Geek+: como os robôs chineses estão transformando os armazéns britânicos
A Geek+ já considera o Reino Unido seu maior mercado europeu, com robôs instalados em operações de Tesco, Asda, Next e THG Fulfil [1][6][7]. A escassez de trabalhadores, os custos crescentes e a pressão por entregas mais rápidas estão acelerando a automação dos armazéns britânicos [17][22][38].
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A Geek+ já considera o Reino Unido seu maior mercado europeu, com robôs instalados em operações de Tesco, Asda, Next e THG Fulfil [1][6][7].
A escassez de trabalhadores, os custos crescentes e a pressão por entregas mais rápidas estão acelerando a automação dos armazéns britânicos [17][22][38].
Indicadores da OCDE apontam desafios persistentes na difusão de tecnologia e nas diferenças de produtividade entre empresas, enquanto o governo britânico estima ganhos potenciais com IA se a adoção avançar [19][31].
Sindicatos como o GMB alertam para cortes de postos, monitoramento e falta de negociação coletiva sobre novas tecnologias [32][35][36].
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A expansão da Geek+ no Reino Unido
A empresa chinesa Geek+ vem ampliando rapidamente sua presença na logística britânica e afirma que o Reino Unido é seu maior mercado na Europa . Seus robôs móveis autônomos — conhecidos pela sigla AMR — transportam estantes, contêineres ou caixas até estações onde os pedidos são separados por trabalhadores. A lógica é chamada de goods-to-person, ou “mercadoria até a pessoa”, porque reduz a necessidade de os funcionários percorrerem longas distâncias pelo armazém.
A tecnologia já é usada por grandes varejistas britânicos, como Tesco, Asda e Next, além da operação da THG Fulfil no centro Omega, em Warrington . A parceira MotionTech informou ter instalado mais de 2.000 robôs em dez armazéns no país . A Geek+ também trabalha com integradores logísticos, incluindo SEC Group e Logistex .
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A Geek+ já considera o Reino Unido seu maior mercado europeu, com robôs instalados em operações de Tesco, Asda, Next e THG Fulfil [1][6][7].
Quais são os pontos-chave para validar primeiro?
A Geek+ já considera o Reino Unido seu maior mercado europeu, com robôs instalados em operações de Tesco, Asda, Next e THG Fulfil [1][6][7]. A escassez de trabalhadores, os custos crescentes e a pressão por entregas mais rápidas estão acelerando a automação dos armazéns britânicos [17][22][38].
O que devo fazer a seguir na prática?
Indicadores da OCDE apontam desafios persistentes na difusão de tecnologia e nas diferenças de produtividade entre empresas, enquanto o governo britânico estima ganhos potenciais com IA se a adoção avançar [19][31].
Globalmente, a companhia diz ter concluído mais de 1.400 projetos em mais de 40 países, enquanto os mercados internacionais respondem por mais de 75% de sua receita . Em 2022, abriu uma sede britânica e um centro de inovação em robótica no parque tecnológico Sci-Tech Daresbury; pelo menos 30 funcionários foram destinados à operação local .
Por que os armazéns estão adotando robôs
Falta de trabalhadores
A escassez de mão de obra é um dos principais motivos. O relatório anual de 2026 da Skills England indica que mais de um quarto das vagas é difícil de preencher por causa da falta de habilidades adequadas . Pesquisas da Câmara de Comércio Britânica, a BCC, apontam que 67% dos empregadores relatam carência de competências em seus mercados .
O setor de logística também perdeu trabalhadores europeus após o Brexit. Uma estimativa citada em um guia de automação para armazéns calcula que cerca de 125 mil trabalhadores da União Europeia deixaram o segmento . Ao mesmo tempo, o aumento das contribuições patronais ao seguro nacional britânico — o National Insurance — elevou o custo de contratar e manter equipes, tornando a automação mais atraente para algumas empresas .
Produtividade e adoção tecnológica lenta
A pressão não vem apenas da falta de pessoal. Os indicadores de produtividade da OCDE de 2026 destacam dificuldades persistentes na difusão de tecnologias e grandes diferenças de eficiência entre empresas e setores . Em muitos armazéns britânicos, a automação ainda está em estágio inicial, o que abre espaço para soluções que possam ser implantadas rapidamente .
