A análise de Islam et al. usou a velocidade de fuga medida do RBH-1, juntamente com as previsões de recuo de ondas gravitacionais da relatividade numérica e da teoria de perturbação de buracos negros, para determinar as propriedades do binário original de buracos negros . Suas principais descobertas são:
Razão de massas: Os buracos negros progenitores tinham uma razão de massas m₁/m₂ ≲ 6, o que significa que o buraco negro maior não era mais que seis vezes mais massivo que o menor . A própria galáxia hospedeira GX se formou através de uma fusão majoritária e rica em gás ('úmida') entre duas galáxias de massa comparável, com uma razão ≲ 4 .
Spin do progenitor: O SMBH mais massivo deve ter possuído uma magnitude de spin adimensional alta, de aproximadamente 0,75, para gerar um chute de recuo de ~1.000 km/s . O sistema binário estava em precessão durante sua inspiral.
Exclusão de cenários alternativos: A equipe testou a possibilidade de uma interação gravitacional de três corpos ejetar o buraco negro, mas descobriu que esse cenário não poderia reproduzir a velocidade observada, dada a baixa dispersão de velocidade estelar da GX, de aproximadamente 60 km/s .
O estudo do RBH-1 faz parte de uma mudança mais ampla na forma como os astrônomos encontram buracos negros supermassivos deslocados. Em julho de 2026, uma equipe separada liderada por Robert Stein, Suvi Gezari e Sylvain Veilleux, da Universidade de Maryland, relatou a detecção de um SMBH 'vagante' usando um método completamente diferente .
Detecção por IA: A equipe implantou um algoritmo de inteligência artificial em agosto de 2025 para escanear dados do Zwicky Transient Facility (ZTF). Em três meses, a IA sinalizou um evento de disruptura de maré (TDE) — o clarão produzido quando uma estrela é despedaçada por um buraco negro — localizado a 30.000 anos-luz (9,3 kpc) do centro de sua galáxia hospedeira .
Um gigante adormecido: O buraco negro tem uma massa de aproximadamente 1 milhão de massas solares, semelhante ao buraco negro central da Via Láctea. Ele não podia ser visto diretamente; revelou-se apenas quando despedaçou uma estrela que passava .
Comparação com o RBH-1: O RBH-1 foi detectado através do choque supersônico que cria, o que desencadeia a formação de estrelas em uma esteira de 200.000 anos-luz de comprimento. O buraco negro da Universidade de Maryland foi detectado através de um clarão transitório. Juntas, essas duas descobertas demonstram dois caminhos observacionais distintos — imagem direta da esteira versus detecção de clarão transitório — para encontrar buracos negros supermassivos deslocados.
O estudo do RBH-1 prevê explicitamente que fusões semelhantes de SMBHs podem ser uma importante população de fontes para a futura missão Laser Interferometer Space Antenna (LISA), com razões sinal-ruído previstas superiores a 1.000 . Além da LISA, espera-se que várias instalações expandam a busca:
O RBH-1 abriu uma nova janela para a vida violenta dos buracos negros supermassivos. À medida que futuros observatórios entrarem em operação, os astrônomos esperam encontrar muitos mais desses fugitivos cósmicos, cada um contando uma história de fusões de galáxias, ondas gravitacionais e a física extrema no coração do Universo.