A inteligência inclui coordenadas de alvos para ataques contra posições militares russas na Ucrânia ocupada e contra a infraestrutura energética da Rússia . O governo Trump deu ao Pentágono e às agências de inteligência aprovação formal para isso em uma ordem recebida por volta de outubro de 2025, autorizando o compartilhamento de informações para ataques de longo alcance contra o setor de energia russo .
A justificativa declarada é minar a economia russa e criar uma "estrutura de incentivos adequada" para empurrar Moscou em direção a negociações . O presidente Trump teria aprovado o compartilhamento de inteligência para alvos energéticos porque danificar a receita do petróleo russo era visto como uma alavanca essencial para forçar Putin a negociar . A inteligência ajudou os militares ucranianos a determinar rotas de voo, altitude e o momento certo para seus drones evitarem as defesas aéreas russas .
O diretor da CIA, John Ratcliffe, é amplamente creditado como a figura-chave na manutenção desse pipeline de inteligência . Ele protegeu e expandiu as atividades da CIA na Ucrânia mesmo enquanto outros apoios dos EUA desaceleravam, mantendo o contingente da agência no país em capacidade total e aumentando o financiamento dos programas . Relatos indicam que ele manteve o presidente Trump pessoalmente engajado na Ucrânia ao destacar as pesadas perdas russas no campo de batalha — dizendo a Trump que Moscou perdia mais de 40 mil soldados por mês, às vezes enquanto os dois jogavam golfe juntos . Sob Ratcliffe, a CIA turbinou uma campanha secreta de ataques de drones contra instalações petrolíferas e navios-tanque russos, mesmo enquanto o Pentágono interrompia a entrega de armas e o Departamento de Estado pausava outras ajudas .
Em 5 de março de 2025, o governo Trump suspendeu temporariamente todo o compartilhamento de inteligência com a Ucrânia, coincidindo com uma paralisação da assistência militar . O diretor da CIA, John Ratcliffe, confirmou a pausa publicamente, dizendo que a intenção era pressionar o presidente ucraniano Zelensky a se engajar em negociações de paz com a Rússia . A pausa enfraqueceu severamente a capacidade da Ucrânia de se defender contra ataques de mísseis russos e de mirar as forças russas .
Apenas quatro dias depois, em 9 de março de 2025, o presidente Trump disse que os EUA "quase" tinham encerrado a pausa, expressando otimismo antes das conversas entre EUA e Ucrânia na Arábia Saudita . Em agosto de 2026, o compartilhamento de inteligência já havia sido totalmente reconstruído aos níveis anteriores ao congelamento, com o fluxo de dados de satélite, inteligência de alvos e alertas de ataque restaurados . Senadores e especialistas dos EUA creditaram a cooperação de inteligência restaurada por permitir ataques ucranianos de longo alcance mais eficazes dentro da Rússia . Como observou George Barros, diretor de inovação e "tradecraft" de fontes abertas do Institute for the Study of War: "Esses ataques foram turbinados e se tornaram muito mais eficazes apenas a partir de 2025 com o novo governo Trump, quando o compartilhamento de inteligência começou a ajudar a fornecer melhores informações aos ucranianos para tornar seus ataques muito mais eficazes" .
Danificar a infraestrutura energética russa serve a vários objetivos estratégicos dos EUA. Minar a capacidade de refino de petróleo da Rússia reduz sua receita de exportação, que financia o esforço de guerra . A degradação do setor de energia russo é vista como uma forma de corroer a capacidade de Putin de sustentar a guerra, criando alavancagem para negociações de paz . As restrições na produção de combustível limitam a capacidade da Rússia de abastecer seus veículos, aeronaves e mísseis. Reduzir a capacidade de refino russa também diminui o papel de Moscou como um grande exportador de energia, reduzindo sua influência geopolítica .
A campanha teve efeitos mensuráveis. Os volumes de refino de petróleo russo caíram para mínimas de 21 anos em meados de 2026, com o processamento de petróleo bruto caindo para cerca de 3,80 milhões de barris por dia . A Rússia impôs uma proibição de exportação de gasolina de abril a julho de 2026 . Entre agosto e dezembro de 2025, houve mais de 50 ataques bem-sucedidos a refinarias russas, causando uma pequena crise de combustível durante a temporada de verão e a colheita agrícola . Em meados de 2026, 24 das 34 refinarias da Rússia haviam sido atacadas, cobrindo 81% da capacidade total de refino do país .
Em 10 de agosto de 2026, a Ucrânia lançou um grande ataque de drones contra a cidade de Nizhnekamsk, na região russa do Tartaristão — a aproximadamente 1.000–1.200 km (750 milhas) da fronteira ucraniana . O alvo era a refinaria de petróleo Taneco . Os relatos sobre vítimas variam, mas indicam que este foi um dos ataques mais mortíferos em solo russo desde o início da guerra. O The Guardian relatou inicialmente pelo menos 13 mortos, citando o prefeito local . Outro relato mencionou 12 mortos e 39 feridos . Uma terceira fonte reportou 13 mortos e 75 feridos . A instalação de Nizhnekamsk já havia sido atingida anteriormente, em junho de 2026 .
A Rússia está intensificando os ataques com mísseis. Só em julho de 2026, a Rússia lançou 153 mísseis de cruzeiro e 198 mísseis balísticos e hipersônicos contra a Ucrânia . A Rússia usou mais mísseis balísticos nos primeiros 19 dias de julho do que sua indústria de defesa produz em um mês inteiro . Zelensky alertou que as entregas de interceptores de defesa aérea pelos aliados caíram para um terço do nível de 2025 no primeiro semestre de 2026 .
A Rússia está produzindo mísseis a 110–120% dos níveis mensais planejados em vários sistemas-chave . Em 3 de agosto de 2026, a Rússia já havia cumprido todas as suas metas anuais de produção para os mísseis hipersônicos Zircon e os mísseis Oniks atualizados, produzindo 33 mísseis Zircon no ano . A Rússia produz aproximadamente 120 mísseis balísticos por mês — cerca do dobro do número de interceptores Patriot que os EUA produzem . A produção estava a caminho de entregar até 700 mísseis balísticos 9M723 para sistemas Iskander em 2026 . As forças russas estão priorizando a produção de tipos de mísseis que possam penetrar as defesas aéreas ucranianas de forma mais confiável .
Na campanha mais ampla, a Ucrânia tem conduzido ataques de drones em grande escala em todo o território russo. Em uma grande noite de julho de 2026, drones ucranianos atingiram três refinarias de petróleo russas (TANECO, Saratov), navios-tanque no Mar de Azov e estações de bombeamento de oleodutos . A Rússiya rotineiramente afirma interceptar um grande número de drones — em 10 de agosto de 2026, a Rússia disse ter abatido 456 drones ucranianos, sem especificar quantos atingiram seus alvos .
O compartilhamento de inteligência foi restaurado e expandido desde a pausa de março de 2025, com Ratcliffe desempenhando um papel central. A campanha de drones de longo alcance da Ucrânia está degradando progressivamente a capacidade de refino da Rússia, enquanto a Rússia, simultaneamente, aumenta a produção de mísseis e os ataques à Ucrânia em um ritmo acelerado.