O número de mortos desde o início da trégua não para de crescer. Em 18 de junho de 2026, o Ministério da Saúde de Gaza informou que o total de palestinos mortos por fogo israelense desde o início do cessar-fogo havia ultrapassado 1.000 . Em 8 de julho de 2026, esse número chegou a aproximadamente 1.085 . O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) verificou de forma independente 629 mortes até o início de julho de 2026, incluindo 269 mulheres e crianças, e informou que a verificação do restante continua em andamento . O número total acumulado de mortos em Gaza desde outubro de 2023 ultrapassou 72.000, segundo as autoridades de saúde locais .
Atenção: Os números de vítimas se baseiam principalmente em relatórios do Ministério da Saúde de Gaza, que é administrado pelo Hamas. Organismos internacionais como a ONU só conseguiram verificar uma parte das mortes ocorridas após o cessar-fogo .
Ataques aéreos em toda a Faixa de Gaza continuaram ao longo de julho de 2026, com campos de refugiados entre os locais mais atingidos.
Campo de refugiados de Bureij (centro de Gaza): Em 24 de julho de 2026, caças israelenses bombardearam e destruíram completamente a Mesquita Al-Noor, localizada no Bloco 9 do campo de Bureij . Fotos do mesmo dia, capturadas pela APA Images / ZUMA Press Wire / dpa, mostram um palestino examinando os danos . No início do mês, em 16 de julho, um ataque aéreo em Bureij matou pelo menos cinco palestinos .
Jabalia (norte de Gaza): Em 24 de julho de 2026, um ataque aéreo israelense destruiu uma casa em Jabalia . Relatos mais amplos ao longo de julho confirmam ataques persistentes no norte de Gaza, com várias casas e infraestrutura civil sendo alvo .
Khan Younis (sul de Gaza): Khan Younis foi atacada repetidamente em junho e julho. Em 14 de junho, ataques com drones e ataques aéreos em Khan Younis e no campo de Bureij mataram três palestinos . A Reuters informou que forças israelenses atingiram uma residência perto de um acampamento de tendas para deslocados em Khan Younis nos dias 7 e 8 de junho, como parte da expansão da 'zona de controle' de Israel dentro de Gaza . Um relatório de situação do OCHA observa que, em 29 de junho, uma mãe e sua filha bebê teriam sido mortas por um ataque aéreo na área de Al Mawasi, em Khan Younis, que também destruiu ou danificou centenas de tendas .
Em 24 de julho de 2026, caças israelenses destruíram a Mesquita Al-Noor, no Bloco 9 do campo de refugiados de Bureij . A mesquita e seus arredores foram bombardeados em um ataque aéreo noturno, com o exército israelense supostamente ordenando a evacuação da área antes do ataque . O Hamas condenou o ataque, classificando-o como parte de uma escalada mais ampla . A imagem da agência de fotografia que mostra a cena data de 24 de julho de 2026, confirmando o evento . A destruição de Al-Noor se soma a um longo histórico de danos a locais religiosos em Gaza desde outubro de 2023 .
Em 24 de julho de 2026, Khalil al-Hayya, chefe do bureau político do Hamas, enviou mensagens aos líderes do Egito, Catar e Turquia, pedindo que 'usem todos os seus esforços para obrigar o regime sionista a parar seus crimes e violações de seus compromissos de cessar-fogo' . Esse apelo veio após uma série de engajamentos diplomáticos. Al-Hayya liderou uma delegação do Hamas ao Cairo no final de maio e início de junho de 2026 para discutir a implementação do cessar-fogo . Uma delegação separada do Hamas, incluindo al-Hayya, se reuniu com o chefe da inteligência turca, Ibrahim Kalin, em Ancara, em 2 de junho de 2026, para discutir os ataques crescentes de Israel e as violações do cessar-fogo . Em maio de 2026, al-Hayya declarou que 'Israel não adere a nenhuma obrigação e volta atrás em todos os acordos', afirmando que as negociações estavam paralisadas . A paralisação das conversas aumenta o temor de uma nova escalada do conflito em grande escala .
A pergunta original incluía uma alegação sobre a construção de uma barreira de terra de 23 quilômetros dentro de Gaza, além da Linha Amarela. Esse número específico não pôde ser verificado de forma independente com base nas fontes citadas disponíveis. Embora a Reuters tenha noticiado em junho de 2026 que Israel estava expandindo sua 'zona de controle' dentro de Gaza , nenhuma fonte no conjunto fornecido confirma a alegação precisa da barreira de 23 km.
Publicado em julho de 2026. Todas as informações foram verificadas com base nas fontes fornecidas e refletem a cobertura disponível até aquela data.