Dois experimentos de julho ampliam os limites da pesquisa com fluidos quânticos
Uma equipe usou ondas sonoras e interferometria de fônons de Sagnac para investigar a estrutura microscópica de um gás de Fermi superfluido, incluindo pares de Cooper e circulação quantizada [25], [18]. Outro grupo operou remotamente um condensado de Bose Einstein pela plataforma Oqtant e confirmou o comportamento c...
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Uma equipe usou ondas sonoras e interferometria de fônons de Sagnac para investigar a estrutura microscópica de um gás de Fermi superfluido, incluindo pares de Cooper e circulação quantizada [25], [18].
Outro grupo operou remotamente um condensado de Bose Einstein pela plataforma Oqtant e confirmou o comportamento contraintuitivo do tunelamento anômalo em excitações coletivas [5], [7].
Em conjunto, os resultados apontam para uma física quântica mais acessível, na qual equipamentos experimentais avançados podem ser usados por pesquisadores sem um laboratório próprio [5], [7].
What two independent quantum fluid experiments — one using sound waves to probe a superfluid Fermi gas's internal pairing structure and anotConceptual illustration of quantum fluid experiments: sound waves (phonons) traveling through a superfluid Fermi gas (left) and a cloud-accessible platform enabling remote BEC experiments (right).
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Dois experimentos independentes publicados em julho de 2026 avançaram o estudo de fluidos quânticos — e chamaram atenção por motivos diferentes. No primeiro, pesquisadores “escutaram” a estrutura interna de um gás de Fermi superfluido usando ondas sonoras. No segundo, físicos teóricos observaram remotamente um efeito inesperado de tunelamento em um condensado de Bose-Einstein (BEC, na sigla em inglês), sem precisar operar diretamente um aparato em laboratório.
Como o som pode revelar a estrutura de um superfluido
Publicado em Nature Physics em 17 de julho de 2026, o primeiro trabalho foi realizado por pesquisadores do Laboratório Europeu de Espectroscopia Não Linear (LENS), do Instituto Nacional de Óptica do CNR e das universidades de Florença, Trieste e Trento , . A equipe desenvolveu uma técnica baseada na propagação do som para investigar a estrutura microscópica de um gás de Fermi superfluido.
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Uma equipe usou ondas sonoras e interferometria de fônons de Sagnac para investigar a estrutura microscópica de um gás de Fermi superfluido, incluindo pares de Cooper e circulação quantizada [25], [18].
Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
Uma equipe usou ondas sonoras e interferometria de fônons de Sagnac para investigar a estrutura microscópica de um gás de Fermi superfluido, incluindo pares de Cooper e circulação quantizada [25], [18]. Outro grupo operou remotamente um condensado de Bose Einstein pela plataforma Oqtant e confirmou o comportamento contraintuitivo do tunelamento anômalo em excitações coletivas [5], [7].
O que devo fazer a seguir na prática?
Em conjunto, os resultados apontam para uma física quântica mais acessível, na qual equipamentos experimentais avançados podem ser usados por pesquisadores sem um laboratório próprio [5], [7].
O método, chamado interferometria de fônons de Sagnac, mede como ondas sonoras — ou fônons — se deslocam dentro de um superfluido em rotação. A ideia lembra o efeito Doppler: assim como a sirene de uma ambulância parece mudar de tom quando o veículo se aproxima ou se afasta, a rotação do superfluido altera a fase das ondas. Essa mudança permite inferir o momento angular do sistema , .
O que a técnica revela
Pares de Cooper: ao analisar a propagação do som, os pesquisadores conseguem obter informações indiretas sobre o mecanismo de emparelhamento dos férmions. Esses pares, conhecidos como pares de Cooper, estão na base da superfluidez fermiônica e também ajudam a explicar a supercondutividade em determinados materiais . A estrutura desses pares é difícil de investigar diretamente.
