No início da temporada, Newey havia reconhecido que o sucesso da grande atualização em Budapeste poderia ser um fator crítico na decisão de Alonso . No entanto, após a atualização ser testada, o tom mudou para confiança, dizendo à imprensa que o entusiasmo de Alonso com o projeto lhe dá fé de que a relação continuará .
O contrato de Alonso vai até o final de 2026, e ele disse que decidirá sobre 2027 durante a pausa de verão . Suas declarações públicas mostram suas prioridades:
Resumindo: Alonso está comprometido com a equipe. A dúvida é se um piloto de 45 anos, sem nada a provar, quer continuar pilotando um carro que ele mesmo admite ser pouco competitivo e fisicamente desgastante .
Para qualquer métrica objetiva, a temporada 2026 da Aston Martin foi desastrosa . As estatísticas oficiais após as primeiras nove etapas são sombrias :
A troca dos motores Mercedes (clientes) para a parceria de fábrica com a Honda saiu pela culatra. O novo motor Honda RA626H gerou vibrações severas que danificavam repetidamente as baterias e causavam falhas de confiabilidade, além de um enorme desconforto físico para Alonso e Stroll, por vezes limitando suas milhas dentro do cockpit . A Honda correu para aplicar contramedidas no GP de Miami, mas mesmo após as modificações, "a diferença de desempenho continuou aumentando" e a recém-chegada Cadillac ultrapassou a Aston Martin na classificação . No GP da Bélgica, até a Cadillac mais lenta no treino classificatório foi mais de dois segundos mais rápida que a Aston Martin mais veloz .
Os testes de pré-temporada foram os piores de qualquer equipe, com a Aston Martin completando o menor número de voltas — 334 voltas no total em seis dias, contra 821 da McLaren . O próprio Newey admitiu que o pacote AMR26 "foi montado em cima da hora" após atrasos na produção .
O GP da Hungria trouxe uma grande atualização de chassi (AMR26B) que a equipe esperava que os colocasse "de volta ao jogo" . Newey descreveu a atualização como potencialmente "crítica" para o futuro de Alonso . O foco foi uma reforma aerodinâmica e uma significativa redução de peso .
Relatos iniciais do fim de semana em Budapeste indicaram que a atualização funcionou como esperado, com Newey vendo "o fim de um pesadelo" . David Coulthard, após ver o carro, ficou encorajado com a direção e a usou como base para sua previsão otimista .
No entanto, a atualização não trouxe uma virada nos resultados. A Aston Martin continuou no fundo do pelotão, condizente com seu 10º lugar . O carro ainda estava cerca de dois segundos atrás do ritmo, com tempo adicional perdido pela unidade de potência . A atualização pareceu ser um passo na direção certa, mas muito pequeno em relação ao abismo que separa a Aston Martin do meio do pelotão.
O ex-piloto de F1 e vencedor de 13 GPs, David Coulthard, fez uma previsão ousadamente otimista de que a Aston Martin se tornará uma equipe vencedora dentro dos próximos dois anos . Falando no podcast Up to Speed:
No início da temporada, Coulthard também alertou que a equipe iria "se recuperar, mas com penalidades enormes" devido ao teto orçamentário, que limitaria o quanto eles poderiam gastar para sair do buraco .
Contexto e cautela: A visão de Coulthard é a mais otimista entre ex-pilotos, mas não é unânime. Outros comentaristas têm sido muito mais cautelosos; alguns sugeriram que pode levar até 2027 para ver uma melhora significativa . Um ex-apresentador da F1 chegou a identificar uma "bandeira vermelha" na trajetória de desempenho da equipe . O abismo entre a Aston Martin e as equipes da frente — às vezes de três a quatro segundos por volta — é imenso, e recuperar essa diferença sob um teto orçamentário é um desafio enorme .
A história da Aston Martin é de um contraste extremo: o ponto mais baixo da história em 2026 versus um potencial alto já em 2028. Alonso parece genuinamente comprometido com a equipe, mas sua decisão para 2027 dependerá se ele pessoalmente sente prazer em pilotar os carros da nova geração. Newey está confiante de que pode entregar o progresso necessário. Coulthard acredita que esse progresso levará a vitórias. A atualização na Hungria mostrou a direção, mas não a distância. O verdadeiro teste virá em 2027 e além, quando a influência de Newey se consolidar e a Honda resolver seus problemas fundamentais na unidade de potência.