Mais de 300.000 pessoas foram evacuadas na França e na Espanha, tornando-se a maior operação de evacuação em tempos de paz na história moderna desses países, segundo o Mecanismo de Proteção Civil da UE . A França evacuou entre 220.000 e 250.000 pessoas, enquanto a Espanha evacuou mais de 75.000 .
Os danos causados pelos incêndios florestais na temporada de 2026 já superam o recorde estabelecido em 2025, e as seguradoras domésticas devem absorver a maior parte das perdas imediatas . Uma estimativa da AccuWeather apontou custos econômicos de até £16,4 bilhões, mas esse número não pôde ser confirmado de forma independente pelas fontes oficiais examinadas .
A agência de saúde pública da França, Santé Publique France, registrou 5.764 mortes em excesso (todas as causas) durante a onda de calor de 17 de junho a 2 de julho — a maior taxa de mortalidade em excesso durante uma onda de calor desde o mortal episódio de 2003, que matou cerca de 15.000 pessoas . Metade dessas mortes ocorreu em apenas três dias (25 a 27 de junho), e adultos com 75 anos ou mais representaram cerca de dois terços do total .
Em toda a Europa Ocidental, apenas a onda de calor do final de junho resultou em mais de 10.000 mortes em excesso, com mais de 9.000 entre pessoas com 65 anos ou mais, de acordo com dados da rede EuroMOMO, apoiada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças e pela Organização Mundial da Saúde .
Este número não inclui mortes de ondas de calor subsequentes em julho e agosto, o que significa que o total para o verão é provavelmente maior.
O calor extremo e a seca na Europa interromperam diretamente a geração de energia nuclear, que depende de água abundante e fria dos rios para resfriar os reatores.
No final de julho, cerca de 7 GW de capacidade nuclear — aproximadamente 10% da capacidade nuclear total instalada na UE — estavam offline na França, Hungria e Romênia .
Análises científicas ligaram diretamente a gravidade dos eventos de 2026 às mudanças climáticas causadas pelo homem.
O consórcio World Weather Attribution (WWA) descobriu que as condições quentes, secas e ventosas que alimentaram os incêndios se tornaram pelo menos 20 vezes mais prováveis na Espanha e duas vezes mais prováveis na França devido às mudanças climáticas .
Um estudo separado do mesmo período descobriu que o calor extremo que "secou os solos" na Europa Ocidental se tornou 80 vezes mais provável devido ao aquecimento global, e 40 vezes mais provável no Leste Europeu . Os cientistas afirmaram que a crise climática está "redefinindo a seca na Europa", com as altas temperaturas — e não apenas a falta de chuvas — se tornando o principal fator .
A Europa Central continuou a estabelecer recordes de temperatura máxima até a segunda semana de agosto . Novas ondas de calor eram previstas para retornar após breves tréguas, com autoridades alertando para "dias difíceis pela frente" . O Serviço Florestal Europeu de Informação sobre Incêndios informou que a gravidade do "clima de incêndio" na UE de janeiro a julho de 2026 foi 43% mais severa do que a média para o mesmo período nas últimas duas décadas .
Ressalva importante: Um valor específico de danos de incêndio de £16,4 bilhões mencionado em alguns relatos da imprensa não pôde ser verificado de forma independente a partir de fontes oficiais da UE ou nacionais. As evidências disponíveis confirmam que as perdas econômicas e seguradas estão acima da temporada recorde de 2025, mas nenhuma estimativa oficial única foi publicada .