Cherniak disse à Reuters em 5 de agosto de 2026 que a Rússia planeja basear a unidade — composta por aproximadamente 90 militares norte-coreanos — na região de Voronezh, no oeste da Rússia, a cerca de 150 km da fronteira ucraniana . Os militares serão integrados à 112ª Brigada de Mísseis da Rússia .
Pyongyang já enviou um novo lote de 40 mísseis balísticos de curto alcance KN-23 e KN-24, junto com as equipes de operação . A configuração final do envio e o número total de mísseis serão definidos durante negociações de alto nível entre Moscou e Pyongyang, agendadas para setembro de 2026 .
Após uma pausa de quase um ano, os mísseis norte-coreanos reapareceram no campo de batalha no final de julho de 2026:
O envio da unidade de mísseis é o passo mais recente no que analistas descrevem como uma aliança militar em escalada constante:
Até o final de 2024, a Coreia do Norte havia fornecido à Rússia cerca de 12 milhões+ de projéteis de artilharia (122 mm e 152 mm) . A inteligência ucraniana avalia que a Coreia do Norte agora fornece 25–40% de todas as munições de artilharia usadas pelas forças russas . Em março de 2026, as estimativas já haviam crescido para aproximadamente 15 milhões de projéteis .
O presidente Zelensky afirmou no final de julho de 2026 que a Rússia está se preparando para receber um influxo de aproximadamente 30.000 soldados norte-coreanos adicionais, com bases sendo estabelecidas no oblast de Voronezh . Isso se somaria aos 14.000–15.000 soldados norte-coreanos já enviados à Rússia, que atuaram principalmente em funções de apoio e ajudaram a deslocar forças ucranianas do oblast de Kursk, na Rússia .
Em junho de 2024, Putin e Kim assinaram um Tratado de Parceria Estratégica Abrangente que inclui uma cláusula de assistência militar mútua . A Rússia e a Coreia do Norte estão agora finalizando sua primeira ponte rodoviária direta sobre o rio Tumen, que, segundo analistas, foi projetada para mover tropas e munições discretamente para a Rússia . A ponte estava originalmente prevista para ser inaugurada em 19 de junho de 2026, mas foi adiada, pois a Rússia não concluiu seu lado da travessia .
Em abril de 2026, Rússia e Coreia do Norte concordaram com uma cooperação militar de "longo prazo" . Relatos indicam que eles estão negociando um plano de cooperação militar de cinco anos (2027–2031) cobrindo transferências de armas, intercâmbios de tecnologia, treinamento conjunto e rotações de pessoal . Kim Jong-un declarou publicamente que a Coreia do Norte "continuará a apoiar as políticas da Rússia" e enfatizou a necessidade de fortalecer as relações militares com Moscou .
As evidências apontam para uma parceria militar em rápida escalada que passou de remessas secretas de artilharia para o envio de unidades dedicadas de mísseis norte-coreanos e milhares de soldados dentro da Rússia, com infraestrutura permanente sendo construída para sustentar essa cooperação por anos.