Circulação quantizada: a interferometria de Sagnac oferece uma nova maneira de detectar vórtices quantizados e a circulação quantizada, uma característica marcante dos superfluidos fermiônicos . Segundo o contexto do estudo, foi a primeira detecção desse tipo de circulação em um sistema fermiônico fortemente correlacionado usando o som.
O resultado abre uma nova janela para o estudo da matéria quântica: em vez de depender apenas de medições convencionais, os pesquisadores podem usar ondas sonoras como uma espécie de “sonda” para sistemas cuja estrutura interna é difícil de observar .
Um experimento quântico realizado pela nuvem
O segundo avanço foi publicado em Communications Physics em 31 de julho de 2026. Os físicos teóricos Ippei Danshita, da Kindai University, e Daichi Kagamihara, da Chuo University, usaram a Oqtant, uma plataforma acessível pela nuvem para experimentos com BECs, fornecida pela empresa Infleqtion , .
Um condensado de Bose-Einstein é um estado da matéria formado quando átomos são resfriados a temperaturas extremamente baixas e passam a se comportar de maneira coletiva. Nesse trabalho, os pesquisadores controlaram remotamente uma configuração experimental para observar como o tunelamento anômalo afeta as excitações coletivas do condensado , . O estudo foi apresentado como o primeiro resultado científico revisado por pares produzido por meio da plataforma Oqtant .
O que é o tunelamento anômalo?
No tunelamento quântico comum, a probabilidade de uma partícula atravessar uma barreira tende a diminuir à medida que sua energia cai. No tunelamento anômalo de um BEC, ocorre o contrário: ondas sonoras de baixa energia, que são excitações coletivas do condensado, podem atravessar barreiras altas com eficiência praticamente perfeita. Quando a energia se aproxima de zero, a probabilidade de transmissão tende a um .
As observações experimentais coincidiram com as previsões teóricas, confirmando esse comportamento contraintuitivo . O fenômeno pode ser relevante além dos condensados de Bose-Einstein: previsões indicam que efeitos semelhantes também podem aparecer em materiais como os ímãs, o que amplia o interesse do resultado para a física da matéria condensada .
O que muda quando o laboratório vai para a nuvem
Além dos resultados sobre superfluidos e tunelamento, o experimento com o BEC aponta para uma mudança na forma de fazer ciência. Experimentos tradicionais com átomos ultrafrios exigem equipamentos sofisticados, infraestrutura própria e anos de treinamento especializado. Na prática, isso dificulta que físicos teóricos testem experimentalmente suas próprias previsões .
A Oqtant reduz essa barreira ao permitir que pesquisadores projetem e executem experimentos remotamente, usando uma instalação experimental conectada à internet , . Assim, não é necessário construir e operar um laboratório completo para investigar questões avançadas da física quântica.
Os pesquisadores afirmaram que esse modelo pode ampliar significativamente o que físicos teóricos conseguem fazer e funcionar como um catalisador para levar outras instalações experimentais de ponta para a nuvem . A lógica é semelhante à dos serviços de computação quântica oferecidos remotamente por empresas como IBM e Google, mas aplicada a equipamentos físicos capazes de produzir e manipular sistemas quânticos .
Dois caminhos para observar o invisível
Os experimentos são independentes, mas têm um ponto em comum. O primeiro transforma o som em ferramenta para investigar a dinâmica interna de um superfluido fermiônico. O segundo transforma uma instalação experimental complexa em um recurso que pode ser acessado remotamente.
Juntos, os trabalhos não apenas aprofundam o conhecimento sobre pares de Cooper, circulação quantizada e tunelamento quântico. Eles também sugerem uma mudança de escala na pesquisa: equipamentos antes restritos a grupos com laboratórios especializados podem, gradualmente, tornar-se acessíveis a uma comunidade científica mais ampla.
nist.gov
Recent Experiments with Bose-Condensed Gases at JILA | NIST