Essas mulheres estão sendo colocadas para trabalhar em vários setores da economia russa. Relatórios as descrevem em linhas de montagem, fábricas de confecção, fazendas, cozinhas, canteiros de obras e restaurantes . Em um caso específico, a Unidade de Inteligência de Defesa da Ucrânia (DIU) revelou que a Coreia do Norte planejava enviar 12.000 trabalhadoras para uma fábrica de drones na Zona Econômica Especial de Alabuga, no Tartaristão russo, um importante polo de produção dos drones Shahed-136 de projeto iraniano .
Trabalhadoras foram avistadas em granjas de porcos no Krai de Primorsky e em complexos agrícolas no Tartaristão . Canais do Telegram mostram mulheres norte-coreanas em roupas brancas combinando, carregando sacos e mochilas pretas, chegando a locais de produção russos .
Organizações de direitos humanos descrevem o sistema como trabalho forçado patrocinado pelo Estado. As trabalhadoras estão sob supervisão rigorosa, ganham uma fração dos salários normais e não podem sair ou mudar de emprego . Ao chegarem, o governo norte-coreano supostamente confisca seus passaportes e documentos para impedi-las de fugir . A locomoção e a comunicação são restritas, e uma parte de seus ganhos é supostamente desviada para o Estado norte-coreano .
A Global Rights Compliance publicou um relatório em agosto de 2026 baseado em depoimentos em primeira mão de 21 norte-coreanos trabalhando em canteiros de obras em três cidades russas. O relatório constatou que todos os onze sinais de alerta da Organização Internacional do Trabalho para trabalho forçado estavam presentes nos depoimentos das vítimas . A organização chamou o programa de "programa global de 100.000 trabalhadores forçados patrocinado pelo Estado", operando em 40 países, com a Rússia como um dos principais destinos .
As mulheres são pagas nominalmente cerca de £4,36 por dia (não por hora, como alguns veículos inicialmente relataram), com grande parte desse valor supostamente deduzido .
Uma alocação deliberada por Pyongyang: mulheres jovens norte-coreanas são enviadas para fábricas e fazendas, enquanto homens jovens são enviados para o campo de batalha . Não se trata de dois programas separados, mas de uma única estratégia nacional para maximizar a contribuição da Coreia do Norte para o esforço de guerra russo.
| Categoria | Estimativa | Fonte |
|---|---|---|
| Fluxo de trabalhadoras | Até 2.000 mulheres por semana sendo trazidas (alegação de agência de recrutamento russa) | |
| Implantação em fábrica conhecida | 12.000 mulheres planejadas para uma única fábrica de drones no Tartaristão | |
| Implantação de tropas militares (total) | 30.000–50.000 soldados norte-coreanos supostamente sendo enviados para a Rússia | |
| Programa de trabalho mais amplo | ~100.000 norte-coreanos enviados ao exterior sob programa de trabalho estatal globalmente; dezenas de milhares já na Rússia em "condições análogas à escravidão" |
A empresa russa Startaff propôs recrutar até 2.000 trabalhadoras norte-coreanas toda semana . Se mantido, esse ritmo significaria dezenas de milhares de mulheres enviadas por ano. O envio planejado de 12.000 mulheres para uma única fábrica de drones no Tartaristão é a maior implantação confirmada individualmente .
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou em 9 de agosto de 2026 que Moscou e Pyongyang haviam tomado a decisão de enviar de 30.000 a 50.000 soldados norte-coreanos para o território russo, pedindo que a Coreia do Sul fornecesse apoio de defesa aérea para a Ucrânia . Isso representa uma escalada significativa em relação às estimativas anteriores: as primeiras implantações no final de 2024 eram estimadas em 10.000–12.000 soldados, com aproximadamente 14.000 enviados para a região russa de Kursk em 2024 .
Em fevereiro de 2026, o Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul estimou que cerca de 11.000 soldados norte-coreanos estavam estacionados no Oblast de Kursk, incluindo 10.000 soldados de combate e 1.000 de engenharia .
Além das atuais implantações relacionadas à guerra, o programa mais amplo de mão de obra norte-coreana no exterior está em operação há anos. O Instituto de Estratégia de Segurança Nacional estimou que, entre agosto de 2023 e dezembro de 2025, a Coreia do Norte pode ter fornecido armas e tropas no valor de até US$ 14,4 bilhões para apoiar a guerra da Rússia .
Autoridades de inteligência sul-coreanas disseram à BBC que 10.000 trabalhadores da construção civil norte-coreanos estavam sendo enviados para a Rússia para preencher a escassez de mão de obra criada pela guerra . Dados oficiais russos mostram que 13.221 norte-coreanos entraram na Rússia em 2024 — até 12 vezes o número que entrou em 2023 .
A verificação independente precisa desses números é difícil. Os números acima vêm principalmente de autoridades de inteligência ucranianas, inteligência sul-coreana e organizações de direitos humanos — e não de fontes oficiais russas ou norte-coreanas, que negam ou se mantêm em silêncio sobre as implantações .
O número de 30.000–50.000 soldados foi declarado pelo presidente Zelensky como uma decisão já tomada por Moscou e Pyongyang, e não uma implantação completa já em andamento . Algumas estimativas anteriores da inteligência sul-coreana e norte-americana no final de 2024 eram mais baixas (10.000–12.000 soldados) .
A alegação da agência de recrutamento russa de trazer até 2.000 trabalhadoras por semana não foi confirmada de forma independente .
Todo o sistema viola múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da ONU que proíbem a exportação de mão de obra norte-coreana .
A estratégia de via dupla da Coreia do Norte representa o envolvimento mais significativo de Pyongyang em uma guerra estrangeira desde a Guerra da Coreia. Ao fornecer tanto soldados para o campo de batalha quanto trabalhadores para a economia da retaguarda, a Coreia do Norte está ajudando a Rússia a sustentar seu esforço de guerra enquanto ganha moeda forte para o regime de Kim Jong Un. As alegações de trabalho forçado, se confirmadas, adicionariam uma grave dimensão de direitos humanos a um conflito já devastador.