A Guarda Civil Espanhola agiu rapidamente e evacuou mais de 90 funcionários do complexo da NASA antes da chegada das chamas . Toda a cidade de Robledo de Chavela também recebeu ordem de evacuação
. Na Espanha e na França, naquele mesmo dia, mais de 130 mil a 200 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas por causa de múltiplos focos de incêndio
. A NASA confirmou que todo o pessoal do complexo de Madrid estava em segurança
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O MDSCC é uma das apenas três estações terrestres da Rede de Espaço Profundo (Deep Space Network, DSN) da NASA, que fornece comunicação contínua com naves espaciais por todo o sistema solar. Os três locais — Madrid, Goldstone (na Califórnia) e Canberra (na Austrália) — estão espaçados em aproximadamente 120° de distância um do outro, de modo que, conforme a Terra gira, pelo menos uma estação sempre tem o planeta em sua linha de visão . A instalação de Madrid abriga uma enorme antena parabólica de rádio de 70 metros de diâmetro, além de outras antenas, que rotineiramente rastreiam missões como o Telescópio Espacial James Webb (JWST), o programa Artemis, os rovers marcianos (Perseverance, Curiosity) e a Voyager 1
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"O incêndio florestal passou pelo MDSCC", declarou um porta-voz da NASA à AFP, confirmando que as chamas queimaram dentro dos limites da instalação . Fotos e vídeos amplamente compartilhados nas redes sociais mostravam chamas e densas nuvens de fumaça elevando-se diretamente sobre o conjunto de antenas do complexo
. O fogo havia atingido seu estágio mais intenso, com as chamas se unindo e se espalhando pelo terreno seco
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Em 24 e 25 de julho, a NASA informou que estava impossibilitada de avaliar os danos, pois a área ainda não era segura para reentrada. A agência declarou: "Qualquer dano potencial será avaliado quando for seguro fazê-lo" . Uma avaliação no local poderia começar já no sábado, 26 de julho, se as condições permitissem
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Um relatório subsequente do SpaceNews, em 26 de julho, indicou que as principais estações terrestres na Espanha operadas pela NASA e pela ESA evitaram danos graves com os incêndios florestais . Nenhum relatório público detalhado de danos a equipamentos ou antenas específicas foi divulgado nas fontes disponíveis.
As comunicações das missões foram transferidas sem interrupção para o Complexo de Comunicações do Espaço Profundo de Goldstone, na Califórnia, garantindo suporte ininterrupto a todas as naves espaciais ativas . A estação de Canberra, na Austrália, também permaneceu operacional, mantendo a cobertura global da DSN. Essa rápida migração fez com que missões como o JWST, a Artemis, os rovers marcianos e a Voyager 1 nunca perdessem o contato com a Terra
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O incêndio em Madrid não foi um evento isolado — foi um sintoma de uma temporada extraordinária de queimadas em toda a Europa:
Um estudo do World Weather Attribution concluiu que as mudanças climáticas causadas pela atividade humana tornaram as condições de risco de incêndio na Península Ibérica cerca de 10 vezes mais prováveis durante a temporada de 2025 . Cientistas da UE e do ECMWF também relacionaram a escala dos incêndios às ondas de calor prolongadas que ressecaram o terreno, sendo o verão de 2025 o mais quente já registrado em partes da região
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O incêndio florestal de julho de 2025 no Complexo de Comunicações do Espaço Profundo de Madrid evidenciou tanto a vulnerabilidade de infraestruturas espaciais críticas a desastres impulsionados pelo clima quanto a resiliência incorporada na Rede de Espaço Profundo da NASA. Embora as chamas tenham passado diretamente por um dos únicos três locais que conectam a Terra às suas naves mais distantes, nenhum funcionário ficou ferido e nenhuma missão perdeu contato — um testemunho de protocolos de evacuação cuidadosos e de uma rede global redundante.