Crise migratória em Ceuta: mais de 49 mil cruzaram a fronteira, 67 mortos, e a reforma da UE é cobrada por Madri
Correção importante: o incidente ocorreu entre 30 e 31 de julho de 2026, e não em maio. Cerca de 49 mil a 60 mil migrantes entraram em Ceuta, vindos do Marrocos, em 24 horas, a maioria a nado pelo quebra mar de Tarajal ou a pé pela costa.
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Correção importante: o incidente ocorreu entre 30 e 31 de julho de 2026, e não em maio.
Cerca de 49 mil a 60 mil migrantes entraram em Ceuta, vindos do Marrocos, em 24 horas, a maioria a nado pelo quebra mar de Tarajal ou a pé pela costa.
Pelo menos 67 pessoas morreram; 18 no primeiro dia, número que subiu nos dias seguintes conforme mais corpos eram recuperados.
Espanha enviou militares, e o premiê Pedro Sánchez foi a Ceuta. Autoridades expulsaram mais de 25 mil migrantes de volta ao Marrocos.
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Aqui estão os principais fatos sobre a crise migratória em Ceuta, com base nas evidências disponíveis.
Correção sobre a data: o incidente ocorreu em 30 e 31 de julho de 2026, e não em maio. O fluxo começou na quinta-feira, 30 de julho, e os principais eventos se desenrolaram até 1º de agosto.
A dimensão da travessia
O Ministério do Interior da Espanha informou que cerca de 49 mil migrantes cruzaram a fronteira do Marrocos para Ceuta em um período de 24 horas, em 30 de julho, a maioria nadando ao redor do quebra-mar de Tarajal ou atravessando a pé pela orla . Outras fontes citam números de .
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Correção importante: o incidente ocorreu entre 30 e 31 de julho de 2026, e não em maio.
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Correção importante: o incidente ocorreu entre 30 e 31 de julho de 2026, e não em maio. Cerca de 49 mil a 60 mil migrantes entraram em Ceuta, vindos do Marrocos, em 24 horas, a maioria a nado pelo quebra mar de Tarajal ou a pé pela costa.
O que devo fazer a seguir na prática?
Pelo menos 67 pessoas morreram; 18 no primeiro dia, número que subiu nos dias seguintes conforme mais corpos eram recuperados.
Até 1º de agosto, o Ministério do Interior da Espanha disse que mais de 25 mil migrantes que chegaram à fronteira foram enviados de volta ao Marrocos, com mais de 150 sendo removidos por minuto .
Número de mortos
O número confirmado de mortos aumentou ao longo dos dias. Pelo menos 18 pessoas morreram no primeiro dia . O número subiu para pelo menos 57 e depois para pelo menos 67 à medida que mais corpos eram recuperados . O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, anunciou 67 mortes em 1º de agosto .
A resposta imediata da Espanha
Envio de militares: a Espanha mobilizou militares adicionais para Ceuta para restaurar a ordem na fronteira .
Visita de Sánchez: o primeiro-ministro Pedro Sánchez viajou para Ceuta na manhã de 31 de julho, acompanhado pelo ministro do Interior Grande-Marlaska .
Repatriação em massa: as autoridades espanholas realizaram devoluções sumárias em massa de migrantes para o Marrocos, expulsando mais de 25 mil .
Causa: decisão do Supremo Tribunal explorada por contrabandistas
Em 8 de abril de 2026, o Supremo Tribunal da Espanha decidiu que migrantes que chegam por mar não poderiam ser deportados sumariamente, ao contrário dos que entram por terra ou pela cerca . Essa distinção legal foi explorada por redes de contrabando.
Sánchez culpou "grupos mafiosos" e redes criminosas por espalharem boatos — amplificados por redes sociais e aplicativos de mensagens — de que a Espanha teria aberto suas fronteiras, distorcendo deliberadamente a decisão judicial para provocar uma corrida em massa .
Os contrabandistas diziam aos migrantes que, se chegassem ao solo espanhol pelo mar, não poderiam ser mandados de volta, o que impulsionou o fluxo .
Divisões na UE: reações "egoístas, polarizadoras e ilegais"
Sánchez condenou a resposta de alguns países-membros da UE, classificando suas ações como "egoístas, polarizadoras e ilegais" e motivadas por política interna de curto prazo .
A Itália suspendeu o acordo de livre circulação Schengen com a Espanha por um mês, fechando as fronteiras aérea e marítima, anunciado pela primeira-ministra Giorgia Meloni em 31 de julho . A Espanha convocou o embaixador italiano em protesto .
A França reforçou os controles fronteiriços com a Espanha e mobilizou uma força de intervenção rápida nas fronteiras .
A ministra do Interior da Finlândia, Mari Rantanen, disse que, como "a Espanha falhou completamente em proteger a fronteira externa do Espaço Schengen", todos os países da UE deveriam restabelecer os controles de fronteira ; Finlândia e Dinamarca pediram a suspensão total de Schengen para a Espanha .
A Alemanha também reforçou os controles fronteiriços com a Espanha .
22 dos 27 países-membros da UE assinaram uma carta iniciada pela Itália e Dinamarca pedindo uma reunião de emergência sobre a resposta migratória do bloco .
A defesa da Espanha sobre seu histórico de fronteira
O Ministério das Relações Exteriores da Espanha defendeu seu histórico, apontando dados da Frontex que mostram a Espanha como um dos membros mais eficazes da UE no gerenciamento da migração irregular e das devoluções . Madri insistiu que a pressão sobre Ceuta foi causada por desinformação criminal, não por uma falha na aplicação da fronteira espanhola .
Um ex-alto funcionário espanhol da UE descartou a suspensão de Schengen pela Itália como legalmente duvidosa e politicamente motivada .
Pedido de reunião de emergência da UE
Em resposta ao que chamou de reação "egoísta, polarizadora e ilegal" de alguns países-membros, Sánchez exigiu uma videoconferência urgente de todos os ministros do Interior da UE para coordenar uma resposta unificada . Em 1º de agosto, a UE enfrentava pressão crescente para realizar negociações políticas de emergência .
abcnews.comAt least 67 dead after thousands of migrants cross into Ceuta: Officials