O ataque de 30 de julho não foi um evento isolado. O carregamento foi suspenso pela primeira vez em 19 de julho, quando drones atingiram os navios Asia e Nissos Ios durante o carregamento . As operações foram retomadas brevemente, apenas para serem interrompidas novamente em 20 de julho, quando o navio NELSA foi atingido enquanto carregava no ponto de amarração número 1
. O carregamento foi reiniciado por volta de 27 de julho, mas o ataque de 30 de julho fechou a rota mais uma vez
. No total, drones ucranianos atingiram pelo menos seis navios-tanque que serviam ao CPC em julho, incluindo uma embarcação fretada pela Chevron em 8 de julho
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O Cazaquistão condenou veementemente os ataques, classificando-os como uma ameaça inaceitável à segurança energética global e aos interesses econômicos dos países membros do CPC . O Ministério das Relações Exteriores do Cazaquistão emitiu nota afirmando que os ataques representam "uma interferência inaceitável nos interesses econômicos dos países membros do CPC"
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O fechamento repetido do terminal forçou o Cazaquistão a reduzir sua produção de petróleo de forma significativa. Com os tanques de armazenamento cheios e a impossibilidade de escoar a produção, as empresas tiveram que diminuir o ritmo de extração. O campo de Tengiz, o maior do país e operado pela gigante americana Chevron, foi o mais afetado, com a produção caindo mais da metade . A redução na produção cazaque gerou preocupação nos mercados globais de petróleo, já que o país é um importante fornecedor para a Europa e outros mercados
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A campanha de drones ucranianos contra a infraestrutura de exportação de petróleo do Cazaquistão gerou uma resposta direta e firme de Washington. De acordo com reportagens do The Wall Street Journal e outras fontes, os EUA emitiram um demarche formal (um alerta diplomático) à Ucrânia, instando Kiev a não atacar navios não russos no Mar Negro . O alerta veio depois que um navio fretado pela Chevron, uma das maiores empresas de energia do mundo e com sede nos EUA, foi danificado em um ataque com drone no início de julho
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Funcionários do governo Trump expressaram preocupação com as consequências dos ataques sobre projetos internacionais de energia e os interesses econômicos americanos no Cazaquistão . O deputado americano Bill Huizenga foi ainda mais direto, alertando que "novos ataques ao CPC não serão tolerados" e vinculando a obrigação da Ucrânia de proteger as exportações de energia dos aliados ao nível de apoio americano a Kiev
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O alerta dos EUA representa um ponto de tensão significativo na relação entre Washington e Kiev. Embora os EUA apoiem a Ucrânia em sua guerra defensiva contra a Rússia, os ataques a navios que transportam petróleo de um parceiro estratégico (o Cazaquistão) e que envolvem os interesses de uma grande empresa americana (Chevron) cruzaram uma linha considerada inaceitável pelo governo americano .
A Ucrânia não reivindicou oficialmente a autoria de todos os ataques, mas o padrão de ataques a navios no terminal do CPC se alinha com a campanha mais ampla de Kiev para degradar a infraestrutura energética russa e reduzir a receita usada por Moscou para financiar a guerra . Ao atingir o terminal do CPC, a Ucrânia atinge um ponto vital da economia russa, já que o oleoduto transporta petróleo que gera receitas significativas para a Rússia, além de taxas de trânsito
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A Rússia, por sua vez, classificou os ataques como "atos de terrorismo" e acusou a Ucrânia de visar infraestrutura civil . A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que os ataques continuam apesar dos "alertas severos" dos países que Kiev chama de parceiros, referindo-se aos EUA e ao Cazaquistão
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A situação no terminal do CPC continua volátil. Enquanto a Ucrânia prossegue com sua campanha de drones contra a infraestrutura russa, o Cazaquistão busca alternativas para escoar sua produção, mas enfrenta limitações logísticas significativas, já que o oleoduto do CPC é responsável por cerca de 80% de suas exportações marítimas .
O recado de Washington a Kiev é claro: ataques a navios não russos no Mar Negro são inaceitáveis e terão consequências para a relação bilateral . A questão coloca a Ucrânia em uma posição delicada, tendo que equilibrar sua estratégia militar contra a Rússia com a necessidade de manter o apoio de seus aliados ocidentais, especialmente os EUA. Para o mercado global de petróleo, a interrupção na rota do CPC representa mais um fator de volatilidade em um cenário já marcado por tensões geopolíticas e preocupações com a oferta
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