O fato de a Rússia estar utilizando mísseis fabricados há apenas alguns meses é significativo. Segundo especialistas, isso sugere que Moscou está esgotando seus estoques pré-guerra, remanescentes da Guerra Fria, e agora depende de armas produzidas em "regime de emergência" para sustentar sua campanha . A capacidade da Rússia de reabastecer seu inventário de mísseis de cruzeiro de alta precisão está sob pressão, forçando o país a disparar projéteis recém-saídos da fábrica, em vez de usar suas reservas estratégicas
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O míssil entrou no espaço aéreo polonês na madrugada de quinta-feira, 30 de julho, durante um massivo bombardeio russo com mísseis contra o oeste da Ucrânia . O ataque envolveu mísseis balísticos e de cruzeiro, atingiu várias regiões ucranianas e matou ao menos oito pessoas
. O Kh-101 cruzou a fronteira perto da vila de Tarnawa-Kolonia, na região de Lublin, a aproximadamente 90–100 km da fronteira com a Ucrânia, abrindo uma cratera de 10 metros de diâmetro no solo
. Os radares poloneses rastrearam o objeto antes que ele desaparecesse das telas
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Na sexta-feira, 31 de julho, o Ministério das Relações Exteriores da Polônia convocou o embaixador russo, Georgy Mikhno, e entregou a ele uma nota de protesto formal pela violação do espaço aéreo . O primeiro-ministro Donald Tusk confirmou a convocação em sua conta no X: "Hoje, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador russo em conexão com o míssil que atingiu o território polonês ontem"
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A OTAN afirmou estar em contato próximo com as autoridades polonesas, e a aliança, juntamente com líderes europeus, culpou a Rússia pela violação do espaço aéreo . O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, disse que o incidente reforça a necessidade de continuar apoiando as defesas aéreas da Ucrânia. No entanto, a aliança não acionou o Artigo 5, tratando o ocorrido como uma incursão grave, mas isolada. O premiê Tusk aproveitou o incidente para defender publicamente que os aliados da OTAN forneçam baterias adicionais de mísseis Patriot à Ucrânia, argumentando que fortalecer o escudo antiaéreo ucraniano é a forma mais eficaz de evitar que mísseis perdidos atinjam o território polonês
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No dia seguinte ao acidente do míssil, na sexta-feira, 31 de julho, uma dupla de caças F-16 da Força Aérea Polonesa interceptou uma aeronave de reconhecimento russa Il-20 sobre o Mar Báltico . O ministro da Defesa, Kosiniak-Kamysz, informou que a interceptação ocorreu por volta do meio-dia, a aproximadamente 40 km ao norte da cidade costeira de Kołobrzeg
. O Il-20 voava em espaço aéreo internacional, sem plano de voo e com o transponder desligado, mas sem violar o espaço aéreo polonês
. Autoridades polonesas descreveram a ação como mais uma tentativa russa de testar a postura de defesa aérea da OTAN
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