Diante de uma rota marítima comercial paralisada, o Irã vem desenvolvendo ativamente canais de exportação alternativos. Em 4 de agosto de 2026, Mohammad-Ali Dehgan, chefe da Organização de Promoção Comercial do Irã e conselheiro econômico de alto escalão, anunciou que o Irã está explorando o uso de dois portos paquistaneses — Karachi e Gwadar — para manter o comércio ativo diante do bloqueio americano a seus próprios portos .
O Irã já havia estabelecido seis corredores de comércio terrestre através do Paquistão a partir de abril de 2026, incluindo a rota Gwadar–Gabd, que pode reduzir o tempo de trânsito em até 87% . Em abril de 2026, 3.000 contêineres estavam retidos no Paquistão aguardando para entrar no Irã
, e mais de 14.000 toneladas métricas de carga já haviam sido transportadas através dos novos corredores comerciais Irã-Paquistão-China até julho
. O Irã também está usando portos do Mar Cáspio, rotas de caminhões através da Turquia e do Cáucaso, e uma conexão ferroviária com a China como alternativas adicionais
. Estima-se que o Irã possa desviar até 40% de seu comércio marítimo habitual para rotas terrestres
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A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) respondeu ao bloqueio com ameaças crescentes. Em 15 de julho de 2026, a IRGC ameaçou fechar "todas as outras rotas de exportação que beneficiam os EUA e seus aliados", declarando: "As exportações regionais de energia são compartilhadas por todos ou negadas a todos" . A IRGC ameaçou especificamente atingir as rotas de exportação de energia dos aliados regionais de Washington se as restrições às exportações de petróleo e gás do Irã continuarem
. Analistas observam que o Irã pode usar seus aliados houthis no Iêmen para fechar a passagem de Bab el-Mandeb para o Mar Vermelho, abrindo uma nova frente contra Washington
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Em 1º de agosto de 2026, o major-general Ali Abdollahi, chefe do comando militar de guerra do Irã, advertiu os EUA contra "avivar as chamas de uma guerra regional em grande escala", enquanto um alto funcionário iraniano afirmou que o Irã apertará ainda mais o cerco no Estreito de Ormuz se o bloqueio continuar . Um ex-comandante da IRGC emitiu ameaças adicionais contra as forças dos EUA em 4 de agosto de 2026
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Um acordo de cessar-fogo foi firmado em meados de junho de 2026, com um Memorando de Entendimento (MOU) de 14 pontos assinado no G7 na França . Os EUA suspenderam o bloqueio em 18 de junho, e o tráfego foi brevemente retomado
. Mas as negociações rapidamente fracassaram. Em 1º de julho de 2026, uma rodada de negociações indiretas em Doha terminou sem sinais de avanço rumo a uma paz duradoura; os negociadores ainda discutiam questões supostamente resolvidas duas semanas antes
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Em 13 e 14 de julho de 2026, o presidente Trump reimpôs o bloqueio e ameaçou bombardear pontes e usinas de energia no Irã caso as negociações não fossem retomadas . Os EUA também propuseram uma tarifa de 20% sobre todas as mercadorias que passassem por Ormuz
. Em 4 de agosto de 2026, o Catar afirmou que os mediadores haviam feito algum progresso nos esforços para encerrar a crise, mas o status das negociações permanecia incerto
. O secretário do Tesouro, Bessent, sugeriu que um acordo poderia ser alcançado "em dias"
, mas, em 5 de agosto de 2026, o Irã declarou que não tem planos de realizar negociações diretas com Washington, apesar de Trump afirmar que as negociações começariam. As únicas conversas do Irã são com Omã sobre uma possível rota marítima temporária
. O secretário Rubio afirmou que houve "progresso", mas não há nenhum avanço verificado.
A crise continua altamente volátil, com os preços globais de energia sob risco, enquanto o ponto de estrangulamento mais vital para o petróleo mundial permanece em grande parte fechado.