Veja exatamente o que a McLaren pagou e como planeja se recuperar.
Após vencer o campeonato de construtores de 2024, a taxa de inscrição da McLaren na FIA para 2025 mais que dobrou, chegando a US$ 6,12 milhões — quase o mesmo que a equipe pagou nas três temporadas anteriores juntas . A estrutura de taxas cobra do campeão de construtores um valor por ponto mais alto (US$ 8.161 por ponto) do que as outras nove equipes (US$ 6.799 por ponto) .
Depois do título duplo de 2025, com 833 pontos marcados pela McLaren , a taxa projetada para 2026 subiu novamente, para aproximadamente US$ 7,7 milhões . Para efeito de comparação, a taxa de inscrição da McLaren para 2025 sozinha foi maior do que a paga por Aston Martin, Alpine, Haas, RB, Williams e Sauber juntas .
O custo mais prejudicial foi o tempo de engenharia. A equipe técnica da McLaren precisou continuar desenvolvendo o carro de 2025 até o fim da temporada para segurar o avanço tardio de Max Verstappen, o que significou que o trabalho no MCL40 de 2026 começou depois do que rivais como Mercedes e Ferrari .
As primeiras direções de design para os regulamentos de 2026 se mostraram erradas. Stella admitiu que a McLaren adotou "algumas direções, de um ponto de vista conceitual, que... estamos redirecionando", o que custou de um a dois meses de desenvolvimento . Isso se transformou em um déficit de três meses em relação à Mercedes, atual referência do grid .
O MCL40 estreou mais pesado que o alvo, forçando a equipe a gastar recursos no início da temporada para reduzir peso em vez de ganhar desempenho . O carro também sofreu com alto arrasto aerodinâmico, déficit de downforce em relação à Mercedes, dificuldades com a temperatura dos pneus e até erros de cálculo no consumo de combustível .
Em meados de 2026, a McLaren havia caído para a quarta posição. Norris descreveu o carro como "um dos mais difíceis que já dirigi" .
O diretor técnico Neil Houldey confirmou que a McLaren continua "descobrindo desempenho" e tem mais atualizações planejadas para o segundo semestre da temporada de 2026 . Um grande pacote de atualizações, que estreou entre as corridas de Miami e Montreal, mostrou potencial, e mais novidades estão por vir .
A equipe está reformulando sua abordagem aerodinâmica — um processo que, segundo Stella, leva "um ou dois meses" para convergir — com o objetivo de fechar a diferença para a frente . A McLaren está se afastando das direções conceituais que se mostraram incorretas durante o desenvolvimento inicial de 2026 .
Em agosto de 2025, a McLaren assinou com a Mastercard como patrocinadora máster em um acordo de longo prazo avaliado em US$ 100 milhões por temporada — um dos maiores acordos de patrocínio da história da F1 . Esse fluxo de receita ajuda a compensar o aumento dos custos e financia a briga pelo desenvolvimento dentro do teto orçamentário de US$ 215 milhões .
A McLaren criou um grupo dedicado na fábrica para estudar a melhor forma de explorar as unidades de potência de 2026, que têm uma divisão de aproximadamente 50:50 entre energia de combustão e elétrica — uma mudança enorme em relação ao equilíbrio anterior de 80:20 . A equipe reconheceu que está atrás da equipe de fábrica da Mercedes na exploração da unidade de potência e está trabalhando para reduzir essa diferença .
Stella foi sincero ao dizer que as chances da McLaren de defender qualquer um dos campeonatos em 2026 são "pequenas" sem uma recuperação séria, mas a equipe aposta em alcançar o pelotão da frente na parte final da temporada . O caminho de volta ao topo passa pelo ciclo de atualizações após a pausa de verão e um conceito aerodinâmico redirecionado — além do poder financeiro para sustentar esse esforço.