O A7A5 foi lançado publicamente em 10 de fevereiro de 2025, emitido pela Old Vector LLC, uma empresa registrada no Quirguistão, em nome da plataforma A7 . Foi promovido como o "primeiro stablecoin do mundo que rende juros e é lastreado em rublo" .
Movimentação total: Em 10 de agosto de 2026, o presidente do PSB Bank, Pyotr Fradkov, afirmou que a movimentação acumulada havia atingido quase US$ 140 bilhões desde o lançamento . A empresa de análise de blockchain Elliptic colocou o valor acima de US$ 100 bilhões em cerca de 250.000 transações em janeiro de 2026 .
Volume diário: A plataforma A7 agora processa até 2.000 pagamentos por dia, atendendo exportadores, importadores e pessoas que viajam para o exterior .
Pico e queda abrupta: Os volumes diários de transações atingiram o pico de mais de US$ 1,5 bilhão em julho de 2025, mas depois caíram para uma mínima de US$ 24,3 milhões em junho de 2026 — uma queda de 96% em relação ao pico . O declínio ocorreu após três ondas de sanções dos EUA, Reino Unido e UE visando o A7 e sua infraestrutura, incluindo o 19º pacote de sanções da UE em julho de 2026, que proibiu diretamente todas as negociações com o A7A5 .
A A7 LLC foi formada em outubro de 2024. É controlada majoritariamente pelo político moldavo e fugitivo condenado Ilan Shor (participação de 51%), com uma participação minoritária detida pelo PSB Bank (Promsvyazbank), um banco estatal russo sancionado que atende ao complexo militar-industrial da Rússia .
Objetivo central: A plataforma A7 é uma rede de pagamentos e liquidação transfronteiriça projetada para movimentar dinheiro para dentro e para fora da Rússia, contornando as sanções ocidentais ao sistema bancário tradicional . Ela permite que empresas russas paguem fornecedores estrangeiros e recebam pagamentos sem usar o SWIFT ou a correspondência bancária em dólar. De acordo com a reportagem da Livemint, a A7 afirma lidar com quase 20% dos pagamentos no comércio exterior russo .
Características de resistência a sanções:
Resposta às sanções: Os EUA, o Reino Unido e a UE impuseram sanções ao projeto em três ondas desde meados de 2025, visando o chefe do projeto A7A5, Leonid Shumakov, o presidente do PSB, Mikhail Dorofeev, e as empresas A7 Agent e A71 . No início de 2026, a empresa de análise de blockchain Elliptic relatou que os usuários do A7A5 estavam se alertando mutuamente contra qualquer atividade de carteira que tocasse o ecossistema A7A5, pois mesmo a exposição indireta desencadeava o fechamento de contas em exchanges tradicionais .
Em uma entrevista à RBC em 9 e 10 de agosto de 2026, o presidente do PSB Bank, Pyotr Fradkov, emitiu um alerta contundente sobre os riscos de manter Tether (USDT) para usuários russos :
O Ministério das Finanças e o Banco Central da Rússia ecoaram alertas semelhantes sobre os riscos de congelamento do USDT. Em junho de 2026, o primeiro vice-presidente do Banco da Rússia, Vladimir Chistyukhin, disse no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo que o risco de bloqueio do USDT para investidores russos havia passado para a categoria "crítica" . Enquanto isso, o Ministério das Finanças russo alertou contra a permissão de stablecoins atrelados ao dólar, como USDT e USDC, para negociar dentro do país, citando o risco direto de congelamento de ativos .
O A7A5 continua sendo o experimento mais visível em infraestrutura de stablecoin alinhada ao Estado, mas sua trajetória demonstra tanto o alcance quanto os limites das finanças baseadas em blockchain resistentes a sanções. Apesar de sua resistência projetada ao confisco na cadeia, o projeto lutou para manter a adoção após as ações de execução interromperem sua infraestrutura de exchange .