A ONU pediu a suspensão imediata da execução de 10 manifestantes iranianos, condenados à morte por participarem dos protestos de janeiro de 2026. O 'Caso da Praça Alikhani' envolve 12 jovens, dos quais dois já foram executados: Erfan Esfandiari e Gol Mohammad Mohammadi.

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A pressão internacional sobre o Irã se intensificou após a execução de dois jovens e a ameaça iminente de morte sobre outros dez manifestantes. A seguir, detalhamos as exigências da ONU, o caso específico e o contexto de repressão.
A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos da ONU sobre o Irã fez um apelo direto em 23 de julho de 2026, pedindo que as autoridades iranianas suspendessem imediatamente a execução de 10 homens que participaram dos protestos em Isfahan. O alerta veio após relatos de que familiares já haviam sido convocados para visitas finais . A missão também condenou veementemente as execuções de 19 de julho de outros dois homens condenados no mesmo caso
.
De forma paralela, especialistas da ONU, em 27 de julho, pediram que o Irã cancelasse as penas de morte impostas aos 10 jovens, destacando que eles foram condenados em uma única audiência fechada ao lado de outros dois que já haviam sido executados .
Antes disso, em 27 de fevereiro de 2026, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, já havia pedido uma moratória imediata da pena de morte no Irã após a primeira sentença de morte ligada aos protestos de janeiro . Ele repetiu o pedido diversas vezes, alertando que muitos outros enfrentavam a execução
.
Até o final de julho de 2026, 10 homens permaneciam no corredor da morte sob risco iminente. Entre os réus nomeados estão :
Relatos de 27 de julho indicavam a construção de um novo cadafalso em Isfahan, alimentando o medo de que novas execuções fossem iminentes .
Os 12 casos da Praça Alikhani fazem parte de um padrão muito maior de execuções estatais:
Grupos de direitos humanos descreveram os julgamentos como "processos de pena de morte acelerados", conduzidos em violação flagrante dos padrões internacionais de devido processo legal .
O CDH realizou sua 39ª Sessão Especial e adotou a Resolução S-39/1 com 25 votos a favor, 7 contra e 13 abstenções . A resolução:
O texto da resolução (A/HRC/RES/S-39/1) está arquivado na ONU .
O Irã rejeitou a resolução, classificando-a como politicamente motivada e ilegítima .
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A ONU pediu a suspensão imediata da execução de 10 manifestantes iranianos, condenados à morte por participarem dos protestos de janeiro de 2026.
A ONU pediu a suspensão imediata da execução de 10 manifestantes iranianos, condenados à morte por participarem dos protestos de janeiro de 2026. O 'Caso da Praça Alikhani' envolve 12 jovens, dos quais dois já foram executados: Erfan Esfandiari e Gol Mohammad Mohammadi.
Mais de 78 presos políticos correm risco de execução no Irã, em um cenário de julgamentos sumários e repressão violenta, alertam organizações de direitos humanos.