O principal ponto de discórdia é o futuro geopolítico do país. Moscou quer que Yerevan realize um referendo nacional que force os armênios a escolher entre a integração com a UE e a permanência na UEE. Putin já havia alertado que a Armênia não pode pertencer aos dois blocos simultaneamente . No entanto, o premiê armênio não cedeu.
Ao longo de 2026, a Rússia impôs uma série de restrições comerciais que são amplamente interpretadas como retaliação política pela aproximação da Armênia com o Ocidente . O movimento foi escalonado e abrangente:
O Banco Mundial emitiu um alerta: se as restrições persistirem, podem pesar sobre o crescimento econômico da Armênia, aumentar a inflação e piorar as condições sociais .
A União Europeia não ficou parada. Para apoiar a Armênia e contrabalançar a pressão russa, Bruxelas montou um pacote robusto de contra-medidas econômicas:
É um processo gradual, mas significativo.
Em resumo, a Armênia está numa encruzilhada. Pashinyan tenta desarmar a pressão econômica russa enquanto recusa um ultimato, e a UE atrai o país com promessas de integração e ajuda financeira. O passo final — o pedido formal de adesão — está sendo dado com cautela, mas a direção já parece clara.