 3+) . A Universidade Estadual do Colorado, em sua atualização final de agosto, prevê apenas 9 tempestades e 4 furacões, com apenas um de grande porte . O El Niño aumenta o cisalhamento do vento sobre o Atlântico, dificultando a formação e organização de furacões.
Inverno 2026–2027 na América do Norte. El Niños fortes tendem a gerar uma corrente de jato do Pacífico mais intensa e alongada, que se estende pelo sul dos Estados Unidos. Isso cria uma rota de tempestades ativa, com precipitação acima da média da Califórnia até os estados do Golfo e Sudeste. Enquanto isso, o Canadá e o norte dos EUA tendem a experimentar temperaturas mais amenas. Os boletins sazonais da NOAA serão atualizados nas próximas semanas, mas o padrão clássico de um El Niño com base no Pacífico Leste já está bem estabelecido .
Incerteza: Embora todos os indicadores aponte para um evento histórico, a intensidade máxima ainda é incerta. O pico final dependerá da continuidade das rajadas de vento oeste e do acoplamento oceano-atmosfera nos próximos 2 a 3 meses. Se o evento vai superar o de 1997-98 (pico +2,4°C) ou o de 2015-16 (+2,6°C), ainda está por ser visto.