O ritmo está a caminho de ultrapassar os 245.953 cortes totais registrados em todo o ano de 2025 .
A IA é agora a principal razão que as empresas dão para cortar empregos . Em maio de 2026, os empregadores citaram a IA como a razão principal para quase 40% de todos os cortes de empregos anunciados naquele mês, de acordo com a empresa de recolocação profissional Challenger, Gray & Christmas . O padrão é consistente: reestruturação impulsionada pela IA, automação e o redirecionamento de orçamentos de contratação para infraestrutura de IA são a justificativa declarada para a maioria das reduções em grande escala .
| Empresa | Empregos Cortados | % da Força de Trabalho | Detalhe Principal |
|---|---|---|---|
| Oracle | 21.000–30.000 | 13%–18,5% | Divulgado em junho de 2026 em arquivamento regulatório; culpou explicitamente a "adoção e implantação de tecnologias de IA" |
| Cisco | ~4.000 | ~5% | Anunciado no mesmo dia em que registrou receita trimestral recorde de US$ 15,8 bilhões; realocação para IA foi citada |
| Amdocs | 2.500–3.000 | 8,6%–10% | Reestruturação impulsionada por IA; centenas de cortes em Israel |
| Autodesk | ~1.000 | ~7% | Janeiro de 2026; redirecionando investimentos para nuvem e IA |
| Monday.com | ~620 | ~20% | Julho de 2026; CEO disse que os cortes permitem uma "organização mais enxuta construída em torno de agentes de IA" |
| ServiceNow | ~287 | ~1% | Demissões em agosto de 2026 nos escritórios de Santa Clara e San Diego |
A Oracle é, de longe, a que mais corta entre este grupo, tanto em números absolutos (até 30.000) quanto em porcentagem da força de trabalho (até 18,5%) .
O início de 2026 viu recompensas claras para cortes drásticos. A Block (fintech de Jack Dorsey) disparou 24% após cortar quase metade de sua força de trabalho, e a WiseTech subiu 11% após uma redução de 30% no pessoal . A lógica era "soma por subtração" — operações mais enxutas + promessa de IA = margens mais altas .
Mas em meados de 2026, o 'trade' se desgastou. A CNBC monitorou 23 empresas do S&P 500 que anunciaram demissões ligadas à IA e descobriu que elas não tiveram um desempenho consistentemente superior . As ações da Meta caíram 2,3% no dia do anúncio de demissão, e a Microsoft caiu 4% . Uma análise da ClearMoney School descobriu que, após o pico do dia do anúncio, as ações das empresas que demitiram por IA ficaram estáveis ou caíram .
Uma liquidação mais ampla de ações de IA atingiu o mercado em junho de 2026. A Nasdaq caiu 2,21% em 24 de junho, com investidores questionando se o enorme investimento em IA (capex) estava realmente gerando retornos . A Bloomberg informou que "a pressão está aumentando para que os maiores gastadores em IA justifiquem suas despesas" .
O Goldman Sachs sinalizou o ponto de virada. No final de 2025/início de 2026, analistas do Goldman alertaram que "os investidores estão começando a punir as empresas que anunciam demissões apenas para pivôs em IA" — a era das recompensas automáticas das ações pode estar terminando .
Conclusão: O impulso nas ações causado por demissões ligadas à IA funcionou no início de 2026 para cortes drásticos (Block, WiseTech), mas em meados do ano o mercado se tornou cético. Reações mistas agora dominam — algumas ações sobem, outras caem, e a tendência geral não é mais confiavelmente de alta .