O campo COSMOS, localizado na constelação de Sextans, foi escolhido a dedo. Ele fica longe do plano abarrotado da Via Láctea, oferecendo uma visão limpa e sem obstrução de poeira para o universo profundo . O resultado é uma paisagem celeste lotada:
Diferente de uma foto comum, essa imagem é um mosaico profundo. Os cientistas empilharam e combinaram centenas de observações individuais capturadas pelo sensor de 3,2 gigapixels da LSST Camera. Essa técnica, chamada de 'co-adição' (co-adding), permite revelar objetos extremamente fracos que uma única imagem não seria capaz de capturar . O campo inteiro cobre aproximadamente 3 graus do céu .
Para os astrônomos, o COSMOS funciona como uma 'máquina do tempo' e um campo de provas.
Esta imagem pertence ao Early Data Preview 2 (EDP2), que é a primeira fase do Data Preview 2 (DP2) . O EDP2 combina observações de validação científica coletadas entre abril de 2025 e janeiro de 2026. Ele fornece imagens profundas que cobrem 3.000 graus quadrados do céu noturno — aproximadamente um sexto de todo o Hemisfério Sul visível . O DP2 completo, que adicionará imagens individuais de cada visita e imagens de diferença, está previsto para outubro a dezembro de 2026 . Os dados do EDP2 já estão disponíveis para a comunidade científica desde 27 de julho de 2026 .
O campo COSMOS é uma das regiões que o Rubin observará com mais frequência do que a maioria das áreas incluídas no Legacy Survey of Space and Time (LSST) . Nos próximos anos, visitas repetidas vão criar uma vista ainda mais profunda, revelando galáxias mais tênues e detalhes mais finos . Além disso, essa varredura constante permitirá aos cientistas descobrir e estudar uma infinidade de objetos transitórios e variáveis — como supernovas e outras explosões cósmicas — demonstrando todo o poder do observatório para a descoberta .
Seguindo a política de acesso aberto do Rubin, os dados do EDP2 já estão disponíveis para astrônomos de todo o mundo . As operações completas do LSST começaram em meados de 2026, e o levantamento de 10 anos produzirá liberações anuais de dados. A primeira grande liberação (DR1) seguirá a política padrão de acesso público imediato após o processamento .