Mesmo após a assinatura de um Memorando de Entendimento (MOU) entre EUA e Irã no final de julho de 2026, Netanyahu afirmou que a luta "não acabou" e que o Irã precisa eliminar seu programa nuclear, independentemente de a diplomacia ter sucesso . Ele também disse ao presidente Trump que pressionará por uma "vigilância constante, constante" sobre a atividade nuclear do Irã, embora reconheça que não tem novas evidências de que a capacidade de Teerã de construir uma bomba foi totalmente destruída .
Israel insiste que qualquer acordo final com o Irã deve ir além do enriquecimento de urânio. Netanyahu estabeleceu cinco condições fundamentais :
Autoridades israelenses alertaram que um acordo que permita que a infraestrutura nuclear do Irã permaneça parcialmente operacional, enquanto ignora mísseis balísticos e redes de proxies, deixaria Israel vendo o conflito como "não resolvido" .
A situação entre EUA e Irã continua fluida e altamente complexa, com o arquivo nuclear amplamente adiado:
O MOU de junho de 2026: Os EUA e o Irã assinaram um Memorando de Entendimento no final de junho que estendeu um cessar-fogo por 60 dias, pediu a reabertura do Estreito de Ormuz e estabeleceu uma estrutura para negociações nucleares mais amplas . Os EUA concordaram em começar a remover seu bloqueio naval após a assinatura .
Estreito de Ormuz — o ponto crítico imediato: O foco diplomático atual está em um acordo separado entre Irã e Omã para administrar o Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou efetivamente durante o conflito . O Irã diz que este acordo está "próximo", mas aumentou dramaticamente suas exigências: insiste que o Estreito não será reaberto até que os EUA terminem a guerra, retirem tropas, suspendam sanções e nunca mais ameacem o Irã . O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou que os EUA devem "corrigir seu comportamento" .
Conversas diretas paralisadas: O Irã reiterou que não está mantendo negociações diretas com os EUA e não as reiniciará até que Washington atenda às suas condições . As conversas em Doha (julho de 2026) foram indiretas e focadas exclusivamente no Estreito, sem sinais de progresso em uma paz mais ampla .
Principais exigências dos EUA: Os EUA atualmente exigem que o Irã se comprometa publicamente a parar todos os ataques a navios no Estreito de Ormuz, garanta a passagem livre sem pedágios e, eventualmente, negocie um fim permanente para seu programa nuclear .
O componente nuclear adiado: O objetivo mais amplo do MOU — negociar um acordo final sobre o programa nuclear do Irã em 60 dias (prorrogável por consentimento mútuo) — não avançou significativamente, já que as partes permanecem em um impasse sobre Ormuz e pré-condições .
Risco de ação militar unilateral de Israel: Netanyahu deu a entender que pode agir sozinho se a diplomacia falhar, mesmo enquanto Washington e Teerã parecem próximos de um acordo provisório sobre Ormuz . A Al Jazeera relata que ele pode estar considerando ataques unilaterais para prolongar a campanha, observando que enfrenta uma eleição crucial ainda em 2026 .
Tensão nas relações EUA-Israel: Embora Netanyahu tenha dito que Trump "deveria ter sua oportunidade" de chegar a um acordo diplomático, ele também rejeitou publicamente o plano de 15 pontos de Trump para desarmar o Hamas em Gaza e continua a pressionar por termos mais duros . A CNN noticia que Israel teme que Trump feche um "acordo ruim" .
Escalada regional mais ampla: A linha dura de Netanyahu mantém a região em pé de guerra. Sua insistência em eliminar toda a infraestrutura nuclear do Irã (não apenas o armamento) e desmantelar a rede de proxies do Irã no Líbano, Síria, Iêmen e Iraque significa que qualquer acordo aceitável para Israel é provavelmente inaceitável para o Irã .
Preocupações dos estados árabes do Golfo: Os estados árabes do Golfo, que dependem da passagem livre pelo Estreito de Ormuz, estão divididos entre apoiar a via diplomática liderada pelos EUA e temer que uma ação militar israelense possa desencadear uma guerra regional mais ampla, interrompendo o fornecimento de petróleo e envolvendo seus territórios .
Dinâmica eleitoral: Netanyahu enfrenta um teste político doméstico ainda em 2026. Sua postura intransigente em relação ao Irã agrada sua base, mas também aumenta as apostas: qualquer percepção de que um acordo EUA-Irã deixa Israel exposto pode fortalecer sua oposição doméstica .