O que causou: O motor de substituição, instalado após um vazamento de água no classificatório, não respondeu corretamente ao pedal do acelerador. A rotação do motor subiu inesperadamente enquanto segurava as rotações de espera, acionando o limitador de giro. Quando Russell tirou o pé do acelerador para corrigir, os semáforos se apagaram, deixando-o com potência insuficiente e ativando o anti-stall .
Mercedes confirmou que não foi culpa de Russell: O chefe da equipe, Toto Wolff, inocentou Russell publicamente, chamando o problema de largada de erro da equipe . O vice-chefe, Bradley Lord, explicou que o problema foi um erro técnico — e não do piloto .
Russell se recuperou e terminou em sétimo, mas o estrago estava feito. Ele descreveu a temporada como algo que "nunca" havia passado com tanto azar .
Em Spa-Francorchamps, Russell largou em terceiro, fez uma boa arrancada na curva 1, mas sua bateria não recarregou . Perdeu toda a potência híbrida na longa reta Kemmel, foi ultrapassado por três carros, incluindo Lewis Hamilton, e freou desesperadamente tarde para a chicane Les Combes. O contato com Hamilton o mandou para o cascalho e para fora da corrida .
Causa raiz: "A bateria decidiu não funcionar", disse Russell . O mesmo problema afetou os dois carros da Mercedes, que largaram com menos carga de bateria do que o necessário, mas atingiu Russell com mais força na longa subida para a curva 5 .
Resposta de Wolff: Ele disse que os problemas foram "100% culpa nossa" e que a Mercedes falhou com Russell . Hamilton recebeu uma penalidade de cinco segundos por causar a colisão, embora ambos os pilotos tenham descrito como um incidente de corrida .
Russell ficou furioso no rádio da equipe, chamando o fim de semana de "inaceitável pra caralho" .
Durante todo o fim de semana do GP da Bélgica, Russell reclamou de um misterioso déficit de velocidade em reta em relação a Antonelli — perdendo de dois a seis décimos por volta nas retas .
Wolff revelou mais tarde que o carro de Russell sofria de um problema de otimização na distribuição de energia que custava aproximadamente 0,2–0,25 segundos por volta no classificatório sem culpa do piloto . O impacto, explicou Wolff, era que Russell tinha mais energia no início de cada volta, mas menos no final, e a equipe estava "lutando para entender" por que o carro dele distribuía potência de forma diferente do de Antonelli .
"Para ser justo com ele, tivemos um problema no motor do carro dele, que demorou muito para ser descoberto, [valia] dois décimos", disse Wolff .
Em Montreal, Russell liderava a corrida e estava em uma batalha feroz com Antonelli quando sua unidade de potência falhou de repente na volta 30, forçando-o a abandonar a liderança .
Causa raiz: Uma falha no módulo da bateria causou a parada do motor. A Mercedes confirmou que a bateria sofreu danos relacionados ao calor, embora a causa raiz específica tenha permanecido sob investigação por meses . O diretor técnico James Allison confirmou mais tarde que uma falha recorrente no módulo da bateria foi a culpada e disse que uma correção permanente estava em desenvolvimento .
Russell havia largado da pole position, vencido a corrida Sprint e liderava o GP quando a falha aconteceu . Antonelli venceu a prova, abrindo 43 pontos de vantagem no campeonato .
No final de julho de 2026, Russell ocupa o terceiro lugar no Campeonato de Pilotos com 160 pontos, 59 atrás do companheiro de equipe Kimi Antonelli, que lidera a disputa pelo título . Russell descreveu a temporada como algo que "nunca" havia passado com tanto azar em sua carreira .
A Mercedes reconheceu a necessidade de corrigir seus problemas de confiabilidade. Wolff disse que a equipe está trabalhando em uma correção permanente para o problema do módulo da bateria e investigando os problemas de distribuição de energia que têm afetado o carro de Russell durante toda a temporada .