Sobre a analogia do 'gênio', Altman disse ao podcast Relentless (apresentado por Ti Morse, lançado no final de julho de 2026) que a humanidade está "perto de criar o gênio que pode realizar qualquer desejo" — referindo-se à AGI . Ele elaborou dois pontos centrais:
Altman também alertou que os desejos devem ser escolhidos com cuidado, implicitamente advertindo sobre riscos de mau uso . No India AI Impact Summit, em fevereiro de 2026, ele previu que a superinteligência inicial poderia chegar por volta de 2028, baseando-se na tese das leis de escala da OpenAI .
Elon Musk foi além de Altman ao declarar a chegada da singularidade. Em janeiro de 2026, Musk postou no X: "Entramos na Singularidade" . Ele reforçou a declaração, argumentando que a IA ultrapassando a inteligência humana está acontecendo dentro do ano e que tudo vai mudar .
A posição de Musk é notável dado seu histórico: ele cofundou a OpenAI em parte por preocupação de que Demis Hassabis e o Google DeepMind pudessem controlar o desenvolvimento da AGI . Em um e-mail de 2018 apresentado em tribunal, Musk escreveu a Altman: "O futuro da humanidade está nas mãos do Demis" . Musk também apoiou publicamente Hassabis em disputas com Yann LeCun, do Meta, sobre o conceito de "inteligência geral", dizendo que Hassabis está "certo" .
Demis Hassabis, cofundador e CEO do Google DeepMind, adota uma visão mais ponderada, mas amplamente alinhada. No Google I/O, em maio de 2026, ele afirmou: "Estamos no sopé da singularidade" — sugerindo que o momento transformador está à nossa frente, não atrás .
Em uma conversa no Stanford GSB (junho de 2026), ele argumentou que a AGI está ao virar da esquina e que a humanidade precisa se preparar com urgência . Ele previu que a AGI poderia chegar até 2029, um ano antes de sua estimativa anterior . Quando questionado diretamente sobre a afirmação de Musk de que "entramos na singularidade", Hassabis respondeu: "Não, acho que é muito prematuro" .
Hassabis descreveu o impacto potencial da IA como "10 vezes maior que a Revolução Industrial – e talvez 10 vezes mais rápido" . Ele também expressou arrependimento de que o desenvolvimento da IA não pudesse ter permanecido mais tempo no laboratório para uma maturação mais segura . Seu marco pessoal para a AGI é o "Teste de Einstein": treinar uma IA com um corte de conhecimento em 1911 e ver se ela deriva independentemente a relatividade geral .
| Figura | Posição sobre a Singularidade | Cronograma |
|---|---|---|
| Sam Altman | Já passou do horizonte de eventos; decolagem "gentil" em andamento | Capacidades de AGI surgindo agora; superinteligência ~2028 |
| Elon Musk | Já entrou na singularidade; IA superando humanos este ano | 2026 é o ponto de inflexão |
| Demis Hassabis | No "sopé"; ainda à nossa frente | AGI até 2029 |
O cético mais proeminente no debate é Yann LeCun, cientista-chefe de IA do Meta e ganhador do Prêmio Turing. No início de 2026, LeCun chamou publicamente a AGI de "besteira" e um "delírio narcisista humano" — um desafio direto a todas as três figuras acima . Hassabis respondeu diretamente nas redes sociais: "Essa visão é profundamente equivocada", defendendo a AGI como o "próximo programa Apollo" da humanidade .
Uma questão crítica subjacente é que a área não tem consenso sobre o que significa AGI. Hassabis a define como um sistema capaz de todas as habilidades cognitivas humanas; Altman a define como um sistema que pode fazer o que humanos muito qualificados fazem em empregos importantes; e a Anthropic evita o termo completamente .
O debate sobre a singularidade em 2025–2026 revela um momento paradoxal na IA: os CEOs dos três laboratórios de IA mais poderosos (OpenAI, Google DeepMind e xAI) concordam que a IA transformadora é iminente, mas não conseguem concordar se ela já chegou, como será a sensação ou como definir seu próprio objetivo. O único ponto de unanimidade é a urgência — e a única divergência clara está entre aqueles que veem a singularidade no retrovisor (Musk, Altman) e aqueles que a veem à frente (Hassabis).