Infraestrutura dos Estados do Golfo: O Irã expandiu seus ataques para além de suas fronteiras, atingindo refinarias, terminais de petróleo e instalações de gás na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e Kuwait . Relatórios indicam que de 30% a 40% da capacidade de refino do Golfo foi danificada ou destruída
.
Frente Rússia-Ucrânia: A Ucrânia manteve um "ritmo implacável" de ataques às cadeias de fornecimento de petróleo da Rússia. Só em julho de 2026, grandes refinarias, petroleiros e infraestrutura de oleodutos russos foram atingidos pelo menos 30 vezes, aumentando a incerteza global sobre a oferta russa .
Trocas Diretas entre EUA e Irã: Os combates pelo Estreito de Ormuz continuaram até meados de julho, com os EUA atacando centros de comando e defesa aérea iranianos, enquanto o Irã continua a ameaçar o tráfego marítimo .
A crise não é apenas sobre a oferta de petróleo bruto — é cada vez mais uma crise de combustíveis refinados.
Os números da oferta são gritantes, conforme resumido na tabela abaixo.
A Ásia é a região mais exposta nesta crise, dada sua forte dependência das importações de petróleo bruto do Oriente Médio que transitam pelo Estreito de Ormuz .
O choque energético está se espalhando pela economia global, levantando o espectro de uma recessão.
Esta é a maior crise de fornecimento de petróleo da história moderna em volume de interrupção. Apenas a guerra no Oriente Médio removeu ~8 milhões de bpd em seu pico, e a campanha da Ucrânia contra as refinarias russas adiciona um segundo vetor de destruição da oferta. A Ásia está arcando com o peso dos danos econômicos, e o risco de recessão é material para economias dependentes de importação se os conflitos persistirem até 2027. A dinâmica incomum de grandes perdas de oferta com aumentos de preços apenas moderados complica o sinal tradicional de recessão, mas o déficit de volume em si já está pesando sobre a atividade industrial em toda a Ásia e Europa.