Ao contrário de relatos não confirmados sobre colonos usando ambulâncias para driblar barreiras, as evidências mostram cenário inverso: forças israelenses têm sido repetidamente acusadas de bloquear e atrasar ambulâncias palestinas em postos de controle . Em um incidente grave no final de julho de 2026, atrasos em um checkpoint contribuíram para que uma mulher grávida de seis meses perdesse o feto
. A Human Rights Watch condenou a prática, afirmando que as forças israelenses bloqueiam ambulâncias "com regularidade hedionda", colocando em risco vidas de mulheres e crianças
.
O vice-coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, declarou ao Conselho de Segurança em 11 de agosto de 2026 que "a Cisjordânia está no ponto de ruptura" . Alakbarov alertou que a crise é resultado de décadas de conflito não resolvido, da ocupação ilegal, do quase colapso da Autoridade Palestina, da violência recorde de colonos e da anexação de fato acelerada
.
De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), entre outubro de 2023 e o final de 2025:
As atividades de colonização continuaram sem interrupção, sem que Israel tomasse medidas para detê-las, em desrespeito à Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU . A União Europeia relatou que, até o final de 2024, havia 503.732 colonos na Cisjordânia e 233.600 em Jerusalém Oriental, totalizando 737.332 colonos em 147 assentamentos e 224 postos avançados
.
O embaixador do Paquistão na ONU advertiu o Conselho de Segurança em 12 de agosto de 2026 que a Cisjordânia se aproxima de um "ponto de inflexão perigoso", afirmando que a expansão dos assentamentos, a violência dos colonos e o deslocamento forçado dos palestinos estão ativamente corroendo e inviabilizando a solução de dois Estados .