O Hezbollah condenou a tática em um comunicado oficial, descrevendo-a como a transformação de zonas verdes em "áreas completamente queimadas e inabitáveis" e parte de uma campanha mais ampla para destruir a infraestrutura urbana e a paisagem . O uso do fogo como arma marcou uma escalada no custo ambiental e humanitário do conflito, que já devastou milhares de hectares de terras agrícolas e florestas em ambos os lados da fronteira nos dois anos anteriores .
Em 9 de agosto de 2026, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse a uma reunião de gabinete que Israel "agiu com força no Líbano" nos dias anteriores, eliminando "terroristas", inclusive na crista de Ali al-Taher, na região de Nabatieh. Ele disse: "Não posso dar detalhes. Estamos no meio de uma operação muito importante" . A crista de Ali al-Taher, um outeiro estratégico a cerca de 10 quilômetros da fronteira israelense, era um ponto crítico desde o final de julho, quando o Hezbollah lançou um drone explosivo contra um veículo de engenharia israelense no local . As FDI mataram vários membros do Hezbollah em operações noturnas na crista em 1º de agosto . As declarações de Netanyahu ligaram a operação aos objetivos militares mais amplos de Israel contra o Hezbollah e combatentes apoiados pelo Irã no sul do Líbano .
A crista tem sido descrita na mídia israelense e regional como um reduto importante do Hezbollah, com as forças israelenses cercando uma rede de túneis sob ela e buscando desmantelar a unidade "Badr" do grupo . A operação ocorreu depois que as forças israelenses já haviam tomado um centro de comando subterrâneo sob a crista no final de junho, descrito pelas FDI como o "centro nervoso" da divisão regional Badr do Hezbollah .
Em 9 de agosto, o Ministério das Relações Exteriores de Israel publicou um mapa em sua conta oficial em inglês no X que mostrava partes do sul do Líbano como território israelense. O mapa foi postado em um gráfico sobre desnutrição aguda entre crianças em Gaza . O Hezbollah disse que o mapa fornecia "confirmação inequívoca das ambições do inimigo israelense no Líbano" e instou o governo libanês a interromper as negociações diretas com Israel e apresentar uma queixa urgente ao Conselho de Segurança da ONU .
A embaixadora do Líbano em Washington, Nada Hamadeh Moawad, contatou o Departamento de Estado dos EUA, que pediu a Israel que removesse o mapa. Israel o excluiu de sua conta em inglês, embora ele tenha permanecido em sua conta em árabe . O mapa foi publicado em meio a um esforço israelense mais amplo para estabelecer o controle sobre o sul do Líbano até o rio Litani, cerca de 30 km ao norte da fronteira, conforme documentado pela Reuters . De acordo com uma investigação da Al Jazeera, no final de maio de 2026, o exército israelense havia publicado mapas oficiais mostrando aproximadamente 570 quilômetros quadrados sob seu controle no sul do Líbano .
Múltiplas rodadas de negociações mediadas pelos EUA entre Israel e Líbano foram realizadas em Roma desde julho de 2026, mas não resultaram em um avanço abrangente. A sexta rodada (14 a 15 de julho) produziu algum progresso na implementação de "zonas-piloto" onde as forças israelenses se retirariam e entregariam o controle ao exército libanês . No entanto, a sétima rodada (4 a 5 de agosto) travou, com os dois lados permanecendo divididos sobre a questão central do desarmamento do Hezbollah. Um alto funcionário libanês disse que a sessão provavelmente não renderia novas retiradas .
Embora as negociações não tenham entrado em colapso formal, elas efetivamente fracassaram na questão-chave das capacidades militares do Hezbollah e na abrangência da retirada israelense. Um funcionário libanês disse à Agence France-Presse que Israel se recusou a se retirar de mais áreas do sul do Líbano, a menos que o exército libanês tivesse controle total de duas zonas-piloto iniciais . O acordo-quadro, assinado no final de junho, vinculava a retirada gradual de Israel ao desarmamento verificado do Hezbollah e de outros grupos apoiados pelo Irã, uma condição que o Líbano tem lutado para cumprir .
Os dados disponíveis sobre vítimas são limitados e ainda não fornecem um quadro abrangente dos danos civis.
Não havia nas fontes consultadas um número agregado confiável de vítimas civis libanesas ou pessoas deslocadas desta fase do conflito. Organizações independentes, como a ONU ou o Ministério da Saúde Pública do Líbano, seriam fontes autorizadas para esses números, mas seus balanços mais recentes não constavam dos resultados de busca disponíveis.