5 e 6 de agosto: Petróleo se recupera parcialmente com dúvidas. O Brent subiu 9 centavos no dia 5, com traders pesando as expectativas renovadas contra a incerteza persistente . A recuperação acelerou no dia 6, quando a agência de notícias iraniana Fars, semi-oficial, noticiou que um parlamentar afirmou que um anexo secreto ao acordo barraria navios dos EUA e de Israel do estreito . O Brent saltou US$ 3,04 (3,83%), fechando a US$ 82,49, com o mercado precificando o risco de o acordo naufragar .
7 de agosto: Relatório de emprego fraco adiciona pressão da demanda. O Departamento de Trabalho dos EUA (Bureau of Labor Statistics) informou que a folha de pagamento não-agrícola (payroll) dos EUA caiu inesperadamente em 23.000 vagas em julho, contrariando a expectativa de economistas de um ganho de 80.000 . O crescimento do emprego em maio e junho foi revisado para baixo em 103.000 vagas no total . A taxa de desemprego caiu para 4,1%, mas apenas porque a taxa de participação na força de trabalho caiu para o menor nível desde fevereiro de 2021, com pessoas saindo da força de trabalho .
Apesar do sinal econômico negativo, o Brent ainda subiu US$ 1,06, fechando a US$ 83,55 na sexta-feira, impulsionado pela incerteza persistente sobre as negociações de Ormuz . Na semana, no entanto, o petróleo bruto caminhava para uma perda de mais de 8% .
Os rendimentos dos títulos (bond yields) reagiram aos dados de emprego, não a Ormuz. O relatório de emprego fraco reduziu drasticamente as expectativas do mercado de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) aumentaria as taxas de juros em sua reunião de setembro . Isso empurrou os rendimentos dos títulos para baixo, com as chances de alta de juros recuando .
Após cinco meses de conflito que fecharam efetivamente o Estreito de Ormuz — uma via que normalmente transporta cerca de um quinto do petróleo bruto mundial — um acordo bilateral proposto entre Irã e Omã tomou forma.
Estrutura central. O acordo proposto daria ao Irã o controle sobre os navios que entram no Golfo Pérsico através de uma nova rota única que passa por águas territoriais iranianas, enquanto uma rota de saída seria controlada por Omã . Isso substitui as rotas temporárias do norte e do sul que estavam em uso durante o conflito . Um diplomata iraniano sênior disse que o acordo deve durar de dois a quatro meses , enquanto um oficial dos EUA disse que seria limitado a 60 dias para permitir o trabalho em um acordo de longo prazo .
Taxas. Omã apresentou ao Irã um plano, apoiado pelos países do Golfo, para taxas voluntárias pelo uso do Estreito, uma concessão à demanda de Teerã por compensação sem acionar um "pedágio" formal que seria visto como ilegítimo . De acordo com o projeto do plano, navios de carga poderiam enfrentar taxas .
Status. Irã e Omã chegaram a um entendimento sobre as coordenadas geográficas para a rota de navegação . O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que um anúncio conjunto está sendo finalizado, "desde que certos terceiros não interfiram" . Um alto funcionário do Golfo colocou as chances de um acordo até sexta-feira, 7 de agosto, em "50%" . No dia 7 de agosto, um porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do parlamento iraniano disse que a estrutura geral foi finalizada, mas exigia aprovação em "níveis mais altos" .