Os ataques ocorreram após o colapso do cessar-fogo entre EUA e Irã em 8 de julho, semanas de ataques intensificados com mísseis e drones iranianos contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait — que causaram baixas civis — e o precedente dos ataques secretos anteriores dos EAU contra o Irã, pelos quais Washington posteriormente concedeu acesso ampliado a chips de IA .
1. Colapso do cessar-fogo em 8 de julho de 2026
O presidente Donald Trump declarou o cessar-fogo de 60 dias com o Irã como "encerrado" depois que os EUA lançaram ataques contra mais de 80 alvos iranianos perto do Estreito de Hormuz, em retaliação a ataques iranianos a petroleiros comerciais . O Irã respondeu disparando mísseis balísticos contra instalações dos EUA no Kuwait e no Bahrein no mesmo dia .
2. Semanas de ataques iranianos intensificados contra bases dos EUA
Nos meses anteriores ao colapso do cessar-fogo, o Irã lançou repetidos ataques com mísseis e drones contra a base naval dos EUA no Bahrein e outras instalações americanas em ambos os países. Uma investigação do WSJ descobriu que os ataques iranianos causaram danos maiores do que o relatado anteriormente em pelo menos 20 instalações dos EUA, incluindo a instalação da Marinha no Bahrein, levando os EUA a reavaliar sua presença militar na região . Esses ataques causaram baixas civis em ambos os países .
3. Ataques iranianos diretos contra os dois países do Golfo
Conforme o conflito se ampliava, o Irã atingiu especificamente alvos no Kuwait e no Bahrein — ambos abrigam grandes bases militares dos EUA — como retaliação aos ataques dos EUA contra o Irã . Isso fez com que o conflito deixasse de ser uma disputa distante entre EUA e Irã para se tornar uma ameaça direta à soberania e à população civil das duas nações do Golfo.
Ataques secretos anteriores dos EAU contra o Irã (abril de 2026): Meses antes, os EAU realizaram secretamente seus próprios ataques aéreos dentro do Irã, incluindo um ataque a uma refinaria de petróleo na Ilha de Lavan, no início de abril, que provocou um grande incêndio . Esses foram os primeiros ataques diretos conhecidos de um estado do Golfo contra o Irã.
A recompensa de Washington: acesso ampliado a chips de IA: Em julho de 2026, os EUA concederam aos EAU acesso privilegiado a cobiçados chips de inteligência artificial — eliminando requisitos de licenciamento para certas exportações de tecnologia avançada — explicitamente como recompensa pelo apoio militar dos EAU na guerra, incluindo seus ataques secretos contra o Irã, interceptação de mísseis e manutenção do fluxo de petróleo . Autoridades iranianas chamaram isso de "prova oficial" do apoio dos EAU às operações dos EUA .
Inteligência e cobertura aérea dos EAU para os ataques de Bahrein e Kuwait: Para os ataques de julho, os EAU forneceram inteligência e cobertura aérea defensiva para os caças do Bahrein e do Kuwait, segundo o WSJ . Isso consolidou uma nova parceria operacional entre os estados do Golfo agindo ofensivamente contra o Irã.
Os ataques marcam uma nova fase do conflito porque os estados árabes do Golfo — que historicamente evitavam ações ofensivas diretas contra o Irã — agora cruzaram o limiar da retaliação cinética direta, primeiro com os EAU em abril e agora com Bahrein e Kuwait em julho .
Ataques dos EUA e de Israel contra o Irã desde fevereiro de 2026: A guerra mais ampla começou com ataques coordenados dos EUA e de Israel contra o Irã no final de fevereiro de 2026, aos quais o Irã respondeu lançando ataques de mísseis e drones de vários dias em todo o Golfo, inclusive contra os EAU . O conflito desde então se transformou em uma guerra regional multi-frontal.
Mudança estratégica: A participação direta dos estados do Golfo sinaliza a erosão da estratégia de "escudo" — as nações do Golfo não estão mais dispostas a deixar que os EUA e Israel lutem contra o Irã sozinhos a partir de seu território. Agora são beligerantes ativos, atraídos pelos ataques iranianos em seu solo e incentivados pelas recompensas tecnológicas dos EUA .
Fontes: O artigo do WSJ de 24 de julho é a fonte primária para os ataques de Bahrein e Kuwait. As reportagens do WSJ sobre o colapso do cessar-fogo , os ataques iranianos a bases , os ataques secretos dos EAU e a recompensa dos chips de IA são corroboradas pela Reuters , NPR e outros veículos citados acima.