A nova formulação é monovalente — ou seja, foi desenvolvida para concentrar o alvo antigênico em uma variante — e adapta a plataforma Comirnaty à XFG, uma variante pertencente à linhagem JN.1 da família Ômicron .
A atualização segue um modelo sazonal semelhante ao usado há anos para a seleção de cepas da vacina contra a gripe. Em 29 de maio de 2026, a Força-Tarefa de Emergência (ETF) da EMA recomendou que as vacinas contra a COVID-19 fossem atualizadas para mirar a XFG na campanha de 2026–2027. Segundo a agência, a variante já circulava amplamente desde pelo menos o verão de 2025 .
Dentro da família JN.1, a ETF considerou a XFG a opção preferencial. Outras descendentes recentes, como a LP.8.1, também poderiam ser consideradas. A EMA afirmou ainda que vacinas direcionadas à XFG deveriam oferecer proteção contra a BA.3.2 .
Depois da avaliação do Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da EMA, a Comissão Europeia concedeu a autorização centralizada. Esse tipo de adaptação de variante utiliza um processo acelerado já empregado em atualizações anteriores da Comirnaty .
Pfizer e BioNTech afirmam que os dados clínicos, não clínicos e de uso no mundo real disponíveis indicam uma resposta imune forte contra linhagens contemporâneas e emergentes do SARS-CoV-2 .
Os comunicados públicos sobre a autorização, porém, não apresentam números específicos de títulos de anticorpos ou de aumento da neutralização. Portanto, a informação divulgada permite afirmar que houve sinal favorável de resposta imune, mas não detalha, nos anúncios, a magnitude numérica desse efeito .
Com a autorização, as empresas podem avançar na fabricação e na execução da cadeia de fornecimento. Pfizer e BioNTech informaram que o envio das doses começaria em breve, com o objetivo de ampliar o acesso antes da temporada de outono e inverno no hemisfério Norte .
As companhias também afirmam ter fornecido mais de 5 bilhões de doses de suas vacinas contra a COVID-19 em todo o mundo até o momento .
Por utilizar a mesma plataforma de mRNA da Comirnaty, a formulação adaptada à XFG deve manter um perfil de segurança semelhante ao das versões anteriores, embora cada atualização continue sujeita ao monitoramento regulatório e à farmacovigilância .
Entre os riscos e efeitos conhecidos da classe estão:
A EMA e os fabricantes continuam realizando o acompanhamento periódico de segurança das formulações adaptadas . A autorização europeia, portanto, representa a aprovação regulatória da composição atualizada para a próxima temporada — não uma garantia de que todos os países adotarão exatamente o mesmo calendário ou público prioritário de vacinação.