"Operação militar em larga escala" ordenada. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz emitiram uma declaração conjunta ordenando que as Forças de Defesa de Israel (FDI) lançassem uma "operação militar em larga escala" em vilas palestinas em toda a Cisjordânia . As medidas específicas incluíram:
No sábado, 25 de julho, as forças israelenses detiveram pelo menos 80 palestinos em toda a Cisjordânia, a maioria deles de Tell, perto de Nablus, de acordo com o Clube de Prisioneiros Palestinos . O Gabinete de Mídia dos Prisioneiros Palestinos afirmou que mais de 30 foram detidos apenas em Tell, com prisões adicionais em Jenin, Ramallah, Hebron e Tulkarem
. As invasões incluíram buscas em aproximadamente 70 casas em Tell
. No domingo, 26 de julho, outros 58 palestinos foram detidos em novas invasões em Nablus, Hebron e Tulkarem
.
Durante a noite de 25 a 26 de julho, os ataques de colonos se intensificaram:
Em 24 de julho, Netanyahu anunciou que havia ordenado que as FDI "acelerassem a legalização das fazendas existentes e o estabelecimento de novas" — efetivamente ordenando a criação de novos postos avançados de colonos na Cisjordânia . Ele também ordenou a legalização do posto avançado de Havat Gilad, o assentamento próximo a Tell
.
Prisões em 2026. Mais de 3.600 palestinos foram presos na Cisjordânia desde o início de 2026, de acordo com grupos de defesa dos prisioneiros palestinos .
Alertas da ONU sobre violência de colonos. A Human Rights Watch e autoridades da ONU alertaram sobre "níveis sem precedentes" de violência de colonos em 2026 . Nos primeiros cinco meses de 2026, colonos mataram 13 palestinos e feriram quase 500, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA)
.
Número total de mortos na Cisjordânia em 2026. Até o final de julho de 2026, um total de 86 palestinos foram mortos por forças israelenses ou colonos em toda a Cisjordânia em 2026, incluindo pelo menos 21 baleados por colonos . Só as mortes de 24 de julho elevaram o número de palestinos mortos na Cisjordânia para 10 em apenas uma semana, de 19 a 24 de julho
.
Proibição de trabalhadores. Após o incidente, Israel anunciou uma proibição da entrada de trabalhadores palestinos em comunidades israelenses na Cisjordânia (Judeia e Samaria), citando preocupações de segurança .
Nota sobre as fontes: A grande maioria deste relato é corroborada pela Reuters, NYT, BBC, Times of Israel, Al Jazeera, WAFA (agência de notícias oficial palestina) e o Clube de Prisioneiros Palestinos. Pequenas discrepâncias — como o número exato de israelenses mortos (1 ou 2) e o número preciso de feridos (4 relatados pelo Ministério da Saúde vs. "pelo menos 7" em alguns relatos) — refletem a confusão das primeiras horas de cobertura. As fontes disponíveis mais contemporâneas foram citadas para cada afirmação específica.