O gatilho imediato foi uma sequência de ataques com drones e mísseis iranianos contra forças dos EUA e estruturas de países aliados. A situação foi agravada pela queda de uma trégua considerada frágil, pela interrupção dos esforços diplomáticos e pela expansão dos confrontos para áreas como o Iraque, o Kuwait, a Arábia Saudita e o entorno do Canal de Suez.
Os avisos também refletem riscos práticos para quem está na região: cancelamentos repentinos de voos, fechamento temporário de espaços aéreos e interrupções mais amplas no transporte . Em comunicados, as autoridades americanas afirmaram que o Irã já havia atacado infraestrutura civil e crítica, incluindo hotéis, aeroportos, instalações diplomáticas e outros locais civis .
Até o início de agosto de 2026, o conflito seguia em escalada ativa e não havia um cessar-fogo em vigor. Os principais acontecimentos são os seguintes.
Uma trégua estabelecida anteriormente começou a ruir no início de junho, depois que drones iranianos atingiram o principal aeroporto do Kuwait. O ataque danificou um terminal, deixou uma pessoa morta e provocou vários feridos, enquanto os Estados Unidos realizavam ataques perto do Estreito de Ormuz .
Em 28 de junho, o Irã lançou novos ataques com drones e mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, em resposta a ataques aéreos americanos . Em 8 de julho, Teerã acusou Washington de violar o acordo de paz. Donald Trump, por sua vez, declarou que o cessar-fogo estava, na prática, encerrado .
O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, viajou a Teerã levando uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente Donald Trump. Autoridades iranianas rejeitaram a iniciativa, segundo relatos citados pelas fontes, por avaliarem que o país tinha vantagem naquela fase do conflito .
Os detalhes completos da proposta não foram divulgados. Relatos indicaram, porém, que Teerã não demonstrou interesse em um acordo temporário que não resolvesse questões centrais, incluindo o controle do Estreito de Ormuz .
Por volta de 25 e 26 de julho, os Estados Unidos interromperam os ataques contra o Irã por dois dias consecutivos. Teerã afirmou que também havia suspendido suas ações durante o mesmo período, enquanto continuavam as tentativas de retomar as negociações .
As razões exatas para a pausa não ficaram claras. Como ela não resultou em um acordo duradouro, os combates voltaram a se intensificar nos dias seguintes.
O Irã atacou repetidamente o Kuwait com drones e mísseis. Em 3 de junho, drones iranianos danificaram um terminal do principal aeroporto do país, causando uma morte e deixando várias pessoas feridas . Em 31 de julho, Teerã afirmou que o alvo específico de uma nova ação havia sido o contingente militar americano no Kuwait .
A presença de forças americanas no país tornou o território kuwaitiano um dos pontos mais sensíveis da escalada no Golfo Pérsico.
Em 30 de julho, um drone atingiu um porto egípcio próximo ao Canal de Suez, abrindo uma nova frente de preocupação. No mesmo dia, os militares americanos disseram ter realizado uma operação de duas horas contra dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, incluindo centros de comando e instalações de drones .
Segundo o relato americano, a operação ocorreu depois que Teerã lançou mísseis balísticos contra forças dos EUA no Oriente Médio . A proximidade do incidente com uma das principais rotas marítimas do mundo aumentou a preocupação com os efeitos regionais e logísticos do conflito.
Em 29 de julho, a Arábia Saudita se juntou aos Estados Unidos em ataques aéreos contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque. Washington e Riad disseram que a ação foi uma retaliação a ataques com drones contra instalações de petróleo sauditas .
Foi a primeira participação pública da Arábia Saudita em ataques ao lado dos EUA durante o conflito. Até então, o reino havia evitado assumir diretamente esse papel por seis meses . A entrada aberta de Riad ampliou ainda mais o número de países envolvidos ou afetados pela guerra.
O alerta mundial de 22 de julho pediu que americanos em todo o planeta adotassem maior cautela, não apenas os que estavam no Oriente Médio . Os comunicados das embaixadas mencionaram a possibilidade de que o Irã atacasse interesses americanos além da região, além de instalações diplomáticas e infraestrutura crítica.
O risco apontado pelas autoridades inclui não só ataques físicos, mas também consequências imediatas para viagens internacionais, como suspensão de rotas, fechamento de espaços aéreos e cancelamentos de voos. A avaliação americana se baseia na disposição demonstrada pelo Irã de atingir aliados dos EUA no Golfo e no fracasso das alternativas diplomáticas que poderiam conter a escalada .
A recomendação de “considerar a saída” não equivale, necessariamente, a uma ordem geral de evacuação. Ela indica que cidadãos americanos devem avaliar a possibilidade de deixar a região enquanto ainda houver voos e rotas disponíveis, além de se preparar para uma eventual piora repentina da segurança.
As embaixadas orientaram os cidadãos a acompanhar os alertas da missão diplomática mais próxima, verificar diretamente o status dos voos com as companhias aéreas e seguir as instruções das autoridades locais .
O quadro descrito pelas fontes, portanto, é de conflito aberto, diplomacia paralisada e risco de expansão para novos territórios. Foi essa combinação — e não um único ataque isolado — que levou os Estados Unidos a elevar os avisos e a recomendar que seus cidadãos estivessem prontos para deixar o Oriente Médio.