Samsung prevê escassez de chips de memória por anos — e Galaxy AI pode ter plano pago
A escassez de chips de memória deve continuar pelos próximos anos e pode se estender pelo menos até 2027. A demanda por servidores de inteligência artificial está consumindo capacidade destinada a HBM, DRAM convencional e NAND.
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A escassez de chips de memória deve continuar pelos próximos anos e pode se estender pelo menos até 2027.
A demanda por servidores de inteligência artificial está consumindo capacidade destinada a HBM, DRAM convencional e NAND.
Os recursos básicos do Galaxy AI continuam gratuitos, mas funções avançadas podem ser oferecidas em um plano Pro pago.
Samsung e SK Hynix estão ampliando investimentos, mas a oferta limitada pode manter os preços de eletrônicos sob pressão.
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As declarações de JB Park, presidente e CEO da Samsung Southwest Asia, reforçam que a crise global dos chips de memória está longe de ser resolvida. Em entrevistas realizadas em julho de 2026, o executivo afirmou que a demanda por computação voltada à inteligência artificial (IA) está crescendo mais rapidamente do que a capacidade da indústria de fornecer memória .
Escassez deve continuar por anos
A previsão mais ampla da Samsung é de que a falta de chips continue pelos próximos anos, mesmo com os esforços dos fabricantes para aumentar a produção . Em abril, Kim Jaejune, responsável pela divisão de memória da empresa, havia alertado que a oferta poderia permanecer apertada pelo menos até 2027 — e até piorar.
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Os recursos básicos do Galaxy AI continuam gratuitos, mas funções avançadas podem ser oferecidas em um plano Pro pago.
O cenário já afeta os pedidos futuros: clientes começaram a reservar chips para entregas de 2027, em uma tentativa de se proteger contra novas restrições de fornecimento . Isso indica que o problema não é apenas uma oscilação passageira, mas um desequilíbrio de médio prazo entre oferta e demanda.
Como a IA está pressionando a oferta
O avanço dos data centers de IA elevou a procura por componentes especializados, principalmente a HBM (High Bandwidth Memory, ou memória de alta largura de banda) e versões avançadas de DRAM, usadas em aceleradores de IA .
A consequência é uma disputa por capacidade de fabricação. À medida que mais linhas são direcionadas para memórias de alto desempenho, sobra menos espaço para a produção de DRAM convencional e NAND — componentes presentes em computadores, smartphones, SSDs e outros eletrônicos de consumo .
Samsung e SK Hynix já alertaram que a oferta mais restrita de memórias convencionais representa um desafio significativo para fabricantes de PCs e celulares . Em outras palavras, o boom da IA não afeta apenas empresas que constroem servidores: ele também pode encarecer produtos usados no dia a dia.
O que pode acontecer com o preço dos eletrônicos
A Samsung reconheceu que a alta nos custos de memória é um problema para todo o setor. Mesmo sendo uma das maiores fabricantes mundiais desses componentes, a empresa não está totalmente protegida contra a pressão de preços .
A tendência pode atingir computadores, smartphones e outros dispositivos ao longo de 2026. Para as fabricantes, memória mais cara significa custos maiores de produção; para o consumidor, isso pode se traduzir em reajustes, configurações mais enxutas ou menor margem para promoções.
A Samsung também avalia contratos de fornecimento mais longos. Em vez de acordos trimestrais ou anuais, a empresa considera compromissos de três a cinco anos para dar mais previsibilidade à oferta e reduzir a preocupação dos clientes .
A estratégia da Samsung para monetizar inteligência artificial segue uma lógica de dois níveis:
Recursos básicos gratuitos: os termos da empresa foram atualizados para afirmar que os recursos básicos do Galaxy AI oferecidos pela Samsung são gratuitos . Segundo JB Park, essas funções respondem por cerca de 90% do uso dos consumidores .
Plano Pro para usuários intensivos: pessoas que exigirem maior capacidade de processamento poderão optar por uma assinatura paga, enquanto recursos avançados da própria Samsung ou de empresas parceiras poderão ter cobrança separada .
A mudança substituiu a linguagem anterior, que dizia que os recursos seriam gratuitos “até 2025”, por uma formulação centrada nos recursos “básicos”. Isso mantém o acesso às funções mais comuns, mas deixa aberta a possibilidade de cobrar por ferramentas mais sofisticadas, especialmente as que dependem intensamente da nuvem ou de modelos de terceiros .
A Samsung vê as assinaturas oferecidas por parceiros de nuvem como um possível caminho de longo prazo para serviços premium de IA, sem necessariamente transformar toda a experiência Galaxy AI em um produto pago .
Investimentos altos, mas alívio não será imediato
Samsung e SK Hynix estão investindo pesado para ampliar a capacidade de fabricação. Ainda assim, a avaliação de Park é que esses projetos não serão suficientes para eliminar rapidamente o déficit de oferta . A construção e a adaptação de instalações para memórias avançadas exigem tempo, enquanto a procura por infraestrutura de IA continua aumentando.
O resultado é um mercado com forte demanda, preços pressionados e fabricantes tentando garantir componentes com antecedência. A Samsung registrou lucro operacional mais de três vezes maior no quarto trimestre de 2025, impulsionada pelo ciclo de IA, mas o próprio crescimento do setor contribui para manter a oferta de memória sob tensão .
O principal ponto para consumidores
A mensagem da Samsung é clara: a escassez não deve desaparecer tão cedo. Até que a expansão da produção acompanhe a demanda por IA, os efeitos podem continuar aparecendo nos preços e na disponibilidade de eletrônicos. No caso do Galaxy AI, a empresa tenta equilibrar adoção em massa — mantendo o básico gratuito — com uma nova fonte de receita para quem quiser recursos profissionais.