A FIFA propôs criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que concentraria todos os direitos comerciais das suas competições, incluindo a Copa do Mundo. O plano prevê vender até 20% da FFE para investidores privados, com o objetivo de levantar US$ 4,2 bilhões.

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A FIFA está no centro de uma enorme polêmica após anunciar um plano ousado e controverso: criar uma nova empresa para lucrar com a Copa do Mundo e vender uma fatia dela para investidores privados. A proposta gerou uma onda de críticas de lendas do esporte e das principais entidades do futebol mundial.
No dia 28 de julho de 2026, a FIFA anunciou oficialmente a intenção de criar uma subsidiária comercial chamada FIFA Forward Enterprise (FFE) . A ideia é reunir todas as operações que geram receita para a entidade — como direitos de transmissão, patrocínios, venda de ingressos e licenciamento das Copas do Mundo masculina e feminina e de outros torneios — em uma única empresa com fins lucrativos
.
Os principais números do negócio:
O principal investidor cotado para liderar o grupo de compradores é a Thrive Eternal, um fundo de investimento liderado por Joshua Kushner (irmão de Jared Kushner, genro do ex-presidente americano Donald Trump) . Segundo os relatos, a Thrive Capital / Thrive Eternal está entre os principais apoiadores da FFE
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O ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter, que comandou a entidade por 17 anos até 2015, foi um dos primeiros a se manifestar contra o plano, classificando-o como uma tentativa de transformar a Copa do Mundo em um 'produto de investimento' .
"O futebol não pertence a nenhum indivíduo e a nenhuma instituição. Pertence ao povo. A Copa do Mundo não é um ativo comercial que pertence a um grupo de dirigentes." — Sepp Blatter
Blatter argumentou que o maior torneio de futebol do mundo nunca deveria se tornar 'um produto de investimento para investidores privados' e caracterizou o plano como uma forma de transformar a Copa em um ativo financeiro para um pequeno grupo de privilegiados . Apesar da veemência das críticas, a imprensa destacou a ironia de Blatter, um dirigente que deixou a FIFA sob uma nuvem de escândalos de corrupção, criticar uma proposta que, para muitos, é uma nova tentativa de comercializar o esporte
.
A reação mais feroz veio da UEFA, a entidade que comanda o futebol europeu. Em um comunicado duríssimo, a UEFA afirmou que o plano 'cruza uma linha que as instituições que governam o futebol jamais deveriam cruzar' .
"Isso não é algo que a FIFA possa vender. Nenhum de nós é dono do futebol. A alma e a governança do futebol não são ativos para serem negociados." — UEFA
A entidade europeia acusou a FIFA de estar 'vendendo a alma do futebol' e sinalizou que pode convocar uma reunião de emergência para discutir um possível boicote à Copa do Mundo como forma de protesto .
Outras confederações também reagiram com indignação, alegando terem sido pegas de surpresa:
A imprensa internacional repercutiu amplamente a crise. The Guardian estampou a manchete: 'Fifa acusada de vender a alma do futebol por plano de US$ 20 bilhões para a Copa do Mundo' . A CNBC noticiou que o plano 'gerou reação negativa em todo o esporte'
, enquanto a Time destacou que os críticos dizem que a proposta 'transformaria o maior torneio de futebol em um ativo de investimento'
.
Em resumo, o centro da discórdia é a acusação de que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, estaria tentando privatizar um bem público global — a Copa do Mundo — ao entregar uma parte de seus direitos comerciais a investidores de private equity, alterando permanentemente a governança e a essência do esporte .
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A FIFA propôs criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que concentraria todos os direitos comerciais das suas competições, incluindo a Copa do Mundo.
A FIFA propôs criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que concentraria todos os direitos comerciais das suas competições, incluindo a Copa do Mundo. O plano prevê vender até 20% da FFE para investidores privados, com o objetivo de levantar US$ 4,2 bilhões.
Para aprovar o plano, a FIFA oferece um pagamento de US$ 40 milhões a cada uma das 211 federações filiadas, com votação marcada para setembro de 2026.