O governo britânico, com base em estimativas da OCDE, calcula que a inteligência artificial poderia acrescentar entre 0,4 e 1,2 ponto percentual ao crescimento anual da produtividade do trabalho no país na próxima década — desde que sua adoção avance . No caso dos centros de distribuição, robôs prometem ocupar melhor o espaço, acelerar a separação de pedidos e sustentar prazos cada vez mais curtos de entrega.
A própria Geek+ afirma que seus sistemas podem aumentar a capacidade de armazenamento. Em um projeto com a SEC Group, por exemplo, o uso do espaço cúbico do armazém passou de 25% com prateleiras tradicionais para 40% com o sistema robótico, segundo a empresa . Esses números são divulgados pela própria fornecedora e descrevem um projeto específico, não uma garantia para todas as operações.
O que os sindicatos temem
A automação pode aliviar a falta de trabalhadores, mas não elimina o conflito sobre quem se beneficia dos ganhos de eficiência.
Substituição de empregos: o sindicato GMB alertou que o investimento da Asda em robótica poderia colocar até 1.000 postos de armazém em risco. A dirigente nacional Rachelle Wilkins afirmou que mil pessoas perderem o emprego para serem substituídas por robôs “parece algo saído de um filme de ficção científica distópica” .
Desconfiança sobre a manutenção dos postos: após uma varejista esportiva afirmar que triplicou a eficiência sem eliminar empregos, representantes sindicais questionaram se essa promessa se manteria no longo prazo. Um deles observou que o objetivo final da automação frequentemente é substituir trabalhadores .
Ansiedade e monitoramento: em uma pesquisa do GMB com 5.000 filiados, quase metade disse temer que a IA tome seu emprego. Pouco menos de 30% afirmaram que seus empregadores já haviam implementado tecnologias de IA; entre esses, parte relatou que sistemas automatizados executavam tarefas antes feitas por pessoas ou eram usados para monitorar trabalhadores .
Direito de negociar a mudança: em depoimento escrito ao Parlamento, sindicatos defenderam que a negociação coletiva inclua a introdução de novas tecnologias e que representantes dos trabalhadores participem de acordos setoriais de automação .
Assim, a discussão britânica não é simplesmente “robôs contra pessoas”. Ela envolve requalificação, ritmo de trabalho, vigilância, distribuição dos ganhos de produtividade e garantias para os funcionários afetados.
Como a expansão se relaciona à proibição dos EUA
Em 28 de julho de 2026, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou restrições à importação de novos robôs chineses humanoides e quadrúpedes, incluindo os chamados “cães-robôs”. Os equipamentos foram adicionados à Covered List, relação de produtos considerados um risco inaceitável à segurança nacional. A medida também alcançou determinados inversores de energia conectados .
O argumento de Washington é que dispositivos conectados poderiam criar riscos de cibersegurança para infraestruturas críticas e, ao mesmo tempo, a política busca estimular a produção doméstica de robótica avançada . A decisão faz parte de uma campanha mais ampla dos Estados Unidos para restringir tecnologias chinesas consideradas estratégicas.
A medida afeta a Geek+?
Diretamente, não. A proibição descrita nas fontes mira novos robôs humanoides e quadrúpedes. Os principais produtos da Geek+ para armazéns britânicos são AMRs sobre rodas e sistemas de armazenamento e separação, como o RoboShuttle . Portanto, a linha central de soluções da empresa não está incluída nessa medida específica.
Ainda assim, o episódio tem importância estratégica. Os Estados Unidos e o Reino Unido estão adotando posturas diferentes: Washington amplia barreiras a tecnologias chinesas associadas a segurança nacional, enquanto empresas britânicas continuam contratando soluções chinesas para suas cadeias de varejo e logística. Essa diferença cria uma divisão regulatória dentro do Ocidente.
Para a Geek+, o cenário pode aumentar a importância do Reino Unido e de outros mercados da região EMEA — Europa, Oriente Médio e África — caso o acesso ao mercado americano fique mais restrito. Mas a mesma tensão também pode levar governos europeus a examinar com mais atenção a segurança de dados, a conectividade e a dependência de fornecedores estrangeiros.
O avanço da Geek+ nos armazéns britânicos, portanto, é resultado de uma necessidade concreta: entregar mais rapidamente com menos trabalhadores disponíveis. O debate que acompanha essa expansão é mais amplo: até que ponto a automação elevará a produtividade sem transferir todo o custo da transição para quem trabalha nesses armazéns?
robotics247.com
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