A plataforma utiliza uma abordagem em camadas para a inferência. As CPUs EPYC e as GPUs Instinct da AMD (dentro dos racks Helios) cuidam das etapas iniciais: pré-processamento do prompt, tokenização e processamento de grandes janelas de contexto. O WSE da Cerebras assume então a fase mais intensiva em computação — a geração rápida de tokens, que exige enorme largura de banda de memória e capacidade de processamento paralelo .
Este design 'disaggregated' permite que cada subtarefa de inferência seja executada no chip mais adequado para ela. A AMD fornece a lógica de CPU/GPU de baixa latência para as etapas de propósito geral, enquanto o chip wafer-scale da Cerebras oferece o poder de fogo paralelo massivo para a execução do núcleo do modelo . A CEO da AMD, Lisa Su, descreveu a parceria como parte de uma mudança mais ampla em direção ao uso de diferentes chips para diferentes estágios do pipeline de inferência .
As empresas afirmam que a plataforma conjunta oferece tempos de resposta significativamente mais baixos para aplicações complexas de IA em comparação com a inferência baseada em GPU monolítica. A linguagem oficial descreve a solução como capaz de entregar 'inferência de IA com latência ultrabaixa e alta taxa de transferência líder do setor' . Números de benchmark específicos — como tokens por segundo ou latência em milissegundos — não foram publicados em detalhes no evento. As ações da Cerebras subiram aproximadamente 6% no dia do anúncio .
Espera-se que a oferta conjunta esteja disponível através do Cerebras Cloud ainda em 2026. A Cerebras planeja implantar sistemas AMD Helios em seus próprios data centers para hospedar o serviço .
A AMD também lançou oficialmente o Helios, seu primeiro sistema de IA em escala de rack, no evento. A CEO Lisa Su o chamou de 'o rack de IA mais poderoso do mundo' e confirmou que está em produção total . As principais especificações incluem:
O Helios é posicionado como um concorrente direto dos sistemas de rack DGX e HGX da Nvidia, com a AMD alegando desempenho superior em cargas de trabalho de treinamento e inferência de IA .
A mensagem central do Advancing AI 2026 foi que o mercado de inferência de IA está se afastando da dependência de um único tipo de GPU para cada estágio de uma carga de trabalho. Em vez disso, a indústria está migrando para arquiteturas 'disaggregated', otimizadas para cargas de trabalho, que dividem a pré-execução, a execução da inferência e o pós-processamento entre chips especializados de diferentes fornecedores. A AMD enquadrou o Helios e a parceria com a Cerebras como uma alternativa multi-vendor e de ecossistema aberto à abordagem verticalmente integrada da Nvidia .
Além da parceria com a Cerebras e do lançamento do Helios, a AMD fez vários outros anúncios significativos:
A AMD revelou que fechou um acordo de cliente com a Anthropic no início da mesma semana, antes do evento Advancing AI. A Anthropic se juntou à lista dos principais laboratórios de IA que se comprometeram a implantar hardware da AMD (incluindo sistemas Helios) em escala, parte de uma tendência mais ampla de empresas de IA de ponta se diversificando do monopólio de GPU da Nvidia .
A Cerebras teve um ano importante, independentemente de sua parceria com a AMD. A empresa abriu seu capital em 14 de maio de 2026, na Nasdaq sob o ticker CBRS. Ela precificou 30 milhões de ações a US$ 185,00 cada, bem acima da faixa inicialmente esperada de US$ 115 a US$ 125, levantando US$ 5,55 bilhões no maior IPO de tecnologia dos EUA em 2026. As ações dispararam 68% no primeiro dia de negociação, fechando a US$ 311,07 .
Em janeiro de 2026, a OpenAI e a Cerebras anunciaram um acordo plurianual de até 750 megawatts de capacidade de computação. O compromisso inicial foi relatado em aproximadamente US$ 10 bilhões, depois expandido para mais de US$ 20 bilhões (com um potencial teto de US$ 30 bilhões). A OpenAI também teria recebido uma participação acionária de até 10% na Cerebras como parte do acordo .