Os preços reagiram com violência. O índice de referência europeu TTF saltou mais de 11% só na segunda-feira, 10 de agosto, atingindo o maior nível em mais de duas semanas . Os preços no atacado no Reino Unido seguiram a mesma trajetória, subindo para cerca de 148,75 pence por therm no final de julho e continuando a subir em meados de agosto . Estrategistas do banco ING relataram que o TTF voltou a superar os €60/MWh em 11 de agosto, à medida que as esperanças de um acordo entre EUA e Irã se desfaziam .
As exportações de Gás Natural Liquefeito (GNL) do Catar estão efetivamente congeladas. O Estreito de Ormuz está praticamente intransitável para navios-tanque de GNL desde o início da guerra entre EUA e Irã, há cinco meses. Nenhum navio desse tipo cruzou o estreito desde 16 de julho de 2026 . A QatarEnergy, uma das maiores exportadoras de GNL do mundo, estendeu a força maior sobre as entregas para compradores europeus e asiáticos até pelo menos 30 de setembro (e, segundo relatos, até meados de outubro), cancelando ou adiando embarques para vários importadores europeus . A consultoria Kpler projeta que as exportações de GNL do Catar em 2026 podem ficar abaixo de 27 milhões de toneladas métricas, contra cerca de 80 milhões de toneladas em 2025 — um colapso de aproximadamente dois terços .
Essa lacuna de oferta não pode ser facilmente preenchida. Europa e Ásia agora competem ferozmente por um conjunto reduzido de cargas spot de GNL, com o preço spot asiático atingindo máximas de quatro meses no final de julho, devido ao temor de uma interrupção prolongada . O fluxo de gasodutos da Noruega também foi comprimido por uma parada não programada no campo de Åsgard, que reduziu as exportações em cerca de 6 milhões de metros cúbicos por dia .
Os estoques de gás da União Europeia estão em um nível historicamente baixo para esta época do ano. No início e meados de agosto de 2026, a capacidade de armazenamento da UE estava em pouco menos de 57% — muito abaixo da média de cinco anos para esta data, que é de aproximadamente 71% . A acumulação sazonal normal de inventários antes do inverno foi prejudicada pela incapacidade de importar GNL suficiente .
A meta de 75% de armazenamento para o inverno, estabelecida pela UE, corre sério risco. Com o prazo de 1º de novembro se aproximando, a trajetória atual torna muito difícil atingir a meta obrigatória de 75% de enchimento, quanto mais a meta mais confortável de 90%. A agência Reuters reporta que há "pouco incentivo econômico para armazenar gás agora" com esses preços elevados, o que significa que o déficit pode persistir durante o outono .
Uma severa onda de calor no verão está agravando o problema. A Europa foi atingida por "mais uma onda de calor" em meados de agosto, elevando a demanda por ar condicionado e aumentando a carga sobre as usinas termelétricas a gás . O jornal Financial Times reporta que a demanda por gás foi impulsionada pela combinação do consumo de eletricidade gerado pela onda de calor e um eclipse solar em 12 de agosto, que reduziu a geração solar, forçando uma maior dependência do gás .
Isso cria um ciclo vicioso: a alta demanda de energia esgota ainda mais os estoques de gás no verão, deixando uma margem ainda menor para a demanda de aquecimento no inverno.
Todos os cinco fatores se retroalimentam:
Os estrategistas do ING resumiram: cada dia sem o fluxo de GNL do Golfo Pérsico e com a queda dos níveis de armazenamento europeus "aumenta a vulnerabilidade a um forte pico de preços neste inverno" .
Os preços reagiram com violência. O índice de referência europeu TTF saltou mais de 11% só na segunda-feira, 10 de agosto, atingindo o maior nível em mais de duas semanas . Os preços no atacado no Reino Unido seguiram a mesma trajetória, subindo para cerca de 148,75 pence por therm no final de julho e continuando a subir em meados de agosto . Estrategistas do banco ING relataram que o TTF voltou a superar os €60/MWh em 11 de agosto, à medida que as esperanças de um acordo entre EUA e Irã se desfaziam .
As exportações de Gás Natural Liquefeito (GNL) do Catar estão efetivamente congeladas. O Estreito de Ormuz está praticamente intransitável para navios-tanque de GNL desde o início da guerra entre EUA e Irã, há cinco meses. Nenhum navio desse tipo cruzou o estreito desde 16 de julho de 2026 . A QatarEnergy, uma das maiores exportadoras de GNL do mundo, estendeu a força maior sobre as entregas para compradores europeus e asiáticos até pelo menos 30 de setembro (e, segundo relatos, até meados de outubro), cancelando ou adiando embarques para vários importadores europeus . A consultoria Kpler projeta que as exportações de GNL do Catar em 2026 podem ficar abaixo de 27 milhões de toneladas métricas, contra cerca de 80 milhões de toneladas em 2025 — um colapso de aproximadamente dois terços .
Essa lacuna de oferta não pode ser facilmente preenchida. Europa e Ásia agora competem ferozmente por um conjunto reduzido de cargas spot de GNL, com o preço spot asiático atingindo máximas de quatro meses no final de julho, devido ao temor de uma interrupção prolongada . O fluxo de gasodutos da Noruega também foi comprimido por uma parada não programada no campo de Åsgard, que reduziu as exportações em cerca de 6 milhões de metros cúbicos por dia .
Os estoques de gás da União Europeia estão em um nível historicamente baixo para esta época do ano. No início e meados de agosto de 2026, a capacidade de armazenamento da UE estava em pouco menos de 57% — muito abaixo da média de cinco anos para esta data, que é de aproximadamente 71% . A acumulação sazonal normal de inventários antes do inverno foi prejudicada pela incapacidade de importar GNL suficiente .
A meta de 75% de armazenamento para o inverno, estabelecida pela UE, corre sério risco. Com o prazo de 1º de novembro se aproximando, a trajetória atual torna muito difícil atingir a meta obrigatória de 75% de enchimento, quanto mais a meta mais confortável de 90%. A agência Reuters reporta que há "pouco incentivo econômico para armazenar gás agora" com esses preços elevados, o que significa que o déficit pode persistir durante o outono .
Uma severa onda de calor no verão está agravando o problema. A Europa foi atingida por "mais uma onda de calor" em meados de agosto, elevando a demanda por ar condicionado e aumentando a carga sobre as usinas termelétricas a gás . O jornal Financial Times reporta que a demanda por gás foi impulsionada pela combinação do consumo de eletricidade gerado pela onda de calor e um eclipse solar em 12 de agosto, que reduziu a geração solar, forçando uma maior dependência do gás .
Isso cria um ciclo vicioso: a alta demanda de energia esgota ainda mais os estoques de gás no verão, deixando uma margem ainda menor para a demanda de aquecimento no inverno.
Todos os cinco fatores se retroalimentam:
Os estrategistas do ING resumiram: cada dia sem o fluxo de GNL do Golfo Pérsico e com a queda dos níveis de armazenamento europeus "aumenta a vulnerabilidade a um forte pico de preços neste inverno" .