A ADNOC confirmou que 15 de suas embarcações foram alvejadas por mísseis e drones desde o início das hostilidades no final de fevereiro de 2026 . O saldo acumulado é de um tripulante morto e 20 feridos . Três navios foram atacados em uma única semana no início de agosto . O CEO da ADNOC descreveu a campanha sustentada como "terrorismo econômico" , e a empresa afirmou que os ataques estão "impactando significativamente" suas operações .
| Data | Incidente | Vítimas |
|---|---|---|
| 4 de maio de 2026 | Ataque de drone ao petroleiro vazio Barakah | Nenhuma |
| 13–14 de julho de 2026 | Ataque de míssil de cruzeiro aos petroleiros Mombasa B e Al Bahyah | 1 morto, 8 feridos |
| 8 de agosto de 2026 | Ataque com míssil a um petroleiro da ADNOC | Nenhuma |
O ataque de 13 e 14 de julho foi particularmente letal: um tripulante indiano morreu e outros oito ficaram feridos quando dois petroleiros emiradenses foram atingidos por mísseis de cruzeiro iranianos em águas territoriais de Omã .
A condenação dos EAU foi rápida e enérgica. O Ministério das Relações Exteriores chamou o ataque de 8 de agosto de "violação flagrante da Resolução 2817 do Conselho de Segurança, que enfatiza a liberdade de navegação e rejeita o ataque a navios comerciais ou a interrupção de rotas marítimas internacionais" . O ministério acusou ainda o Irã de usar o Estreito de Hormuz "como uma ferramenta de pressão ou chantagem econômica" .
Catar, Arábia Saudita e Kuwait emitiram condenações paralelas, expressando total solidariedade aos EAU . A Arábia Saudita responsabilizou o Irã pelas consequências da continuação de tais ataques, descrevendo-os como uma "grave violação do direito internacional" .
O impacto no transporte marítimo global tem sido severo. Um estudo revisado por pares, publicado na revista The Innovation, utilizou dados de radar de satélite e AIS para documentar um declínio de 97% no tráfego de navios pelo Estreito de Hormuz em comparação com os níveis anteriores ao conflito . Antes do conflito, cerca de 70 embarcações transportando petróleo bruto, combustíveis e GNL passavam diariamente pelo estreito .
Em meados de julho, apenas três navios de carga cruzaram o estreito em um único dia . Na primeira semana de agosto de 2026, o total de travessias foi de apenas 33 navios de segunda a quinta-feira, contra 50 na semana anterior . Nenhum petroleiro de GNL foi avistado transitando pelo estreito desde meados de julho de 2026 . A média diária de travessias foi inferior a 7 navios desde março de 2026, em comparação com cerca de 125 a 138 navios por dia antes do início do conflito .
Os ataques ocorrem em um contexto de confronto geopolítico mais amplo. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma taxa de 20% sobre o transporte marítimo como parte de um renovado bloqueio dos EUA ao tráfego relacionado ao Irã através de Hormuz . O ministro das Relações Exteriores do Irã respondeu que Teerã não reabriria o estreito até que suas condições fossem atendidas . O Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou que o estreito permanecerá fechado, a menos que os EUA aceitem as demandas do Irã .
As negociações mediadas por Omã entre o Irã e os EUA têm sido acompanhadas de perto pelos mercados, mas, até o início de agosto de 2026, nenhum avanço foi relatado . Negociações intermitentes e recorrentes não conseguiram restaurar o tráfego aos níveis pré-guerra, mesmo durante breves cessar-fogo . O contexto diplomático mais amplo permanece altamente incerto, com ambos os lados mantendo condições prévias para a reabertura da via navegável.
Com o tráfego de navios reduzido a um fio de água, 15 embarcações da ADNOC atacadas e as negociações mediadas por Omã estagnadas, o Estreito de Hormuz permanece efetivamente fechado ao tráfego comercial normal. A campanha sustentada contra os navios da ADNOC e o colapso das travessias representam uma das mais significativas interrupções no transporte marítimo global de petróleo e gás em décadas.