Amazon superou o Walmart e chegou ao primeiro lugar do Fortune Global 500 2026, com receita anual de US$ 716,9 bilhões, encerrando um reinado de 12 anos da varejista — e 13 anos no topo do Fortune 500 dos EUA. A divisão de chips personalizados (Graviton, Trainium e Nitro) atingiu uma receita anualizada de US$ 20 bil...

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Pela primeira vez em 12 anos, o Fortune Global 500 — o ranking que lista as maiores empresas do planeta por receita — tem um novo líder. A Amazon (US$ 716,9 bilhões em receita no ano fiscal de 2025) superou o Walmart (US$ 713,2 bilhões), encerrando não só a hegemonia global da varejista como também sua sequência de 13 anos no topo do Fortune 500, a lista que considera apenas empresas americanas .
Para efeito de comparação, as 500 empresas do Fortune 500 americano geraram juntas US$ 21 trilhões em receita no período, e a edição global do ranking, com 141 companhias dos EUA, atingiu US$ 43,1 trilhões — números que mostram o tamanho do feito da Amazon .
Se a Amazon fosse uma empresa de semicondutores tradicional, sua divisão de chips personalizados já seria uma das maiores do mundo. É o que sugere o CEO Andy Jassy, ao revelar que a unidade que desenvolve os processadores Graviton (CPUs), Trainium (aceleradores de IA) e Nitro (DPUs para rede) atingiu uma receita anualizada de US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de três dígitos na comparação anual .
Jassy foi além durante a teleconferência de resultados: "Se o negócio de chips fosse uma empresa independente e vendesse para a AWS e terceiros como fazem as demais líderes do setor, nossa receita anualizada seria de US$ 50 bilhões ", afirmou . Isso colocaria a divisão à frente do negócio de chips de IA da Broadcom (US$ 34 bilhões) e de todo o segmento de data centers da AMD (US$ 23 bilhões)
.
A demanda é tão intensa que a carteira de pedidos (backlog) do Trainium já soma US$ 225 bilhões em compromissos firmados, com clientes como Anthropic e OpenAI reservando capacidade na casa dos gigawatts .
Historicamente, os chips da Amazon eram usados exclusivamente dentro da Amazon Web Services (AWS). Mas esse cenário pode mudar em breve. Em junho de 2026, Peter DeSantis, chefe de IA da AWS, confirmou ao Bloomberg que a empresa está em negociações preliminares para vender os aceleradores Trainium diretamente para data centers de outras companhias .
"Há um enorme subconsumo de IA", justificou DeSantis, sinalizando que a venda externa não canibalizará a receita da nuvem . Se concretizado, o movimento colocará a Amazon em rivalidade mais direta com a Nvidia, que hoje domina o mercado de GPUs para IA
. A expectativa é que os chips sejam vendidos em racks completos — sistema integrado de chip, servidor, rede e refrigeração
.
Para sustentar essa virada de chave, a Amazon anunciou um plano de capex (investimento em capital) de quase US$ 200 bilhões para 2026 — um salto de mais de 50% sobre os cerca de US$ 130 bilhões gastos em 2025 . O grosso do dinheiro será destinado a infraestrutura de IA: data centers, chips personalizados, servidores e robótica.
O valor surpreendeu o mercado, que esperava algo em torno de US$ 150 bilhões, e derrubou as ações da empresa em 11,5% no after-hours no dia do anúncio . Jassy, porém, defendeu o gasto como uma aposta baseada em demanda firme de clientes, e não em especulação
: "Não estamos investindo US$ 200 bilhões em 2026 com base em um mero palpite", afirmou
.
O braço de nuvem da Amazon, AWS, cresce a um ritmo de 28% ao ano — a taxa mais rápida em 15 trimestres . No quarto trimestre de 2025, as vendas do segmento somaram US$ 35,6 bilhões, alta de 24% ano a ano
. A receita anualizada com serviços de IA na AWS ultrapassou os US$ 15 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo o relatório anual de Jassy
.
O resultado final: A Amazon chegou ao topo do mundo corporativo impulsionada por três motores simultâneos — o comércio eletrônico de US$ 716 bilhões, uma divisão de chips que já figura entre as três maiores do mundo em data centers e um investimento recorde em infraestrutura de IA que já está gerando aceleração de receita. Juntos, eles quebraram a hegemonia de 12 a 13 anos do Walmart no topo do Fortune 500 e do Fortune Global 500.
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Amazon superou o Walmart e chegou ao primeiro lugar do Fortune Global 500 2026, com receita anual de US$ 716,9 bilhões, encerrando um reinado de 12 anos da varejista — e 13 anos no topo do Fortune 500 dos EUA.
Amazon superou o Walmart e chegou ao primeiro lugar do Fortune Global 500 2026, com receita anual de US$ 716,9 bilhões, encerrando um reinado de 12 anos da varejista — e 13 anos no topo do Fortune 500 dos EUA. A divisão de chips personalizados (Graviton, Trainium e Nitro) atingiu uma receita anualizada de US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescendo a taxas de três dígitos.
A Amazon estuda vender seus chips Trainium para data centers de terceiros — um movimento que a colocaria em rota de colisão direta com a Nvidia.