A sombra umbral da Lua — com 293 km de largura — toca a Terra pela primeira vez no extremo norte da Sibéria, depois cruza a região do Polo Norte, o Oceano Ártico, a Groenlândia e o oeste da Islândia, antes de atravessar o Atlântico e chegar ao norte da Espanha e a um pequeno canto do nordeste de Portugal . A sombra leva cerca de 96 minutos para cruzar o planeta .
Detalhes principais da duração:
O caminho da totalidade abrange terra em quatro regiões: Rússia (norte remoto da Sibéria), Groenlândia (costa leste), Islândia (áreas oeste/sudoeste) e Espanha (uma faixa do noroeste ao norte, incluindo cidades como A Coruña, Burgos, Valladolid, Zaragoza e Palma), além de uma fatia do nordeste de Portugal .
Visibilidade do eclipse parcial: Fora do caminho da totalidade, um eclipse solar parcial será visível na grande maioria da Europa, partes da América do Norte e oeste da África . O Reino Unido verá um eclipse parcial profundo (cerca de 88-95% de cobertura na França, Bélgica, Suíça e norte da Itália) . Partes do norte dos EUA, do Alasca à Carolina do Norte, também verão um eclipse parcial .
NASA montou uma grande campanha para o eclipse de 12 de agosto:
ESA realizou briefings virtuais para a imprensa em inglês e espanhol em 15 de julho de 2026 para discutir o eclipse, que é especialmente significativo por ser o primeiro eclipse solar total visível da Europa continental desde 1999 . A coordenação da ESA focou em informações públicas, mensagens de segurança e coordenação científica com agências dos estados-membros . A ESA também desenvolveu o kit educacional CESAR para escolas e famílias, e apoiou o projeto EcoEclipse, que gravará as paisagens sonoras do eclipse para estudar como pássaros, morcegos e outros animais selvagens reagem à escuridão súbita .
O dia 12 de agosto de 2026 está sendo chamado de "o maior dia de observação do céu do ano" porque três grandes eventos celestes ocorrem na mesma janela de 24 horas .
Ambos os países experimentaram uma demanda turística extraordinária:
Agosto é o pico da temporada de incêndios florestais na Espanha e no sul da Europa, e o caminho do eclipse passa por regiões como Castela e Leão, País Basco e Aragão, que enfrentam risco elevado de incêndio durante ondas de calor. A fumaça de incêndios florestais pode obscurecer o eclipse ao pôr do sol, que ocorre muito baixo no horizonte na Espanha. O calor extremo (temperaturas às vezes superiores a 40°C em partes da Espanha) também representa riscos à saúde para os milhões de visitantes que se reunirão ao ar livre. Os observadores devem verificar fontes locais atualizadas (serviço meteorológico AEMET da Espanha, Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais) para obter as informações mais recentes sobre incêndios florestais e ondas de calor nas regiões específicas ao longo do caminho do eclipse.