1. Os custos de energia na Europa permanecem estruturalmente elevados
O petróleo bruto ainda está cerca de 50% acima dos níveis anteriores à guerra, e os preços do gás natural na Europa estão 40% mais altos do que antes do conflito, de acordo com as Perspectivas Econômicas Regionais do FMI para a Europa . Os preços da energia industrial na UE agora são aproximadamente o dobro dos níveis pré-2022 e substancialmente mais altos do que nos EUA — uma desvantagem competitiva crônica
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O Banco Central Europeu informou que a inflação anual geral da zona do euro subiu para 3% em abril de 2026, impulsionada por um aumento de 10,9% nos preços de energia, enquanto a inflação subjacente (excluindo energia) caiu para 2,2% . A Previsão de Primavera de 2026 da Comissão Europeia projeta um crescimento do PIB desacelerando para apenas 1,1% na UE e 0,9% na zona do euro, com a inflação permanecendo elevada
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2. Danos econômicos mais amplos já foram causados
A produção industrial da zona do euro contraiu-se inesperadamente em janeiro de 2026 — antes mesmo do impacto total da energia ser sentido — com Alemanha, Itália e Espanha registrando quedas . As projeções dos funcionários do BCE de junho de 2026 descrevem "crescimento econômico moderado no curto prazo, à medida que os preços mais altos da energia e a maior incerteza pesam sobre a demanda doméstica", com o aumento dos custos de energia corroendo a renda disponível real e diminuindo a confiança do consumidor
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O Deutsche Bank Research reduziu sua previsão de crescimento do PIB da zona do euro para 2026 para apenas 0,5%, ante 1,1% anteriormente, citando o choque energético vindo do Oriente Médio . O FMI, em sua declaração final de junho de 2026, estimou o crescimento da zona do euro em 0,9% para 2026
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3. O conflito pode se reacender a qualquer momento
Mesmo os sinais positivos de paz só desencadearam movimentos cautelosos do mercado. Analistas da Convera observaram que o acordo preliminar de junho de 2026 provocou apenas um movimento cauteloso de busca por risco, com os mercados permanecendo "céticos" e observando a implementação . O analista do UBS, Giovanni Staunovo, disse que o mercado continua "focado no potencial de nova escalada" e que um cessar-fogo duradouro seria necessário para uma mudança sustentada no sentimento do mercado
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O período de março de 2026 é instrutivo: apesar das negociações de cessar-fogo, os mercados de câmbio oscilaram, com os traders permanecendo "céticos quanto aos esforços dos EUA para encerrar a guerra no Irã", com o dólar subindo ligeiramente e o euro apenas estável . O euro caiu abaixo de US$ 1,165 em maio de 2026, quando as negociações entre EUA e Irã estagnaram, caminhando para uma perda semanal de mais de 1%
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4. Desvantagens estruturais de longo prazo
O FMI alertou que a zona do euro enfrenta "novos ventos contrários provenientes da guerra no Oriente Médio e do consequente aumento dos preços da energia", com o conflito representando um "choque de oferta adverso grande, mas temporário" . Um estudo do CEPR estimou que os choques cumulativos nos preços da energia reduziram a produção potencial da zona do euro em 0,8% até 2026, em relação a um cenário contrafactual sem choque
. O Centro de Estudos Estratégicos de Haia descreveu a Crise de Ormuz de 2026 como "o maior e mais complexo choque energético da história moderna, expondo vulnerabilidades profundas no sistema energético europeu"
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Conclusão: O salto do euro após a pausa reflete um alívio genuíno de que a pior interrupção em Ormuz possa ser evitada. Mas os analistas, de modo geral, veem qualquer recuperação sustentada como condicionada a (a) um cessar-fogo durável que mantenha o Estreito aberto, (b) uma queda significativa nos preços do gás natural europeu e (c) evidências de que o crescimento da zona do euro está se estabilizando — nada disso é garantido.