A declaração conjunta pediu que todas as nações fornecessem pelo menos 24 horas de aviso prévio para lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), mísseis balísticos lançados de submarinos (SLBMs) e veículos de lançamento espacial (SLVs) . As informações exigidas incluem:
Os Estados Unidos, em uma declaração nacional separada, criticaram duramente a China por fornecer "no máximo duas horas de aviso" antes do lançamento do SLBM em 6 de julho . Autoridades dos EUA afirmaram que a notificação da China "veio apenas algumas horas antes do lançamento e não forneceu detalhes suficientes, ficando consideravelmente aquém dos padrões adotados por todos os outros estados com armas nucleares do P5" . Os EUA caracterizaram a ação da China como parte de uma "acumulação rápida e opaca de armas nucleares" .
A declaração conjunta enfatizou que "acordos de notificação regularizados e transparentes não restringem o desenvolvimento militar ou as necessidades operacionais de nenhuma nação", mas sim "reduzem o risco de erro de cálculo, geram confiança e refletem um compromisso compartilhado com a estabilidade estratégica" . Ela alertou que "conduzir testes de mísseis balísticos com capacidade nuclear sem aviso prévio e detalhes suficientes é perigoso e perturba a paz e a segurança das nações relevantes nas proximidades desses testes" .
A declaração fez referência ao Código de Conduta de Haia contra a Proliferação de Mísseis Balísticos (HCOC) como a estrutura existente para tais notificações, advertindo implicitamente que os estados que não cumprirem suas responsabilidades serão responsabilizados pela comunidade internacional .
A China rejeitou a declaração conjunta. O Embaixador para Assuntos de Desarmamento, Li Chijiang, enfatizou que a "modernização legítima e razoável da defesa da China não deve ser questionada" e alertou contra a "manipulação política" da boa vontade de Pequim em fornecer notificação antecipada . A China manteve que informou os países relevantes com antecedência, com uma declaração do Ministério da Defesa afirmando que o teste demonstrou "a abertura e transparência dos militares chineses" .
O teste em si marcou um marco significativo: a China reconheceu publicamente o lançamento de um míssil estratégico de um submarino de mísseis balísticos em direção ao Oceano Pacífico pela primeira vez em anos . Analistas identificaram a arma como um míssil balístico intercontinental JL-2 ou JL-3, lançado de um submarino nuclear do tipo 094A, provavelmente do Mar do Sul da China . O míssil carregava uma ogiva de treinamento simulada em uma trajetória de aproximadamente 7.300 quilômetros, sobrevoando partes das Filipinas e caindo na Zona Livre de Armas Nucleares do Pacífico Sul .