Antes da intervenção, o par dólar-iene (USD/JPY) havia caído para a faixa dos 163–164, próximo das mínimas de 40 anos . Imediatamente após a operação de 31 de julho, a taxa dólar-iene despencou cerca de seis ienes em aproximadamente uma hora, estabelecendo-se perto dos 157 — uma oscilação de cerca de 4%
. Em 7 de agosto, no entanto, o iene já havia devolvido cerca de metade dos ganhos, sendo negociado em torno de 158,45, enquanto o mercado digeria a sustentabilidade da intervenção
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Os EUA venderam euros em vez de dólares para evitar conflitar com a política declarada de dólar forte do secretário do Tesouro, Scott Bessent. Vender dólares diretamente para comprar ienes seria visto como um enfraquecimento de facto da moeda americana — algo que Bessent se comprometeu publicamente a evitar. Ao vender euros, os EUA poderiam apoiar o iene sem prejudicar a postura oficial do dólar . A movimentação foi descrita como uma "jogada cambial tática" por Bessent
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Numa ruptura brusca com as normas do pós-guerra de consulta prévia entre as autoridades monetárias ocidentais, os EUA não informaram o BCE antes de executar a operação. O Fed de Nova York vendeu euros para comprar ienes em 31 de julho, e o BCE foi notificado apenas depois que a transação foi concluída . A presidente do BCE, Christine Lagarde, e o secretário Bessent só conversaram sobre a medida um dia depois, em 1º de agosto
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Autoridades graduadas do BCE descreveram a venda unilateral de euros pelos EUA sem aviso prévio como uma "violação sem precedentes" das convenções de longa data entre os bancos centrais ocidentais . Alguns integrantes do BCE teriam ficado "desnorteados" e se sentiram "traídos" pela falta de consulta, vendo a atitude como uma violação das normas de confiança que regem as relações monetárias transatlânticas desde a era Bretton Woods
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A BlackRock avaliou que os EUA venderem euros por ienes sem avisar as autoridades europeias está aumentando os riscos geopolíticos e diminuindo ainda mais o apelo dos títulos públicos de longo prazo. A gestora de ativos observou que, embora a intervenção no iene provavelmente não prejudique diretamente os títulos do governo europeu, a natureza surpreendente da operação prejudica a coordenação financeira transatlântica num momento de elevada tensão geopolítica. James Turner, diretor global de renda fixa para a região EMEA da BlackRock, disse que a manobra surpresa mostra que os países estão se tornando "um pouco menos cooperativos" .
O Japão confirmou que "não hesitará em tomar novas medidas", com o Ministério das Finanças declarando explicitamente sua prontidão para intervenções adicionais . O Tesouro dos EUA informou aos bancos antes da operação de 31 de julho que deveriam "se preparar para ações futuras" em relação a uma possível intervenção no iene
. Bessent declarou publicamente que os EUA apoiaram a medida do Japão porque um iene estável é fundamental para o comércio regional e a estabilidade financeira, alertando que uma nova fraqueza do iene poderia pressionar outras moedas asiáticas e contribuir para desvalorizações competitivas
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