Brasil – Soja com queda de ~2,7%
A S&P Global reporta que a produção de soja brasileira deve cair na safra 2026-27 . O Rabobank projeta que o crescimento da produção de soja no Brasil vai "desacelerar consideravelmente" em relação à taxa histórica anual de 3-4%
. A previsão do Rabobank para a colheita 2026/27 é de 178 milhões de toneladas, ante 182 milhões em 2025/26
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Brasil – Milho também sob risco
O Bank of America afirma que a safra de milho do Brasil está "altamente exposta" e deve cair aproximadamente 10% na comparação anual .
O impacto financeiro dessas quedas de safra já está sendo precificado pelos mercados. O Goldman Sachs projeta um salto de 15,8% nos preços globais de commodities alimentícias devido à força deste El Niño . O banco alerta que isso pode levar a inflação de alimentos nos países do G7 a dois dígitos até 2027
. As consequências, segundo o Goldman Sachs, podem levar até o segundo semestre de 2028 para serem "totalmente percebidas"
.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o El Niño se desenvolveu no início de julho e espera que ele "domine os padrões climáticos globais na temporada de agosto a outubro de 2026", impulsionando temperaturas acima do normal e grandes mudanças nas chuvas .
A OMM alerta para menores chuvas e temperaturas mais altas na Austrália, Indonésia, Índia, partes do Sul da Ásia e norte da América do Sul, enquanto partes da América do Norte e sul da América do Sul podem ter chuvas excessivas e inundações .
A S&P Global observa que o evento intensificará tanto a seca quanto as chuvas fortes em diferentes regiões, com Austrália, Brasil, Índia e Sudeste Asiático enfrentando os maiores riscos de baixa .
Somando-se à pressão global sobre a oferta, uma forte onda de calor atinge os celeiros agrícolas do norte e leste da China, colocando as lavouras de milho, arroz e algodão em risco elevado de danos durante estágios críticos de crescimento (milho no enchimento de grãos, algodão na formação de capulhos) . Temperaturas entre 35°C e 40°C persistem em regiões produtoras-chave
.
As autoridades meteorológicas estatais da China alertaram sobre o aumento dos riscos de clima extremo devido ao forte El Niño . A província de Shandong, responsável por cerca de 10% da produção de milho da China, advertiu que as altas temperaturas e a umidade aumentam o risco de redução da produtividade
. Isso agrava a pressão interna sobre a oferta e pode forçar uma maior demanda por importações, apertando ainda mais os mercados globais de grãos.
A situação não está isenta de ressalvas importantes. A gravidade do impacto final dependerá de vários fatores moderadores: